terça-feira, 13 de janeiro de 2009

a doação é crime


Está prevista a nova Unidade de Saúde Familiar da Póvoa de Varzim que deve abrir nos primeiros três meses deste ano, no espaço do Centro de Saúde.

Aqui está uma decisão de aplaudir.

Não se compreende é como a Câmara Municipal doou um terreno que é do erário público a uma instituição privada como é a Santa Casa da Misericórdia, cuja actividade se tem pautado por fortes indícios de prática de crimes de burla, no sentido em que são solicitados donativos de valor elevado para os interessados acederem ao Lar.

Leia:

Póvoa de Varzim, 11.12.2007 - A Câmara Municipal formalizou esta manhã a doação de um terreno à Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim para a construção de um edifício ligado à área da saúde.

Silva Pereira, o tal que ameaçou fechar a Unidade de Apoio aos Doentes de Paramiloidose e toda a gente se calou. Cobardemente.



















segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

câmara doa terreno à santa casa



Numa parceria que já se vem revelando frutífera, a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim fez doação à Santa Casa de um terreno que tem uma área de mais de 750 metros quadrados situada no lugar de Barreiros, numa zona nobre da cidade.

Pasme-se que a finalidade da doação é a construção de um edifício ligado à área da saúde, mas ainda não existe data para a sua construção.

Não sei se o leitor entende. O edifício para o qual foi doado o terreno ainda não tem data de construção.

Entendeu agora.

É porque se entendeu gostaria que comentasse a explicar isto porque eu ainda não consegui entender.

Que é feito do produto da venda de imóveis efectuados pela Santa Casa e publicitados em jornais locais?

Que é feito das mensalidades elevadíssimas pagas pelos idosos para poderem usufruir dos Serviços da instituição?

E o produto da venda do imóvel sito na Avenida dos Banhos colocado à venda na personalité, em cuja inauguração esteve precisamente o Salazar Pereira? Nestes últimos dias Salazar Pereira veio para os jornais dizer que a Misericórdia estava com dificuldades financeiras, porque tinha de dar apoio a idosos de outras cidades que vieram para cá viver.
Aqui é que está o problema. Esses idosos que são de famílias ricas de Santo Tirso, Guimarães, Braga, Famalicão, etc, etc, e ocuparam os lugares que deveriam estar destinados aos idosos que nasceram, viveram e deram tudo de si pela sua cidade.

Com todo os respeito pelos idosos de outras cidades, porque na terceira idade todos são iguais nas dificuldades em enfrentar a morte.

No entanto, há uns mais iguais do que outros.

Porque esses idosos que vieram de outras cidades criaram imensas dificuldades aos poveiros, porque a mensalidade que passaram a pagar à Santa Casa é incomportável para a esmagadora maioria deles, bem como as doações de prédios que a Santa Casa colocou à venda, até em imobiliárias como foi o caso deste.


Ondes está o dinheiro produto da venda destes imóveis e das mensalidades astronómicas pagas pelos utentes?

Querem prova disto que estou a escrever? Leiam este extrato:



Se justiça houvesse todos eles já deveriam estar presos, autarcas e provedor.

Veja as fotos do momento da assinatura da escritura.

estória


Um pequeno empresário ligado à construção civil resolveu que tinha condições para penetrar no difícil mercado de uma cidade há muitos anos entregue à política do betão.

Apresentou um projecto de edifício de construção luxuosa, com cerca de quatro andares.

O vereador, já nosso conhecido, lá lhe disse que o melhor tinha que ficar para ele, se quisesse que o projecto fosse aprovado.

O empresário fez contas: em quatro se lhe desse um só três não compensavam os gastos com terreno e construção, ainda mais no presente período de grave crise que afecta particularmente o sector.

Recusou como resposta.

Foi-lhe então proposto que a sua empresa, em contrapartida, receberia alguns projectos de obras públicas, agora que o “ajuste directo” está em vias de se concretizar.

Ainda não sei quem é o empresário, nem o local onde vai ser erigido o prédio, mas sei quem é o vereador e a cidade onde esta “estória” se desenrolou.

Aguardam-se desenvolvimentos.










sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

acredito no pai natal


Sinto que devo acreditar que o Pai Natal existe.

É a única forma de compreender a razão por que ele nunca me oferece nada no dia de Natal.

Talvez porque eu nunca lhe dei nada. O Pai Natal é vingativo.

Como acredito no Pai Natal acredito também na existência do Céu e do Inferno.

Sem dúvida. Como todos os católicos, acho que o céu está repleto de anjos vestidos de branco, em forma de mulher, é claro, onde tudo está em paz, em cima de nuvens brancas, com "água do luso" à discrição.

Como acredito que no Inferno existe fogo, monstros e mulheres nuas. Agora fiquei com dúvidas. Se existe fogo como é que alguém lá pode sobreviver. O fogo destrói. Se tudo está destruído, como é que se pode ir lá parar?

Realmente ir para o céu e ter de aturar o Carlos Padre Mateus, o Salazar Pereira e outros, não me parece aquilo que se possa chamar uma boa ideia.

Eu acho que esses, e outros que por aí andam a pregar a solidariedade e a religiosidade, têm a certeza que vão para o Céu.

Trabalham para isso. Eu acho que quem trabalha para ir para o Céu merece.

Eu acho que é preciso fazer algo nesta vida para merecer a outra.

Por exemplo: O Carlos Padre Mateus que dá cursos de casamento.

Um homem assim, benfeitor, deve ir para o céu.

Já aquele, ou aquela, que após o curso se divorcia deve ir para o Inferno, porque não seguiu os ensinamentos do Carlos Padre.Salazar Pereira, como outro exemplo:

Salazar Pereira tem lugar garantido no Céu.

Alguém pode questionar esse facto?

Então o Provedor da Santa Casa da Misericórdia havia de ir para o Inferno?

É a Santa Casa. Não é uma Casa qualquer.

Eu acho que Salazar Pereira está consciente, ou melhor, tem a certeza que vai para o Céu.Todos queriam ser o Salazar Pereira para ter a certeza de que vão para o Céu.

No fundo, é tudo uma questão de inveja.

Eu acho que quem passa os dias na Santa Casa fala com Deus. Tem que falar. A Casa é Santa. Se é Santa, Deus anda por lá. Pode até estar disfarçado de Lopenhos ou de Magala, mas estar está, de certeza.

Se não estivesse acabava a santidade da casa, porque tudo tem um custo e o custo da Santa Casa sem Deus era insuportável. Eu estou convencido que Salazar Pereira não acredita na existência de Céu e Inferno, muito embora seja frequente vê-lo rezar em público.

Se assim fosse, face ao que rouba, Salazar ia para o Inferno. Só que ele sabe que o Inferno não existe e então rouba à desgarrada.

Estava eu com estes pensamentos precisamente em frente à tal casa que foi doada à Santa Casa, e que os pedantes da “personalite com dois n’s” colocaram à venda.

O leitor repare bem na foto.

Esta casa situa-se na Avenida dos Banhos uns metros a norte do Guarda-Sol, cujo cheiro a molho de francesinha é insuportável.Uma casa destas, que sobreviveu à catástrofe que foi o terramoto da construção civil na cidade, deve custar cerca de um milhão de euros. Não acha o leitor?

Quem doa uma casa destas e doa à Santa Casa, ainda por cima, vai para o Céu de certeza absoluta.

Melhor ainda. Vai lá ter tratamento VIP. Tudo luxuoso.

Ou acham que Deus ia tratar este fulano como trata aqueles que dão um cordão de ouro, 10 euros ou umas calças usadas?

Este é um cliente especial.

Salazar Pereira, cofiando o seu hitleriano bigode, aconselhou:

Num me dês a mim comum mortal. Dá antes à Santa Casa, senão vais tu e vou eu para o inferno da prisão. Agora vai lá à tua vida e que Salazar, digo, Deus te abençoe.

Era muito descaramento o Salazar ficar com a esta casa.

Não fiquem com pena dele. O homem safa-se.

Safa-se ele, safam-se os outros que com ele lá estão, e agora até as assistentes sociais da Segurança Social se querem safar e safam-se, ao que tudo indica.Grandes desavergonhadas!

