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quarta-feira, 24 de junho de 2009

de que lado está macedo vieira?



É obrigação de Macedo Vieira, em próxima intervenção pública pronunciar-se sobre os acontecimentos ocorridos no Irão.
De que lado está Macedo Vieira?
Do lado dos que têm reprimido as manifestações de rua contra a arbitrariedade do poder religioso dos Ayatollah's?
Ou está do lado dos milhares de blogger”s, twitter”s, e youtube”s que, de forma anónima e com precários meios, têm passado para o mundo as ideias, as fotografias e os vídeos reveladores da repressão sangrenta no país árabe?
Os poveiros, bem como o país inteiro que assistiu à perseguição a um blogger português por parte de Macedo Vieira e do seu comparsa Aires Pereira, quer com processo civil para pedido de indeminização, quer com processo-crime intimidatório, querem saber de que lado está o Presidente da Câmara da Póvoa de Varzim nesta questão do anonimato no Irão.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 13 de março de 2009

recarga


Como todos os leitores que se dirigiram à página criada por um suposto Luís Gonzaga Castro, também eu fui induzido em erro sobre a verdadeira autoria dos textos aí publicados.

Desta forma impõe-se uma correcção: o blog do Luís não se chama “descarga”, mas sim “recarga” e é prova acabada de que na internet nada do que parece é.

Recarga para ler aqui.










sexta-feira, 6 de março de 2009

descarga


É com felicidade que vejo o nascimento de um blog poveiro, o “descarga” do professor Luís Castro.

Espera-se inteligência, espírito crítico, intervenção cívica e bom sentido de humor.

Já não lembro se o Prof. Luís Castro foi meu professor ou eu professor dele.

Pode ser que com o tempo essa dúvida se possa dissipar.

Um pequeno extracto:

“Incomoda-me viver numa terra em que os adversários políticos não se respeitam mas conseguem lançar pétalas brancas para o mar. Incomoda-me ver autarcas vestirem, por altura do Natal, a pele de anjos quando no decorrer do ano declaram guerra a quem tem a coragem de pensar diferente.”

“Descarga” para ler aqui.





quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

dois excelentes textos




GASOLINA OU GASÓLEO ?

Sobre o novo posto de abastecimento de combustíveis, que atravanca e desfeia a moderna Avenida 25 de Abril, muito se tem lido e falado: leu-se nos jornais e nos blogues, ouviu-se nas rádios e nos cochichos. E foi assunto falado na Assembleia Municipal!

Contrariamente ao que muitas pessoas possam pensar, nesta altura dos claros esclarecimentos eu até aprovaria a ideia da bomba pertencer ao presidente da Câmara, a seus familiares ou amigos.

Parece estranho, mas não é!

Vejamos!

Se o posto de abastecimento pertencesse, como parece, a uma empresa ou a outrem, os preços dos combustíveis e serviços seriam iguais ou superiores aos da concorrência, porque o objectivo será o lucro (e quanto mais, melhor).

Se, como bisbilhotam, "aquilo" for pertença dos referidos visados, haverá a garantia de termos os preços mais baixos das redondezas, porque a sua intenção será prestar um serviço à população. Uma espécie de serviço público.

Até poderá vir a acontecer que uma boa parte dos proventos da bomba reverta a favor de instituições poveiras carenciadas.

Afinal, tudo pode acabar da melhor forma, se este raciocínio estiver certo.

De quem é a bomba?




Coliguem-se!


Macedo Vieira foi eleito pelo PSD mas é um homem de esquerda. Há uns anos seria, com certeza, do MDP-CDE ou do LUAR, depois talvez do MES, e agora, por mero acaso e oportunismo, é do PSD. Defende uma forte intromissão do Estado na economia, cita Marx e Mário Soares, defende o proteccionismo e a xenofobia e repudia por completo o liberalismo económico.

Macedo Vieira é admirador de José Sócrates, porventura admira a sua classificação em Inglês Técnico, a Universidade onde se licenciou, os projectos dos prédios que desenhou e até a rapidez com que permitia que se aprovassem projectos ambientais a dias das eleições. Macedo Vieira adoraria ter inventado um Magalhães.

Macedo Viera exibe tendências autoritárias, totalitaristas, rodeia-se de medíocres yes men e não convive bem com a crítica nem com a liberdade de expressão.

Macedo Vieira é Presidente da Câmara mas foi sócio gerente de uma imobiliária; Macedo Vieira nomeia para empresas municipais gestores que o seu executivo reformou compulsivamente.

Macedo Vieira não respeita as pessoas, constrói um enorme depósito de água por cima de habitações licenciadas, deixa em funcionamento piscinas contaminadas por Legionela e aceita que os esgotos da cidade sejam lançados directamente para o mar.

Macedo Vieira não tem uma ideia estratégica para o Conselho e limita-se a fazer obras, de gosto duvidoso, no centro da cidade. A história não o recordará a não ser pelos mamarrachos que vai permitindo.

Macedo Vieira não tem amigos mas tem muita gente, muitas colectividades que lhe devem atenções. Macedo Vieira vai ganhar as próximas eleições. Como qualquer outro cacique em Portugal.

