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quinta-feira, 16 de abril de 2009

futuro da qimonda passa pelo boavista?





Com o devido respeito pelos trabalhadores da Qimonda, é meu dever tecer alguns comentários sobre os últimos desenvolvimentos relacionados com a unidade fabril.

Depois de um investidor alemão e outro chinês, ambos lançados em primeira mão pelo T-Rex vilacondense, com base em informações obtidas pelo próprio junto de membros do Governo com quem ele se dá maravilhosamente, até porque é um dos grandes dinossáurios das autarquias, eis que chegou, trajado de preto e gel no cabelo, estilo dono do Pérola Negra, um português.

De seu nome João Paulo Tomás, a proposta apresentada revelava-se revolucionária, tão revolucionária que até fez desconfiar os trabalhadores.

À TSF Tomás disse:

“O empresário afirma ter ligações a uma fábrica alemã que produz painéis solares e que estará interessada na criação de um consórcio luso-alemão para a compra da unidade de Vila do Conde.”

Depois da reunião com os trabalhadores a desilusão, até porque a AICEP veio a público declarar que «não pode pactuar com a utilização deliberada do nome desta instituição em situações que criem falsas expectativas aos trabalhadores da Qimonda ou que possam interferir nos esforços de viabilização da empresa», lê-se no documento.

Lembrei-me imediatamente do Boavista:

O investimento de 38,4 milhões de euros que o empresário Sérgio Silva ia consumar hoje com o Boavista SAD está a ser investigado pela Polícia Judiciária, que intimou o representante da "Castle Shore" a deslocar-se à Directoria do Porto, ao princípio da tarde de hoje, para prestar declarações sobre os meandros do negócio.

Lembram-se?










quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

adeus qimonda!


Depois de a Qimonda ter cumprido as obrigações para com os trabalhadores relativamente aos prémios de produtividade obtidos até Dezembro de 2008, tudo aponta para que as portas encerrem definitivamente.

Não seria um gesto de boa educação encerrar com dívidas pendentes.

Penso que todos estão conscientes do significado desta atitude da administração da empresa.

Tudo o que se possa dizer noutro sentido não passa de ilusão lançada para os cérebros das centenas de trabalhadores que, mais do que nunca, devem sentir extrema preocupação.

Nem as recentes notícias vindas a público sobre o interesse de um investidor chinês abala a convicção acima exposta.

Ao que tudo indica esse investidor chinês será o mesmo que em tempos demonstrou interesse na compra do Benfica, destronando a proposta do entretanto falido Berardo, mas salvo com o dinheiro dos contribuintes via torneira do governo, que mais uma vez expôs todas as fragilidades no que diz respeito a sancionar ladrões e vigaristas.

Onde está esse chinês?

A minha enorme solidariedade para com todos os trabalhadores que se vêm a braços com o despedimento, aqui incluídos os da Qimonda.













sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

casa nova é um luxo


As notícias indiciam que a actual crise económica mundial adveio do endividamento das famílias norte-americanas, que em determinada altura deixaram de poder honrar os compromissos assumidos com os bancos relativamente às casas que haviam comprado.

Se é assim ou não pouco interessa porque isto, no fundo, resume-se a uma bola de neve incontrolável.

No meio desta enorme crise era tempo de o povoaonline a contornar e mostrar a todo o mundo que a referida afecta só alguns, nomeadamente aqueles que passaram a conviver com o desemprego.

Mudar de casa passou, para mim, a ser uma coisa banal quando dois políticos de meia tigela, que nem políticos sabem ser, se lembraram de perseguir através da utilização dos Tribunais portugueses os meus textos. Sim os textos, porque eles a mim ainda não chegaram.

Nem chegarão.

Os artifícios até agora utilizados foram aqueles que um reles poder autárquico português consegue: uma providência cautelar deferida e um processo-crime que ninguém sabe qual o conteúdo.

É muito pouco para mandar calar um cidadão.

Com estes artifícios judiciais Macedo Vieira e Aires Pereira mostraram todas as suas limitações. A informação não se resume ao que é publicado em jornais locais controlados com o dinheiro dos contribuintes, porque é com o nosso dinheiro que eles controlam os órgãos de comunicação social.

Ou você pensa que é o Macedo e o Aires que compram as notícias?

Não. É você que está a ler isto quem paga, quem sustenta três jornais que mais não fazem do que propagandear os feitos horrorosos de autarcas que passaram anos destruir a cidade e a tirar proveitos pessoais das suas actividades.

Por este motivo decidi mudar de casa. Contra a crise!

Apanha-me Macedo, se puderes!













terça-feira, 18 de novembro de 2008

crise mundial afecta póvoa de varzim!

Depois dos gloriosos tempos da informação privilegiada, da constituição de “sociedade de compra e venda de imóveis” e do convite a um grande empresário poveiro para integrar a equipa de gestores, eis que de repente a crise mundial que veio para se instalar nos mercados bolsistas e financeiros acabou por afectar a cidade da Póvoa de Varzim e das suas gentes.

Depois da praga do desemprego que afectou várias empresas poveiras, a última das quais foi a Maconde, cidadãos bem mais seguros do seu currículo não conseguiram escapar a esta peste que veio para ficar.