Até eu me safava se lá estivesse.

Eu acho que não devemos condenar estas pessoas que se safam na vida.

A nossa obrigação é trabalhar para acumular fortuna e deixar para a Santa Casa, o Salazar Pereira, a mulher, a filha e todos os outros que se querem safar.

Nem todos se podem safar como se safa o Rambo e, mais ainda, o Magala.Esses estão legitimados pelo voto popular para se safarem.

Quem lá os pôs que os tire.Eu não os critico. Se estivesse no lugar deles também me safava.

Até podia ir para o Inferno, mas tinha o Céu enquanto vivo.

Não seja ranhoso leitor.

Se não pode dar uma casa como esta à Santa Casa, arrisca-se a ir para o Inferno.

Fui andando para sul.

De repente dou de caras com a esplanada do Brandão, antiga glória do Varzim, e provavelmente a maior cabeça da sua história, Varzim.

Repare leitor que não estou a dizer isto por qualquer rancor para com o homem.

Ele é uma cabeça e tanto.

Conseguiu enganar a Câmara toda, desde o Presidente aos fiscais.

Não é qualquer pessoa que consegue esse feito.

Lembrem-se que o Magala gaba-se de ninguém o enganar, mas não se gaba de enganar os outros, mas o Rambo é fino como um rato, porque mama às escondidas.

O Brandão enganou-os a todos. Mas não se gaba disso.

Repare bem o leitor na esplanada do Brandão.

Ocupa meio passeio e ainda parte do estacionamento.

Será que ele paga diariamente aquilo que a Câmara auferiria com o dito espaço, se o mesmo estivesse disponível para estacionamento?

Garanto uma coisa:Eu não me sentava ali.

Suponha o leitor que um qualquer tipo vem disparado de sul para norte e se enfaixa na dita esplanada.

Dificilmente alguém sobrevive ao impacto sem mazelas para o resto da vida.

É que depois, mesmo indo para o céu, de que vale isso se um tipo está aleijado?

Ao passar junto à porta estava ele, Brandão, com o rolo da massa.

Enganaste-os bem Brandão, disse eu.

Conheço-te de algum lado pá, disse Brandão a bater com o rolo na mão.

Foste o melhor avançado de sempre do Varzim, Brandão, disse eu.

O homem, coitado, já me queria convidar para entrar.

Obrigado Brandãozinho, mas vou ali ao Tony do Mostarda comer uma sandes mista e um galão, disse eu já longe, não fosse o gajo perder a cabeça.

Um tipo como o Brandão quando perde a cabeça perde tudo, porque ele vive da cabeça, ele usa a cabeça, ele enganou a Câmara toda.

Fui a caminhar pela Praça João XXIII, também conhecida por “praceta” e, ao chegar ao Tony dou de caras com o Tone. Atenção Tony não é Tone. Não é qualquer um que usa Tony, mas Tone são muitos.

Eu acho que o Tone vai para o Céu.

Um tipo que arranja emprego para a sobrinha é um benfeitor.

É o único aspecto que eu critico no trabalho do Salazar Pereira:

É falta de critério na escolha dos benfeitores.

Tone devia receber uma medalha pelas benfeitorias que praticou.

Há quem diga que ele vai para o Inferno. Sinceramente não acredito.

De repente tropeço e caio estatelado na relva em frente ao café do Tony, o Mostarda.

Fosda-se, disse eu, mas perdi perdão imediatamente porque pretendo ir para o Céu.

Estás perdoado, disse logo Tone, muito solícito, fazendo lembrar os tempos em que quando estava pendente o processo-crime por abuso de poder, em que ele e o Rambo foram condenados, dirigiu-se a todas as associações, com a “esposíssima esposa”, para se inscrever e, desse modo, transmitir publicamente a ideia de benfeitor.

O Tone tem que ir para o Céu. Ele e o Rambo juntos, com o champanhe que não gastaram quando a sentença foi proferida pelo Juiz: CONDENADOS!

Que merda é esta Tony? Gritei eu.

Fosda-se. Um vaso no meio do caminho pá? Disse eu de cabeça perdida e já pronto para andar à pancada.

O leitor veja a foto e diga, do fundo do seu coração, se eu não tenho razão.O Tony colocou um vaso no caminho para as pessoas não poderem atravessar.Vais pró inferno, disse-lhe eu ainda com os pensamentos na dicotomia.

Que foi Tony? Disse ele.

Que foi Tony, digo eu, respondi eu, claro.

Deixaste uns euros na Câmara seu sacana, disse-lhe eu.

Sabes que a gente tem sempre lá uns amigos e tal. Aqui o Tone. Disse ele a olhar para o Tone.

O Tone engasgou-se com os tremoços que estava a comer.

Que vai ser Tony?

Traz-me um galão morno e uma sandes mista, sem manteiga. Ouviste bem?

Já trago Tony. Disse o Tony que não sou eu.

Neste entretanto e enquanto observava o Tony a preparar a sandes reparei que ele não usa chapéu de cozinheiro.

Acho obrigatório.

Com aquele cabelo pastoso e os óculos a caírem-lhe para o nariz, é obrigatório o uso de chapéu.

Não é nada, não é nada, mas pode vir um cabelo junto.

Ou então que contrate um cozinheiro.

Nem esperei. Fui embora.

Ainda pensei ir ao Torreão do ex-sócio do Tony, o Nelo, mas quando me lembro que ele vai para a casa de banho ler o jornal “A Bola” durante 30 minutos pensei:

Já ninguém consegue ler o raio do jornal. E fiz o sinal da cruz, por causa do raio.

Antes de ir para casa preparar-me para a naite, ainda passei no Tony da sapataria, um velho amigo, para ver se comprava um calçado moderno, na moda.

Então Tony? Estás em forma? Eu a perguntar ao outro.

Estava melhor se pusessem uma cobertura na Junqueira. Disse o Tony.

De uma cobertura precisas tu nessa cabeça careca. Disse-lhe eu.

O homem ficou meio envergonhado.

Que é que tens aí prá naite? Perguntei eu.

Tony, tenho aqui estas sandálias modernas. É o último grito. Até eu já as uso.

Mostra. Isto vende na Feira do Roque Santeiro, pá.

Já nem comprei nada. Levei os meus velhos sapatos que tanto sucesso fazem entre o mulherio.

À noite fui para a “naite”, o que é algo diferente: Noite é noite, naite é naite.

Um amigo, o Zé Numfodenemsaidecima, disse-me: Aparece Tony. Eu controlo a naite na Póvoa.

Outro. Pensei cá com os meus botões.

O Zé é um tipo que toma banho às 3 da tarde e vai almoçar em seguida, sempre a olhar para o relógio.

Tem lógica a atitude dele. Se às 3 da tarde tem o cabelo molhado é porque se deitou tarde e se deitou tarde é porque a naite rendeu e se a naite rendeu é porque controla.

Não é qualquer um que controla na naite.

Há os que dizem que controlam, mas é só garganta.

O Zé Numfodenemsaidecima controla. Isso é um dado objectivo. O que controla é que não se sabe.

À noite pensei: Onde raio vou jantar?

Será que existe algum restaurante decente na Póvoa.

As pessoas falam muito no “Nosso Café”, ali ao lado das Finanças.

Sinceramente. Acho que a maioria não sabe o que é comer bem.

Há uns quinze dias saí do “Nosso Café” com a roupa a cheirar a comida.

No interior aquilo parecia uma sauna.

Para quem, como eu, tem sempre companhia feminina disponível, não é muito agradável comparecer ao amor a cheirar a cozinha.

Parece que o dono tem poupado muito dinheiro no “ar condicionado”. Coitado. É de ter pena.

Pena? Têm as galinhas. Não se consegue estar lá dentro e o resto é conversa.

Comecei a naite, por conselho do Zé Nem… … ali no karaoke da Caetano de Oliveira.

Vai lá Tony. Aquilo pára sempre lá umas gajas boas, disse o Nem… …

A poucos metros reconheci, imediatamente, o Mário.

