Com o devido respeito pelos trabalhadores da Qimonda, é meu dever tecer alguns comentários sobre os últimos desenvolvimentos relacionados com a unidade fabril.
Depois de um investidor alemão e outro chinês, ambos lançados em primeira mão pelo T-Rex vilacondense, com base em informações obtidas pelo próprio junto de membros do Governo com quem ele se dá maravilhosamente, até porque é um dos grandes dinossáurios das autarquias, eis que chegou, trajado de preto e gel no cabelo, estilo dono do Pérola Negra, um português.
De seu nome João Paulo Tomás, a proposta apresentada revelava-se revolucionária, tão revolucionária que até fez desconfiar os trabalhadores.
À TSF Tomás disse:
“O empresário afirma ter ligações a uma fábrica alemã que produz painéis solares e que estará interessada na criação de um consórcio luso-alemão para a compra da unidade de Vila do Conde.”
Depois da reunião com os trabalhadores a desilusão, até porque a AICEP veio a público declarar que «não pode pactuar com a utilização deliberada do nome desta instituição em situações que criem falsas expectativas aos trabalhadores da Qimonda ou que possam interferir nos esforços de viabilização da empresa», lê-se no documento.
Lembrei-me imediatamente do Boavista:
O investimento de 38,4 milhões de euros que o empresário Sérgio Silva ia consumar hoje com o Boavista SAD está a ser investigado pela Polícia Judiciária, que intimou o representante da "Castle Shore" a deslocar-se à Directoria do Porto, ao princípio da tarde de hoje, para prestar declarações sobre os meandros do negócio.
Lembram-se?


