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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

ide trabalhar malandros!


Tudo não passava de umas quantas cerimónias forjadas, repletas de hipocrisia, com finalidades ambíguas e inadequadas à realidade da cidade da Póvoa de Varzim.

Esta é a ideia que eu sempre tive deste melado “Encontro Pela Paz”, iniciativa desse pintor esotérico de nome Ferraz, logo secundado por esse pseudo vereador da cultura de seu nome Diamantino, o tal que dá flor em Fevereiro por altura do despesista Correntes d’Escritas.

Pois nesse evento da Paz, soube pelo Peliteiro, que a Câmara Municipal só no cantor de meia tigela que contratou, um tal Pedro Khima, que deve ser sobrinho do Khima Barreiros, gastou nada mais nada menos do que 19 500 Euros, correspondentes a dois espectáculos, um no dia 29 de Dezembro de 2008 e outro no dia 5 de Janeiro deste ano, ou como diria Macedo Vieira, cerca de 3 900 contos. Leia aqui.

Revolto-me profundamente com isto, mas revolto-me a sério.
Leia aqui como eles gastam o nosso dinheiro.
Marquem a paz já para o ano chulões!









terça-feira, 6 de janeiro de 2009

qual a diferença de 100 para 200?


Confesso que no passado dia 1 de Janeiro desloquei-me, da forma matreira que me caracteriza, ao local onde, segundo a organização, seriam lançadas as flores no mar, num gesto simbólico de esperar que a mensagem de paz percorresse esses oceanos e chegasse às zonas mais longínquas do planeta.

Logo que avistei o Cais da Paz as lágrimas invadiram-me o rosto, num misto de tristeza por ver apenas cerca de duas dezenas de pessoas, e de alegria por saber que esta iniciativa não passa de mera hipocrisia e que São Pedro soube castigar devidamente estes tipos vendedores de banha da cobra.

Mas o que mais me surpreendeu foi ler que estiveram cerca de duas centenas de pessoas, segundo a Rádio Mar, e uma centena segundo o Póvoa Semanário e a Rádio Onda Viva. Tudo isto nas publicações online, pelo que se aguarda as notícias em papel.

Seja qual for a verdade, que não é nenhuma delas, quais as razões que levam um jornalista a escrever que estiveram 200 pessoas e outro que estiveram 100?

Será que eu tenho legitimidade para escrever que estiveram 0, ou apenas duas dezenas, para ser meiguinho?

Afinal de contas a diferença de 100 para 200 é a mesma que para 0.









sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

ferraz faz o que quer com a paz


O S. Pedro marcou a sua presença na festa da Paz e na deposição de flores no mar.

Alguns, mais cépticos, pensaram tratar-se de um milagre, não fosse a pronta intervenção desse apologista da paz em tempo de guerra, de seu nome Ferraz.

S. Pedro fez-se representar, simbolicamente, nesta cerimónia simbólica e carregada de simbolismo através da nossa bem conhecida chuva.

Ferraz considerou que a presença de duas dezenas de pessoas constituiu um verdadeiro teste à boa vontade da população e à presença do próprio S. Pedro em tão importante evento.

Diamantino, vereador da Cultura, banhado em lágrimas misturadas com gotas de chuva, falou às pessoas debaixo de chuva e reforçou o “simbolismo deste gesto de lançar a flor ao mar que é, acima de tudo, uma forma de educar os mais novos para a cultura da paz”, cultura essa que está em franco desenvolvimento na cidade, após o rastro de vandalismo que percorreu a cidade na noite de fim de ano.

Na altura em que limpava o nariz com o cachecol branco, Diamantino disse que nós, eu você e ele, somos apenas uma gota de água no Oceano, não esclarecendo, porém, a qual oceano se referia.

Recorde-se que neste evento da paz esteve presente Artur Grande, um primo do João Grande que cedo emigrou para a India e que agora, de forma tonta, se considera o legítimo sucessor do Mahatma Grande.

Fosda-se!