Com um papel na mão recordava a sua juventude no 25 de Abril:

“Quis saber quem sou,

O que faço aqui.”

Cantava ele, imitando o Paulo de Carvalho.

Já não tens idade pá. Gritei eu.

Mário fez sinal de “um minuto”.

Fugi. Ainda me vinha chatear com os Mamas & Papas.

Em seguida fui à casota que dá pelo nome de “Plastic”.

Nem queria acreditar.

A miúda mais velha tinha cerca de 14 anos.

São os tais pais modernos. Aqueles que se orgulham da educação que dão aos filhos.

Sempre tentei perceber o que faz uma garota de 14 anos às duas da manhã num bar.

Será que não existe polícia?

E o gerente do bar? Será que não tem qualquer responsabilidade?

É ponto assente que se um cliente quiser ter uma ideia muito definida sobre a qualidade de um estabelecimento de restauração, o primeiro passo que tem de dar é ir à casa de banho.

Uma casa de banho porca revela o cariz do dono do referido.

A do Plastic é um nojo. “Pintelhos” por todo lado, Já não devia ser lavada há 15 dias.

Logo que entrei no Plastic senti aquele ambiente próprio de sauna.

Um calor insuportável.

Eu acho que empresários como este são vigaristas, porque deveriam ter o ar condicionado ligado.

Assim é fácil. Para além de não gastarem dinheiro na sua instalação, manutenção e ligação, ainda obrigam os clientes a suar lá dentro e a consumir mais bebidas.

Até seria aceitável o último ponto não fosse dar-se o caso de que, hoje em dia, só se beber porcarias nas discotecas.

Passo a explicar.

Sou daqueles que acham que o Gin Tónico é a bebidazinha de Verão.

Foi isso que pedi no balcão.

Ao meu lado um grupo de rapazolas e miúdas, todas menores, bebiam algo a que comummente se chama “shot”, cuja composição é normalmente explosiva.

Trata-se de um cocktail de bebidas com alto teor alcoólico, que se misturam num pequeno copo.As quantidades têm de ser mínimas para evitar desastres.

O problema é que por serem baratos os shot’s são consumidos em grandes quantidades.

Como o efeito no corpo é retardado, só uma hora depois e após 3 ou 4 shot’s é que vem o disparo (shot).

É nessa altura que se vêm as miúdas a vomitar, como já foi o caso da filha do… …Bom! Não digo.

Pedi um Ginzinho Tónico.

A moça coloca uma porção de Gin num copo e depois abre uma garrafa de litro e meio de água tónica.

Ei, ei! Disse eu. Quero uma garrafinha de água tónica à parte. Gosto de beber água tónica.

Garrafinha num temos, disse a moça.

O quê? Essa água tónica já está choca.

Quando dizia isto aparece o dono, um careca com ar de segurança.

Eu acho que todos os seguranças são carecas, ou simulam.

É certo que um tipo com a cabeça rapada fica com um ar mais agressivo.

Um tipo careca que vá a um bar até pode nem ser segurança mas que fica imediatamente rotulado, fica.

Por via das dúvidas fui embora.

Tive receio de ter de lhe partir a tabuleta.

Na caixa diz-me o matraquilho que estava a receber o dinheiro que tinha de pagar o consumo mínimo.

Só coloquei o dedo indicador na testa.

Tu num sabes quem eu sou, meu!

O rapaz ficou cheio de medo. Até tive pena dele.

Já cá fora aspirei o ar puro do esgoto ali ao lado, o tal que manda as salmonelas para as praias.

Fosda-se! Que terra. Exclamei já desesperado.

Aparece outra vez o Zé Nem… …cheio de pressa.

Onde vais Nem?

Vou ter que ir embora. Uma gaja que controlo está à minha espera.

Agora? Às duas da manhã? Perguntei eu.

É. Foi a hora que eu disse que estava disponível.

Grande Nem… …!

Tony. Aparece no Dali Daki. Está porreiro aquilo. Eu controlo a situação.

Lá fui.

Quando entrei já lá estava o Nem, outra vez cheio de pressa.

Então Nem… … Não devias estar com a moça?

Hoje num posso. Já lhe telefonei. Mas aquilo é material controlado.

A primeira coisa que fiz quando entrei no Dali Daki foi ir à casa de banho.

Pior do que a do Plastic.

Aliás, aquilo nem se pode chamar uma casa de banho.

O próprio bar já é uma casota. Agora imagine leitor a casa de banho!

Um tipo tem que rodar sobre si próprio para fazer qualquer coisa.

Já estava toda vomitada.

Foram os shot’s, pensei eu.

Aliás, nunca percebi aquele ritual de consumo dos shot’s, em que se bate com os copos no balcão, roda-se à volta da cabeça e se bebe de uma só vez.

Uma vez tive para dar um estalo em meia dúzia, tipo dominó.

Nem cinco minutos fiquei no Dali Daki.

Na saída olhei para a pizzaria em frente.

Pensei:Tem o mesmo formato disto.

Será que a casa de banho também é como esta?

Imaginei logo pizzas, queijo derretido, orégãos, pintelhos e… ….Fiquei enojado.

Sempre me disseram:

Nunca comemores um acontecimento antes da data.


É hoje que o povoaonline faz dois anos de existência.



Tony Vieira

que frio meu deus!


Não nutro qualquer admiração pela Ministra da Saúde Ana Jorge. Como a Saúde, a par da Educação e da Justiça, foi um dos maiores falhanços da época após o 25 de Abril, provavelmente qualquer rosto destes Ministérios está condenado a ser detestado a priori.

Sinceramente, se fosse Primeiro-Ministro, para estes cargos escolhia mulheres lindas, com aquela beleza indiscutível, apenas para não serem vaiadas, ridicularizadas ou insultadas publicamente. Sempre tive a ideia de que as mulheres bonitas suscitam receio e admiração, em simultâneo.

Esta Ana Jorge, quando assumiu o cargo já se encontrava sob suspeição devido a alegados pagamentos indevidos à sociedade gestora do primeiro hospital público com gestão privada, o Amadora-Sintra, no âmbito do contrato celebrado entre a José de Mello/Saúde e o Estado.

Sobre esta vaga de frio que assola Portugal e o consequente, mas não lógico surto de gripe, Ana Jorge declarou:

A ministra da Saúde apelou hoje para que não se recorra às urgências aos primeiros sintomas de gripe e para que as pessoas se protejam das baixas temperaturas, frisando que o vírus da gripe gosta do frio.
"Estamos agora num período de temperaturas ainda mais baixas [do que no Natal]. O vírus da gripe gosta muito do frio", declarou Ana Jorge no Conselho de Ministros.

Tão gira que ela é!






quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

folha municipal










Por Buenos

VEM AÍ O GARRETT!






Quem gritou isso pá?

VEM AÍ A AV. MOUZINHO!






Quem está a gritar isso pá?

Leitor:

Parece que estamos com uma rebelião dentro da Câmara. É melhor voltar amanhã, quando a tropa de choque já tiver resolvido o problema.
Desculpe o incómodo, leitor.


Oh Buenos eu bem te avisei que hoje era dia 1 de Abril.







Sai daqui ave agoirenta!

Buenos

macedo vieira recua



Aparentemente, mas só aparentemente, Macedo Vieira parece ter recuado na sua intenção de utilizar o Restaurador Olex como arma eleitoral.


Antes



Depois





Agora















































quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

o futuro do psd


O Em Agonia deve ser o tipo mais feio da Póvoa de Varzim.

É difícil encontrar alguém mais feio.

Como competidor directo talvez Macedo Vieira com aquele bigode resquício da década de 70, a época dos "hippies".

Macedo Vieira era tido como o homem mais feio da Póvoa de Varzim até este Em Agonia oferecer o jantar à Unita e, antes disso, ter junto 150 familiares num jantar.

Estão a imaginar: se todos forem feios como ele, o que é natural porque são da família, fácil se torna adivinhar a galeria de monstros presente nesse evento.

Mas este Em Agonia, em tempos, ambicionou ser Presidente da Câmara, julgo que até como concorrente de Macedo Vieira, resultando daí um azedume mútuo com reflexos no presente.