Eu, militante do PSD há 20 anos, nunca votarei neste candidato do PSD. A minha animosidade para com ele nasceu no dia em que o ouvi, por acaso, dizer na rádio que um homem tinha sido assistido prontamente nas piscinas municipais quando eu o vi, durante minutos, inerte, a caminho da morte e sem nenhuma assistência. Desde aí fui assistindo atentamente às suas actividades e ouvindo o que se diz à boca calada. Nunca votarei em Macedo Vieira.

Assim, assumindo que a vitória de Macedo Viera é certa só me resta apelar a todos os partidos, a todos os movimentos de cidadãos: coliguem-se, juntem energias e defrontem o cacique em conjunto. É o interesse dos Poveiros que está em causa.






segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

lauro antónio apresenta


Eu disse para a minha mulher: Dá uma limpeza geral à casa com Sonasol.

Fiquei em pânico com as notícias vindas a público sobre uma epidemia de gripe. Nunca precisei de ir ao Hospital por motivo de gripe, e ainda bem porque entrar naquele da Póvoa é dar de caras com a doença, a morte e o oportunismo.

Apesar deste Hospital (nem sei quem se lembrou de chamar Hospital àquele casebre feio, degradado e sem condições mínimas de atendimento ao público) ser o local óbvio para atender urgências, é de louvar o facto de não ter a televisão ligada, como tem por exemplo o Super OK, perdão, a Clipóvoa. A Clipóvoa deve ter servido de modelo a muitas outras clínicas que nasceram como cogumelos por essa cidade, tudo por efeito dos "seguros saúde", essa nova modalidade de chupar dinheiro aos contribuintes. Todas elas têm uma televisão ligada na sala de espera.

O leitor consegue imaginar: o tipo doente, em sofrimento, com dores, a espirrar, a coçar a barriga cheia de micoses, a tossir e a sair os amarelados carapaus pela garganta, e de fundo a voz esganiçada da Júlia Pinheiro, ou o toque levezinho do Goucha, ou o criminalista a comentar o último grande enigma policial.

Quem entrar no consultório médico vivo é porque já tinha saúde, porque a vontade que dá quando se vê esses programas, é de morrer.

Sempre tive pouca paciência para ver televisão. Com excepção para um bom filme, um bom programa de informação ou o canal 26, pouca coisa desperta o meu interesse.

A propósito de cinema veio-me à memória certa filmografia portuguesa, e certos realizadores, cuja actividade se quedou pelo suficiente, quer porque a produção foi diminuta, quer porque as obras se quedaram pela mediocridade.

Mas esses tipos arvoram-se em intelectuais, em arautos da ética, em bandeiras da revolução de Abril de 1974.

Um desses é Lauro António. Lauro António era autor de um programa de televisão com o nome “Lauro António apresenta”. E ele deve ter ficado com a ideia de que os portugueses viram nesse reles programa uma das melhores coisas que alguma vez passaram pela televisão. Tanto é assim que ele até tem um blog com o mesmo título.

Da sua biografia diz-se o seguinte:

“Como sucedeu com outros cineastas da sua geração, particularmente activos após a Revolução de
25 de Abril de 1974, uma forte componente do seu trabalho destinou-se à televisão…Nos inícios da década de 1990 esteve associado com a rede de televisão portuguesa TVI para a qual foi programador de cinema e na qual teve um horário especial em que apresentava filmes da sua escolha, chamado Lauro António apresenta.”

Fonte Wikipedia.

Esse “Lauro António apresenta” era um programa que eu não recomendaria ao meu pior inimigo, ainda por cima doente na sala de espera de uma clínica recomendada pela companhia de seguros.

Não tenhamos ilusões: tipos que escrevem blogues e "dão a cara", como por aí se diz, abordam assuntos sem qualquer interesse que não seja a promoção pessoal, não dão nome aos bois, não têm coragem para falar directamente e criticar quem merece ser criticado. Sabem porquê? Porque têm medo, porque são cobardes, porque estão metidos nos esquemas ou têm amigos que estão.

Todos sabemos: os blogues cujo autor esteja identificado e ouse criticar de forma contundente alguma situação irregular acaba na barra dos Tribunais.

Falo, por exemplo, do “Do Portugal Profundo” que abordava, em primeira linha, o escândalo de pedofilia da Casa Pia.

Tudo o resto é treta.

Vejam lá. Lauro António até escreveu sobre o povoaonline. Leiam:

“Póvoa online” é um blog preenchido, quase na totalidade, por artigos que, no entender do Tribunal, atentam contra o direito à honra e credibilidade do presidente e vice-presidente da Câmara da Póvoa de Varzim. Macedo Vieira e Aires Pereira são as vítimas preferidas deste blog: “corruptos”, “parolos”, “fascistas” são apenas alguns nomes que lhes são atribuídos.

Finalmente começa a haver alguma coragem oficial, jurídica sobretudo, para se combater a cobardia do anonimato. A blogosfera não pode ser um covil de covardes a destilar ódio e injúrias de qualquer tipo. Quem se acha no dever de intervir socialmente, na imprensa ou num blogue, terá de o fazer de cara descoberta e identificado de forma verídica. Quem se acoberta no anonimato não merece nenhuma espécie de simpatia. Tudo se deve fazer para estripar este cancro.