Quem disso tirou proveito foi Azeite, o come à borla, que mais uma vez encheu a pança de comida, sem largar um euro.

Agora imagine o leitor ter o Em Agonia como Presidente da Câmara:

Era a Avenida Mouzinho de Albuquerque preenchida com Hospores, cheios de enfermeiras e os poveiros mais ressequidos sexualmente em fila para levar a “picada de enfermeira”, ao som de Quim Barreiros, enquanto Em Agonia acompanhado da amante se ria desbragadamente.

Bom! Não foi para isto que o Tony Vieira me convidou para escrever.

Passemos, pois, ao assunto do dia.

O FUTURO DO PSD!

Penso que todo o cidadão poveiro se deve preocupar com o futuro do PSD local, um partido que já teve grandes pensadores políticos no passado como Silva Pereira, Manuel Agonia ou Manuel Vaz e demonstra uma grande pujança no presente, sob a batuta de dois cérebros que se guerreiam pela ideia mais brilhante para apresentarem aos poveiros: Macedo Vieira e Aires Pereira.

E o futuro, se tivermos em consideração a linhagem atrás referida, revela-se risonho a todos os títulos.

O leitor repare bem na foto.

Temos o Barrosão ao centro, um rapaz com um currículo invejável na solidariedade, e duas moças a ladeá-lo, uma desconhecida e a outra a já famosa Sandra Rita.

Comecemos pelo Barrosão.

Barrosão faz parte daquele restrito número de escribas do Póvoa Semanário, no qual se incluem dois “Manuel Maria Carrilhos” do PS local, o contabilista que ainda não viu no espelho a figura que faz a coscuvilhar com o Virgílio Tavares na porta da Ourivesaria, e o Torreão que tem por hábito oferecer livros, naquele tom entre o jocoso e o pseudo-intelectual.

Numa das últimas semanas, Barrosão escreveu um texto sobre o que se convencionou denominar “saber estar na política”, como se a expressão existisse em qualquer Manual de Ciência Política.

Afinal de contas, Barrosão, o que é “estar na política”?

E quem te disse a ti que estavas na política?

Barrosão inicia o seu texto desta forma:



É caso para dizer: coitado, não tem como passar o tempo.

A ladear Barrosão temos a tal Sandra Rita, uma moça dotada de uma certa formosura, rara no meio partidário e, consequentemente, alvo de cobiça entre colegas de partido.

A sua (ainda que normal) beleza trouxe-lhe alguns amargos de boca nas lides diárias com o Tone, na qualidade de Presidente da Varzim Lazer.

É que, ao contrário de outras, Sandra não se roçava no Tone, o que motivou enorme animosidade da parte daquele que foi tido, por todos os poveiros, como um funcionário exemplar, tão exemplar que quando se viu a braços com o processo-crime Tone pegou na esposa e inscreveu-se em tudo o que era instituição de solidariedade social, sempre pela quota mínima.

Até que no último ano de gestão da empresa municipal, quando Tone passou a entrar a horas completamente absurdas como 8 da manhã, Sandra sentiu que tinha o espaço mais arejado dentro da Varzim Lazer.

É que não obstante Tone entrar cedo, cedo saía para ir prestar serviços para a Câmara Municipal de Caminha em regime de avença, de onde só voltava no final do dia, picando novamente o cartão e regressando a casa com aquela pesada sensação do dever cumprido.

E perguntarão os leitores: Mas Macedo Vieira não sabia disso?

Sabia tão bem como quando estava no Rio de Janeiro com o Tino e mais uma corja de chulos da Póvoa de Varzim a passear à custa do dinheiro dos poveiros, e o Tone a levar com um processo disciplinar e consequente reforma compulsiva.

Ponham a Catarina Pessanha e o Virgílio Tavares a falar.

Sem “rei nem roque” a Varzim Lazer estava, como ainda está, entregue à bicharada.

Foi nessa altura que Sandra Rita, estudante de Direito, sentiu que tinha o caminho livre para fazer uns desvios na entrada de receitas, vindas da frequência dos utentes.

Sentiu, no fundo, aquilo que os políticos do partido dela continuam a sentir: a sensação de impunidade.

Porém, foi apanhada.

E como o Tone não gostava dela descarrega-lhe um processo disciplinar, cuja consequência seria o despedimento. Seria. Pensou bem o leitor.

Dois leitores deixaram AQUI o seguinte comentário sobre isto:

Caros Senhores do Povoa Online,
Como vocês gostam e bem de investigar, investiguem lá esta: Lembram-se de uma tal menina chamada Sandra Rita que trabalhou na Varzim Lazer e que foi despedida com um processo disciplinar por ser apanhada a roubar da caixa?
Pois é esta é a mesma que esteve a apresentar o jantar do PSD na sexta-feira, onde foi toda a noite elogiada pelo seu desempenho. Pois é esta é a senhora que agora tem um tacho, ou melhor uma panela nos serviços jurídicos da Câmara.
Isto é inacreditável, como é que alguém que é apanhada a roubar passa a ser porta-voz do PSD, e pior como é que é depois contratada para trabalhar na autarquia?
Será que já não há vergonha nesta Terra.
Às vezes tenho mesmo vergonha de ser Poveiro.
Ora aí está como nem tudo na vida é infinito.
Se a menina roubava na caixa da Varzim Lazer, mas não era filiada no PSD, que melhor justiça se podia fazer?
Filia-la e, arranjar uma colocação compatível dentro da estrutura. Porta-voz dos donos, com futuro assegurado pelos poveiros, lugar no covil camarário.
No meio de gente séria, e honesta, pode reclamar por direito.

Realmente assim foi. Depois de despedida Sandra Rita transitou para os serviços jurídicos da Câmara Municipal.

Mas mais ainda: passou a fazer parte do Secretariado feminino da Distrital do Porto do PSD, cujo Presidente é o nosso conhecido Marco António Costa, o senhor dos apartamentos no Porto.


Já os mais atentos perceberam quem esteve por trás da salvação de Sandra Rita: Aires Pereira.

E Aires Pereira comportou-se nesta matéria como um justiceiro, aquele que aplica a justiça dos homens.

Senão vejamos: O Tone não roubava forte e feio na Varzim Lazer? Claro que roubava. Um tipo que deveria estar a gerir a empresa e ia, durante as horas de expediente, para Caminha trabalhar auferindo dois rendimentos, é ou não um ladrão do erário público?

E ainda dava senhas de presença ao Macedo Vieira, no valor de 250 Euros, de reuniões que nunca existiram.

Calminha amigos. Temos documentação disto tudo. Bico caladinho.

Por isso, ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão, como diz o povo. E assim pensou Aires Pereira ao promover a Sandra Rita ao estatuto que agora apresenta.

É este PSD que quer ser alternativa a José Sócrates.

Já eram ladrões antes de o serem.


Florbela Espanca os Poveiros, num exclusivo para o Povoaonline.

um motivo para macedo vieira


Todos os poveiros já perceberam as razões pelas quais Macedo Vieira está indeciso para uma possível candidatura em 2009.

Passou todos estes 16 anos com a palavra “obra” na boca, pelo que sabendo que as que estão em curso, Parque da Cidade e ETAR, não estarão prontas antes de 2013, Macedo Vieira sente que lhe vai faltar conteúdo nos próximos São Pedros, acontecimento tão do agrado para novas inaugurações.

Pois eu tenho um forte e sério motivo para Macedo Vieira se decidir pela positiva, algo que muitos poveiros desejam mas não manifestam:

O Comunicado do Conselho de Ministros de 30 de Dezembro.

Nesse documento que pode consultar aqui, está prevista “a possibilidade de ser escolhido o procedimento de ajuste directo, no âmbito de empreitadas de obras públicas, para contratos com valor até 5 150 000 euros e, no âmbito da aquisição ou locação de bens móveis ou da aquisição de serviços, para contratos com valor até 206 000 euros”.

Se Macedo Vieira e Aires Pereira já nadavam em águas calmas num regime normal, fácil se torna imaginar a felicidade que lhes vai na alma.

Oh Zé tenho aqui uma obra, amigo.

Quanto dás? Quanto dás?

Dou mais que o outro.

Também queres pra ti Buenos?

Eu já estou governado noutro lado.









terça-feira, 6 de janeiro de 2009

devo ser burro


Perdi um dia a percorrer as livrarias do Porto à procura do “Manual Autárquico” de Valentim Loureiro que, segundo dizem, já vai na sua vigésima edição.

Consta que é um livro lendário, ou seja, todos o leram mas nunca o viram.

Já ouvi falar mas nunca o tive à venda, respondiam os livreiros.

A minha curiosidade era saber como é que um tal Manual orientou tanto filho da puta por essas autarquias fora.

É impressionante como o povo se deixa roubar impunemente. E ainda legitima esses marmanjos no poder com o voto, aquilo a que os tais “homens de Abril” de “bigodaça” farfalhuda, chamaram em tempos “arma contra o fascismo”.

Reparem no exemplo de Artur Queiroz, esse auto intitulado antifascista. Se lhe falarem em "voto" o homem até chora de emoção.No entanto, até rói as unhas em defesa de Macedo Vieira, um social-democrata, agora assumido, raça que Queiroz tanto detesta.

Até custa falar disto. Tempo perdido.

Estava eu com este raciocínio a propósito da recente remodelação do Museu Municipal, uma merda de um Museu, que nunca teve ponta por onde se lhe pegasse a não ser a manifestação dos caprichos do seu falecido Director, esse grande “malcriadão”.

Orçamento de um milhão de euros.

Foi com este valor base que a Câmara da Póvoa lançou o concurso público para a respectiva remodelação, ou seja, duzentos mil mais cara do que a remodelação vergonhosa da Praça do Almada, a tal que também ia ficar por um milhão de euros mas depois baixou para oitocentos mil.

Para não virem dizer que os rapazes que aqui escrevem são mentirosos leiam AQUI e AQUI.

É do caralho pá!

Uma remodelação de um Museu mais cara do que a remodelação de uma Praça, da importância da do Almada.

Não sei se o leitor está a atingir o raciocínio?

Às vezes custa-me a crer que o poveiro tenha aquele mínimo de inteligência necessária para compreender o desenrolar normal do seu quotidiano.

Sem ofensa, mas o poveiro deve estar na cauda da cauda da Europa no que a QI diz respeito.

Lançado o concurso pelo preço base de um milhão de euros… …Um milhão de euros é muito dinheiro para uma remodelação. Não acha o leitor?

Provavelmente não achará, porque não tem consciência de como será a remodelação do referido Museu.

Mas se comparar com a remodelação da Praça do Almada que ficou, basicamente, pelo mesmo preço já poderá ter uma noção, ainda que mínima. Não?

Quem venceu o concurso para a remodelação do Museu?

A MSS, a empresa que pouco antes tinha anunciado o patrocínio da equipa de ciclismo.

Qual o valor da proposta da MSS?

600 000 (seiscentos mil euros), ou seja, 400 000 Euros abaixo do valor base do concurso.

Com este valor a MSS já sabia que ia ganhar.

Claro que sabia. Qual seria a empresa que perante o valor de um milhão ofereceria os serviços por 600 000?

Era perder dinheiro. E com a crise que está instalada na Construção Civil, como diz o Sargenor (ele percebe disso pracaralho!), era um acto de péssima gestão em qualquer lado.

Se eu sei que vou gastar um milhão como é que eu proponho receber só 600 000.

Resta saber se, de facto, o valor base real foi um milhão de euros.

Ou outro bastante mais baixo que depois desse para apoiar o ciclismo.

Suponha o leitor, que não são precisos mais de 400 000 Euros para fazer a recuperação do Museu.

Se a empresa vencedora paga 600 000, para onde vão os 200 000 de excesso?

Resta a questão: como se vai saber isso?

Muito fácil.É só acompanhar a facturação do material utilizado e ver o valor que, na realidade, lá consta, até perfazer os 600 000 Euros que a Câmara vai pagar à MSS.
Agora vejamos o caso do cine-teatro Garrett, outra obra amaldiçoada.

Andaram a gozar com os poveiros durante anos.
Aqueles ditos intelectuais apareciam de vez em quando, sempre que no Folha Municipal surgia o título "VEM AÍ O GARRETT".

É só lembrar o último escritor poveiro com livro publicado, o Zé Azevedo, o maior "fretista" das redondezas.
Esse vive das memórias, coitado, e sempre que acenam com o Garrett lá vem o criatura todo contente escrever sobre os cafés e os estrangeiros e os senhores doutores, e depois vem o outro também que se empoleirou nas costas do Salazar ali na Santa Casa e depois morrem os amigos, putos que nada fizeram pela Póvoa e eles choram por eles, como se os poveiros se importassem com essa merda.

O Garrett foi recentemente anunciado como a obra do século, depois da amaldiçoada puta da avenida ter deixado de dar resultado junto da população que já se está a cagar para as obras.
"Vem aí o Garrett", anunciou o vereador com o Pelouro da Cultura. Que nome!

Não foi o Presidente da Câmara que anunciou, foi o vereador com o Pelouro da Cultura, porque eles reunem e distribuem pelouros entre eles. Como?
Pegam no Manuel Autárquico de Valentim Loureiro que nunca ninguém viu mas já todos leram, e lá diz:

Cultura - Dar subsídios a associações ligadas à... ...
Desporto - Dar subsídios aos clubes.

Turismo - Dar estadias em Pousadas.

Desenvolvimento sócio-económico: Item novo a ser estudado.
E assim sucessivamente.

Foi anunciado como uma vitória antecipada, o amaldiçoado Garrett.
Custo da obra: seis milhões de euros. Leia AQUI para não dizerem que estamos a mentir.Um milhão e duzentos mil contos, mais ou menos.
Um concurso internacional, anunciou o pacóvio.

Aberto o concurso o que vai acontecer?
A MSS que patrocina o ciclismo e que já fez o arranjo exterior da obra (eles até retiraram o link do ar, filhos da puta)apresenta uma proposta baixíssima, de que nenhuma empresa concorrente se lembre, e ganha. Outra vez.

Porém, o verdadeiro valor da obra não é o anunciado, mas aquele que está combinado com a empresa vencedora, a qual ainda arrota mais um subsídio para o ciclismo para a época de 2009, tudo incluído no preço.
Em seguida vem o vereador com o pelouro do Desporto, sempre com aquele vocabulário repetitivo, anunciar, em tom populista:"O Cycling Club" é uma aposta ganha desta autarquia pelo que já garantimos não só 200 000 euros para a época de 2009, como ainda vamos reforçar essa verba em mais cem mil euros".

Em seguida vão os trengos dos jornalistas escarrapachar todos contentes a boa nova.

Cambada de burros!

Foi por causa da denúncia feita AQUI que a obra do Garrett já foi retirada do calendário.











qual a diferença de 100 para 200?


Confesso que no passado dia 1 de Janeiro desloquei-me, da forma matreira que me caracteriza, ao local onde, segundo a organização, seriam lançadas as flores no mar, num gesto simbólico de esperar que a mensagem de paz percorresse esses oceanos e chegasse às zonas mais longínquas do planeta.

Logo que avistei o Cais da Paz as lágrimas invadiram-me o rosto, num misto de tristeza por ver apenas cerca de duas dezenas de pessoas, e de alegria por saber que esta iniciativa não passa de mera hipocrisia e que São Pedro soube castigar devidamente estes tipos vendedores de banha da cobra.

Mas o que mais me surpreendeu foi ler que estiveram cerca de duas centenas de pessoas, segundo a Rádio Mar, e uma centena segundo o Póvoa Semanário e a Rádio Onda Viva. Tudo isto nas publicações online, pelo que se aguarda as notícias em papel.

Seja qual for a verdade, que não é nenhuma delas, quais as razões que levam um jornalista a escrever que estiveram 200 pessoas e outro que estiveram 100?

Será que eu tenho legitimidade para escrever que estiveram 0, ou apenas duas dezenas, para ser meiguinho?