A liberdade não tem nada a ver com esta prática rasteira de ajuste de contas entre meliantes sem nome. A liberdade impõe direitos e deveres. Impõe responsabilidade, o que estes irresponsáveis não sabem o que seja. Se não sabem a bem, terão que aprender à força. Mas a medida aplicada neste caso é só simbólica, como se percebe facilmente. De resto é anedótica. Não se consegue identificar o autor anónimo de um blogue? Por favor!"


É o Lauro António apresenta aqui.














quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

do insulto

Foto do Tony Vieira

Sexta-feira, Dezembro 05, 2008

Do insulto.

Volta e meia há quem defenda que se puna o insulto. Ou alguns insultos, como à pátria ou à religião. Mas punir o insulto é moralmente injustificável e é perigoso.

O insulto pode causar sofrimento. Como uma estalada, que concordo se deva condenar. Mas enquanto que o sofrimento causado pela estalada é função da agressão, no insulto o sofrimento depende da escolha do visado em se sentir insultado. Como alvo de muitos insultos desde que tenho internet, sei que só se chateia quem quer. E sendo sobretudo do visado a responsabilidade pelo sofrimento não se justifica sancionar quem insulta. Além da arbitrariedade e subjectividade da qualidade de ofensivo, é trivial fingir-se insultado, um subterfúgio conveniente e muito usado para suprimir a opinião contrária. Por estas razões não se justifica punir quem diz algo só porque outro o declara ofensivo.

Mas há uma razão mais forte. Este conflito não é apenas entre direitos pessoais equivalentes, a liberdade de expressão e o direito de não ser insultado, porque a liberdade de expressão é também um profilático contra doenças graves da sociedade. A censura e o controlo da informação são essenciais à ditadura. Hitler e Kim Jong-il não se tinham safo se os seus conterrâneos tivessem os meios e a liberdade para trocar opiniões, organizar ideias e dizer o que pensavam. E mesmo longe desses extremos a liberdade de expressão é necessária para contrariar abusos como o monopólio do Berlusconi sobre a comunicação social ou o Macedo Vieira mandar encerrar blogs incómodos dizendo ofender-se com os bigodes (1).

Devemos impor alguns limites à liberdade de expressão. Burlas, queixas infundadas à justiça ou devassa da vida privada são actos específicos que se pode punir sem escorregar pelo declive da censura. Mas não o insulto. Só se ofende quem quer e isto é demasiado vago para punir sem arriscar abusos. Legislar o insulto é criar uma ferramenta de censura só para proteger um capricho de imaturidade.

A desigualdade no poder de comunicar é uma das maiores ameaças à democracia, uma ameaça que a tecnologia moderna permite eliminar. Se qualquer pessoa pode trocar impressões com todas as outras o controlo da comunicação social por um indivíduo ou partido deixa de ser grave. Mas é verdade que este poder de comunicar acarreta responsabilidades. É preciso exigir algo dos participantes para que o sistema funcione. Só que não se pode exigir que ninguém ofenda os outros. Há sempre ofendidinhos que chegue para matar qualquer discussão se lhes dermos esse poder. É o mesmo que deitar fora o sistema todo.

Punir só algumas ofensas, como a ofensa à religião, ao nacionalismo e ao “bom nome”, é pouco melhor. Tem a vantagem de não censurar tudo mas a desvantagem de ser censura à mesma. E assume, injustamente, que é mais legítimo ofender-se com comentários à religião ou ao país do que ao clube ou ao bairro. Sentir-se ofendido é uma escolha puramente subjectiva. Nenhuma é mais legítima que as outras.

O que se deve exigir de qualquer adulto numa sociedade democrática é que seja adulto. Que não faça birra quando dizem algo de que discorda e que não acredite em tudo o que lê só porque alguém o escreveu. Basta isto para resolver o problema do insulto. É claro que nem todos cumprirão estes requisitos. Mas isso não é coisa que a lei resolva. É não lhes ligar e esperar que cresçam.

1- Povoa-online, a póvoa de varzim é laranja!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

o jumento

Lido no blogue O Jumento:


BLOGUE CALADO POR JUIZ

«Ordem das Varas Cíveis de Lisboa emitida a 13 de Maio: a Google Inc. e a Google Portugal tinham de impedir, "de imediato", o acesso ao blogue Póvoa Online, "suspeito da prática de acto ilícito". Não aconteceu "de imediato". Aconteceu sexta-feira. E é a primeira vez que um blogue português é suspenso por ordem judicial. O presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, Macedo Vieira, e o vice-presidente, Aires Pereira, ambos do PSD, interpuseram a providência cautelar que o tribunal julgou procedente. O autor do blogue - anónimo e, presume-se, colectivo, ainda que com o pseudónimo Tony Vieira - já criou o Póvoa Offline. A sentença está lá.» [
Público assinantes]

Parecer:

Em Portugal para difamar quase basta dizer o nome do visado, podemos ser muito corruptos mas na honra ninguém nos toca.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»