Afinal de contas a diferença de 100 para 200 é a mesma que para 0.









segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

os pioneiros



Foi com enorme estupefacção e felicidade, num misto algo paradoxal de sentimentos, que os poveiros receberam a notícia pela boca de Macedo Vieira, de que a Póvoa de Varzim é pioneira na Obra da Av. Mouzinho.

A associar ao pioneirismo ainda temos a concretização de um milagre.

Ele ainda não teve coragem de o explicar, porque entretanto foi chamado a atenção de que esse termo iria dar azo a muita especulação que lhe poderia trazer bastante impopularidade, ao contrário dos 3 pastorinhos de Fátima.

Mas os poveiros devem dar-se por contentes, porque, segundo o próprio, a Póvoa de Varzim vai exportar o modelo de túnel da Avenida para outras cidades do país."

Já há vários pedidos de Presidentes de Câmara", não se sabendo ainda quais, dispostos a pagar verdadeiras fortunas pelo “know how” demonstrado por este nosso Presidente que, desta forma, espera consolidar as depauperadas finanças do município.

Há que o dizer: O túnel de Viana do Castelo, encimado por um Centro Comercial da Sonae é um projecto roubado à nossa Câmara pelo Defensor Moura, a quem Macedo Vieira não perdoa, porque há cerca de oito anos o convidou a ver a maquete do projecto, tendo Defensor tirado fotografias secretamente e construído o túnel muito antes da Póvoa de Varzim.

O sacana!

Nós também queremos ser pioneiros e como verificámos, na última entrevista de Macedo Vieira, que ele está a fazer um esforço sobre-humano para garantir que o próximo Presidente da Câmara encontrará a mesma em melhores condições do que o seu antecessor a deixou, vamos deixar aqui uma ideia brilhante.


As Obras do Cine-teatro Garrett.


Como vai ser aberto concurso público internacional achamos que apenas se vai gastar tempo e dinheiro com papéis, prazos, estudos técnicos, pareceres, etc, etc.

Porque não adjudicar directamente à Monte Adriano a remodelação do edifício, avançando a empresa (como o fez aliás na Avenida Mouzinho) com todo o dinheiro necessário para a respectiva empreitada, sendo ressarcida por um contrato de concessão por um prazo de 40 anos, em que nesse período receberia todas as receitas resultantes das peças de teatro apresentadas pela Varazim Teatro que, como todos os poveiros sabem, esgotou todos os espectáculos do Festival do Equinócio do Outono.

É um negócio de sucesso!

Força nisso Dr. Macedo Vieira!

O vereador Azeite achou a ideia brilhante!







lauro antónio apresenta


Eu disse para a minha mulher: Dá uma limpeza geral à casa com Sonasol.

Fiquei em pânico com as notícias vindas a público sobre uma epidemia de gripe. Nunca precisei de ir ao Hospital por motivo de gripe, e ainda bem porque entrar naquele da Póvoa é dar de caras com a doença, a morte e o oportunismo.

Apesar deste Hospital (nem sei quem se lembrou de chamar Hospital àquele casebre feio, degradado e sem condições mínimas de atendimento ao público) ser o local óbvio para atender urgências, é de louvar o facto de não ter a televisão ligada, como tem por exemplo o Super OK, perdão, a Clipóvoa. A Clipóvoa deve ter servido de modelo a muitas outras clínicas que nasceram como cogumelos por essa cidade, tudo por efeito dos "seguros saúde", essa nova modalidade de chupar dinheiro aos contribuintes. Todas elas têm uma televisão ligada na sala de espera.

O leitor consegue imaginar: o tipo doente, em sofrimento, com dores, a espirrar, a coçar a barriga cheia de micoses, a tossir e a sair os amarelados carapaus pela garganta, e de fundo a voz esganiçada da Júlia Pinheiro, ou o toque levezinho do Goucha, ou o criminalista a comentar o último grande enigma policial.

Quem entrar no consultório médico vivo é porque já tinha saúde, porque a vontade que dá quando se vê esses programas, é de morrer.

Sempre tive pouca paciência para ver televisão. Com excepção para um bom filme, um bom programa de informação ou o canal 26, pouca coisa desperta o meu interesse.

A propósito de cinema veio-me à memória certa filmografia portuguesa, e certos realizadores, cuja actividade se quedou pelo suficiente, quer porque a produção foi diminuta, quer porque as obras se quedaram pela mediocridade.

Mas esses tipos arvoram-se em intelectuais, em arautos da ética, em bandeiras da revolução de Abril de 1974.

Um desses é Lauro António. Lauro António era autor de um programa de televisão com o nome “Lauro António apresenta”. E ele deve ter ficado com a ideia de que os portugueses viram nesse reles programa uma das melhores coisas que alguma vez passaram pela televisão. Tanto é assim que ele até tem um blog com o mesmo título.

Da sua biografia diz-se o seguinte:

“Como sucedeu com outros cineastas da sua geração, particularmente activos após a Revolução de
25 de Abril de 1974, uma forte componente do seu trabalho destinou-se à televisão…Nos inícios da década de 1990 esteve associado com a rede de televisão portuguesa TVI para a qual foi programador de cinema e na qual teve um horário especial em que apresentava filmes da sua escolha, chamado Lauro António apresenta.”

Fonte Wikipedia.

Esse “Lauro António apresenta” era um programa que eu não recomendaria ao meu pior inimigo, ainda por cima doente na sala de espera de uma clínica recomendada pela companhia de seguros.

Não tenhamos ilusões: tipos que escrevem blogues e "dão a cara", como por aí se diz, abordam assuntos sem qualquer interesse que não seja a promoção pessoal, não dão nome aos bois, não têm coragem para falar directamente e criticar quem merece ser criticado. Sabem porquê? Porque têm medo, porque são cobardes, porque estão metidos nos esquemas ou têm amigos que estão.

Todos sabemos: os blogues cujo autor esteja identificado e ouse criticar de forma contundente alguma situação irregular acaba na barra dos Tribunais.

Falo, por exemplo, do “Do Portugal Profundo” que abordava, em primeira linha, o escândalo de pedofilia da Casa Pia.

Tudo o resto é treta.

Vejam lá. Lauro António até escreveu sobre o povoaonline. Leiam:

“Póvoa online” é um blog preenchido, quase na totalidade, por artigos que, no entender do Tribunal, atentam contra o direito à honra e credibilidade do presidente e vice-presidente da Câmara da Póvoa de Varzim. Macedo Vieira e Aires Pereira são as vítimas preferidas deste blog: “corruptos”, “parolos”, “fascistas” são apenas alguns nomes que lhes são atribuídos.

Finalmente começa a haver alguma coragem oficial, jurídica sobretudo, para se combater a cobardia do anonimato. A blogosfera não pode ser um covil de covardes a destilar ódio e injúrias de qualquer tipo. Quem se acha no dever de intervir socialmente, na imprensa ou num blogue, terá de o fazer de cara descoberta e identificado de forma verídica. Quem se acoberta no anonimato não merece nenhuma espécie de simpatia. Tudo se deve fazer para estripar este cancro.

A liberdade não tem nada a ver com esta prática rasteira de ajuste de contas entre meliantes sem nome. A liberdade impõe direitos e deveres. Impõe responsabilidade, o que estes irresponsáveis não sabem o que seja. Se não sabem a bem, terão que aprender à força. Mas a medida aplicada neste caso é só simbólica, como se percebe facilmente. De resto é anedótica. Não se consegue identificar o autor anónimo de um blogue? Por favor!"


É o Lauro António apresenta aqui.














domingo, 4 de janeiro de 2009

carlos mendes

Sempre considerei "Verão", a canção interpretada por Carlos Mendes e vencedora do Festival de 1968, uma das mais bonitas da criação portuguesa.



sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

ferraz faz o que quer com a paz


O S. Pedro marcou a sua presença na festa da Paz e na deposição de flores no mar.

Alguns, mais cépticos, pensaram tratar-se de um milagre, não fosse a pronta intervenção desse apologista da paz em tempo de guerra, de seu nome Ferraz.

S. Pedro fez-se representar, simbolicamente, nesta cerimónia simbólica e carregada de simbolismo através da nossa bem conhecida chuva.

Ferraz considerou que a presença de duas dezenas de pessoas constituiu um verdadeiro teste à boa vontade da população e à presença do próprio S. Pedro em tão importante evento.

Diamantino, vereador da Cultura, banhado em lágrimas misturadas com gotas de chuva, falou às pessoas debaixo de chuva e reforçou o “simbolismo deste gesto de lançar a flor ao mar que é, acima de tudo, uma forma de educar os mais novos para a cultura da paz”, cultura essa que está em franco desenvolvimento na cidade, após o rastro de vandalismo que percorreu a cidade na noite de fim de ano.

Na altura em que limpava o nariz com o cachecol branco, Diamantino disse que nós, eu você e ele, somos apenas uma gota de água no Oceano, não esclarecendo, porém, a qual oceano se referia.

Recorde-se que neste evento da paz esteve presente Artur Grande, um primo do João Grande que cedo emigrou para a India e que agora, de forma tonta, se considera o legítimo sucessor do Mahatma Grande.

Fosda-se!









folha municipal

















BOLETIM MUNICIPAL


Por Buenos.


A VIDA É UMA ILUSÃO.

Caros frequentadores deste nosso espaço de liberdade e criatividade, espaço que ganhou corpo muito por culpa do contributo inestimável do nosso Armindoutor e da nossa Florbela Espanca os Poveiros, figuras que são já, atrever-me-ia a dizer, incontornáveis do imaginário literário poveiro.

E por falar em literatura, foi com enorme satisfação que vimos durante o mês de Março a realização de mais um Correntes d’Escritas.

Oh Buenos! O Correntes foi em Fevereiro.
Lá está esta gaja a chatear-me a cabeça. Foi em Fevereiro, mas podia ter sido em Março. Qual era o problema? Num vieram cá gajos apresentar livros em Março?

Tens razão. Desculpa Buenos.
Desta vez desculpo, mas da próxima mando-te um chuto que só paras no colo do Tone.

Escribas maldosos veicularam a ideia de que o Correntes era frequentado apenas por idosos e que a juventude estava arredada da cultura poveira.
Nada mais falso como as fotos documentam. Vejam lá em cima a juventude presente de corpo inteiro, nos variadíssimos eventos levados a cabo pelo nosso Tinho, um homem das artes e das letras. Só te falta seres entrevistado para o Jornal de Letras, num é Tinho.

É Buenos
Deus me livre. Nesse dia ninguém te atura



CHEGOU O METRO.


Esta foi sem dúvida a notícia do mês, principalmente para calar os cépticos e os velhinhos do Restelo, que são esses cépticos.

Aqui para nós leitor: foi porreira aquela inauguração sem o JJ e sem os outros do PS. Foi ou não foi? Foi de Mestre.

A ideia foi do nosso Presidente. Ele às vezes sai-se assim com umas porreiras, principalmente quando vai depositar dinheiro no banco. Vem bem disposto que é uma maravilha.
Por falar nisso, como é que correu a tua viagem a Barcelona lá para veres o jogo e conheceres de perto a empresa que vai construir ali... ...


Cala a boca oh papagaio!
À frente leitores.

O TEATRO ESTÁ EM ALTA!


É verdade. Em Março vamos ter teatro como nunca tivemos na Póvoa. Aquele moço o Dizquefaria... ...

Oh Buenos! Estamos em Abril. O Março já passou e O Diz Que Faria é o de Laúndos.

Agora tenho de te dar razão Florbela. Foi um lapso. Este é o Faria do Varazim Sport Clube e Março já passou. Mas houve teatro num houve?

Houve uns golpes de... ...
Deus me livre, este Faria sabe mais de teatro do que o Pacheco Pereira. Espera aí! Estás bonita Florbela. Que é que te aconteceu? Deus me livre!
O Garrett deve estar de volta brevemente, talvez antes da clássica da primavera.
CLÁSSICA DA PRIMAVERA.


Oh Buenos está aí o pessoal do Bairro do Quintas que quer saber como está a decorrer a obra.

Então eles estão lá e num sabem? Florbela, minha menina, diz que eu num estou, dizes?
Está bem eu digo.

Força Zé faz lá a tua saudação.

SAUDAÇÃO À 12ª “CLÁSSICA DA PRIMAVERA”

Por Zé.


O tecido associativo poveiro está de boa saúde e recomenda-se.
É com apenas 6 000 Euros, note-se 6 000, que vamos promover esta clássica, juntamente com o Navais, terra plana e porreira para a prática da modalidade.

O meu obrigado ao Zeferino.



Deus me livre Zé. Foste tu que escreveste isto?

Fui.

E o Armindoutor?

Inda chamei por ele, mas num estava. Então fiz eu este ditado.

Está porreiro. Por este andar vou ter que fechar as portas. Deus me livre!


PRESIDENTE DOS HONORÁRIOS

O meu amigo Lídio Marques recebeu o prémio de Presidente dos Honorários. Mais do que merecido, foi ganho.

Lídio amigo, prepara as galochas que o outro já está de partida.


CASA DO REGAÇO

Coitadinha foi finalmente construída. Até esteve lá o nosso inimigo de longa data, o Em Agonia. Xiça! Mandou-me uns olhos o homem. Num me perdoa eu num o ter convidado para Presidente da Câmara.

Pedi à Luísa Salvador umas palavras sobre a Casa. Força Luísa:

Ai! Sinto-me realizada. É um passo rumo ao futuro. Um futuro traçado por todos, principalmente o Póvoa Semanário que mandou 40 Euros, tantos quantos os jornais vendidos, o que é de louvar. Estas crianças vão ser os meus netos do futuro.

Bem hajam a todos!

Foi bonito, Luísa. Estás inspirada. Deus me livre!

Prontos caro leitor, voltamos daqui a um mês com mais novidades, muitas mais, porque pelo andar da carruagem a Póvoa vai entrar em ebulição.


Oh Buenos! Posso escrever uma estória?



Sobre quem?

Sobre o Silva Pereira.

O quê? Deus me livre. Estavas aqui dias a contar estórias. Vai lá limpar a tua barraca. Vai. Depressinha.


Buenos





















quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

alerta laranja


Eu é que gosto do anúncio do “Alerta Laranja”.

É um sinal de vitalidade do partido, da Câmara, de mim próprio numa demonstração clara de pujança... ...

O SENHOR MENTIU-NOS!

Quem disse isso?

Rambo: Ninguém falou Magala.

Devo estar com alucinações. Tenho que consultar o Neves de Sousa.


Caros poveiros!

É com renovado prazer que o PSD Póvoa volta ao contacto com os seus amigos e camaradas de partido... ...

Rambo: Camaradas são comunistas Magala.

Pois é. São resquícios do tempo em que eu era do MRPP ao lado do Durão Barroso.

Vamos então explicar "tim por tim" todos os acontecimentos das últimas semanas, sem esquecer o resto.

Capítulo I

“GANHEI TODAS AS MESAS DE VOTO”

Rambo: Mas olha que é melhor devolvê-las porque podem vir a fazer falta.

Ganhei as mesas de voto, mas em votos, seu morcão, não as mesas.

Bom. Nós é que ganhámos a Câmara e os outros não se convencem disso. Fui sufragado pelo povo que me deu a maioria absoluta e, portanto, eu é que sei, porque eu é fui votado. Mainada!


Capítulo II


“TEMOS GRANDES PROJECTOS PARA A PÓVOA”


O Arquitecto Garcia... ...

Segurai-me que eu mato-o pá.

Rambo: Calma Falcão, calma. Perdes as estribeiras com muita facilidade.

Menino vê lá se te acalmas ou ainda comprometes tudo. Andas a falar demais.

Falcão: O gaijo meteu-se com o nome da minha família, pá.

Rambo: Calma. O teu apartamento há-de chegar. Num te preocupes.

Como estava a dizer, o Arquitecto Garcia ainda num percebeu que perdeu as eleições e eu ganhei e agora quer mandar onde num manda, porque quem manda sou eu que ganhei as eleições.

Achas que ficou bem esta frase Rambo?

Rambo: Pergunta ao Tinho Trica Espinhas que ele é da cultura.

Tinho: Alguém me chamou. Está tudo a portar mal, já vi.

Vai portar a A28, meu.

Rambo: Mas diz lá quais são as grandes obras?

BANHOS QUENTES

Poveiros! Vamos ter banhos quentes.

Rambo: Isso é do Em Agonia.

Mas é uma iniciativa da Câmara, num é?

Rambo: Acho que não.

Dizemos que sim.

Rambo: O quê? Para passarmos a vergonha que passámos por causa do Comércio Ao Ar Livre?

Isso foi culpa do "vereador disponível" que aparece sem ninguém o convidar.


Capítulo III

OBRAS DA AVENIDA – O MISTÉRIO

EH! EH! EH!

Num há mistério nenhum. Este título foi só para criar mistério.

Tínhamos um parecer do nosso jurista Lopes Caimoto que dizia que a Câmara tinha razão.

A FDO resolveu avançar para o Tribunal. Eu disse-lhes: Avançai, avançai meus meninos que logo ides pagar a fava. O que tendes pra construir, o que tendes?

Eles nada. Nem responderam.

Vieram depois com a providência divina.

Rambo: Providência cautelar.

Sim cautelar. Aí tivemos que nos mexer.

Tentámos abafar o caso, mas os terroristas puseram a coisa a nu.

Era a minha ruína como político do PSD que sou, um género de independente para as horas vagas.

Reunimos de emergência, após uns banhos na Lagoa das salmonelas, e um de lexívia para acautelar eventual desarranjo intestinal, que a minha Aidinha tinha preparado em casa.

Virei-me para o nosso advogado secreto e disse-lhe:

X. Vais ter com os gaijos da FDO e só dizes:

Quereis os vossos processozinhos a andar prá frente? Quereis?

Se eles disserem que sim, atão dizes-lhes: Toca a tirar a providência cautelar rapidinho.

Rambo: E se eles disserem que não?

Eu fujo pró Brasil e vou ter com a Fátima de Felgueiras. E tu?

Rambo: Fujo pra Ponte de Lima.

Isso é muito perto.

Bom. Poveiros: Certo é que resultou. As obrazinhas estão todas a bom ritmo, o povo está feliz, o tempo de sol tem ajudado. É assim que eu gosto da vida. Tudo sereno, tudo em paz, tudo sossegado.

VOCÊ MENTIU!

Oh raio lá está a voz do outro. Donde virá isto Rambo?

Rambo: Deve ser eco.

Prontos poveiros. Estamos satisfeitos com a vida.

Esperamos que os nossos queridos conterrâneos não se esqueçam de nós e nos acompanhem nas horas decisivas. Nós cá estamos para retribuir a quem nos ajuda, como sempre.

Senhor Presidente. Está aí o Presidente da Associação de chineses para saber como fica a questão do Mercado Municipal.

Diz-lhe para num se preocupar que está tudo controlado.

Até à próxima poveiros e... ...

ALERTA LARANJA!

EH! EH! EH!

saudades do futuro

A propósito deste post um leitor resolveu trocar argumentos comigo sobre uma possível recuperação da cidade.

O cirurgião de nome D. Sebastião não o conseguiu em 16 anos de poder. Bem pelo contrário, ainda agravou o estado caótico em que a Póvoa de Varzim estava mergulhada, após a desastrosa era Manuel Vaz.

Aqui ficam os comentários antecedidos de uma pequena (grande() perspectiva de como era a cidade nos seus tempos áureos, eu que ainda nem sequer era nascido.

Bom 2009 para todos, mais felizes sem o Macedo Vieira e todos aqueles que têm vivido à custa da destruição da nossa cidade.


Não. Não é pintura



11 Comentários
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Anónimo disse...
Tem-se falado aqui (incluindo os blogs fechados) tao mal da Póvoa e dos políticos: da avenida que cortaram as árvores, das salmonelas, do etar, o parque de estacinamento, etc.Têm-se feito tantas perguntas para depois serem pretexto para dizer mal: se o Dr. Macedo Vieira deve continuar a sua candidatura, se o blog deve continuar...Estamos no Natal! Que tal agora uma coisa mais construtiva? E que tal um post a perguntar ao povo da Póvoa o que querem para a sua cidade?Lanco aqui algumas sugestoes:- Árvores para a Avenida dos Banhos junto ao mar- Um grande parque na cidade ou lá próximo onde as pessoas pudessem ir passear- Um museu do pescador em homenagem às gentes das Caxinas- ... (se eu me lembrar mais eu direi)
Quinta-feira, Dezembro 18, 2008
Sérgio Postiga disse...
Claro que o Dr. Macedo Vieira tem que se recandidatar.Então prometeram-me um empregozinho para eu tratar da minha associação e estar na Câmara e assim não ter que andar sempre para lá a correr e agora ele não se candidatava?Nem pensar,saudações nortenhas
Quinta-feira, Dezembro 18, 2008

povoaonline disse...
Árvores para a Avenida dos Banhos. Concordo. E depois quem as mantem?Parque da Cidade dispenso. Já tenho a marginal que não troco por nada. Os que quiserem ir para o Parque da Cidade passear, têm o meu total apoio. Quantos menos a conspurcar a marginal melhor.Museu do pescador. Está poreiro. Mas os pescadores querem pescar e não museus.Basta olhar para a vereação e ver a quantidade museus inúteis.Eh eh eh!
Sexta-feira, Dezembro 19, 2008
Anónimo disse...
Da minha parte devo dizer que já me sinto satisfeito pelo facto de alguém ter comentado sobre o meu comentário. É um ponto positivo, alguém lê o que eu escrevo e critica. Pode ser o início de uma discussao positiva.Abro aqui um parêntesis apenas para responder a esse comentário com o seguinte:- As pessoas que deveriam manter as árvores da Avenida dos Banhos acho que deveriam ser as mesmas que tomaram contam das árvores da Av. Mouzinho de Albuquerque. Eu assumo que nesta altura essas pessoas devem estar às moscas. E se as árvores da Avenida dos Banhos forem bem escolhidos, as intervencoes sao mínimas. Nao faltam por aí exemplos disso!- Um parque da cidade nao iria trocar a Avenida do Banhos. Era apenas um complemento e até uma compensacao para o abate das árvores na Av. Mouzinho de Albuquerque,- Já agora, eu nunca entendi, qual foi verdadeiramente o problema de se abater as árvores na Av. Mouzinho de Albuquerque? Destruiram um local de lazer? Nao me parece, pois as árvores nem abrigavam com sombra os passeio por onde as pessoas passavam. Elas ficavam no centro da avenida. Destruiram um local de natureza? Fiz duas propostas identicas, o parque e as árvores na Avenida dos Banhos, mas ninguem se entusiasmou! Destruiram uma beleza local ou um local histórico? Bom, eu achava muito mais interessante um museu ao pescador, mas o entusisamo foi muito pouco. Quando a Avenida tinha as árvores, eu passei lá algumas vezes e ninguem ligava aquilo. Quantos de voces foram para lá passear e quantas vezes para lá foram de propósito só porque tinha lá as árvores? Para mim, a última explicacao só pode ser política... ou nao é assim?- OK, os pescadores necessitam de algo? Venha daí! Eu tenho ouvido dizer (atencao: eu nao tenho factos que comprovem isso, sao apenas "bocas". E sem factos, nao tenho nada contra ninguem. Além disso, o que vou dizer nao é uma crítica para ninguem) que os presidentes de câmara da Póvoa e de Vila do Conde têm ganho porque dao tudo o que os pescadores pedem. E pelos vistos eles lá sabem pedir... e os presidentes lá sabem ganhar!- Quando eu propus o museu, nem estava a pensar nos pescadores, mas sim nos turistas, que no Verao sao muitos e gostam certamente de conhecer um pouco mais sobre a regiao e nao só a andar a apanhar sol! E a gente sabe o quanto sobe a economia durante o Verao na Póvoa. Se calhar mais que o peixe vendido no mercado em um ano inteiro! Basta olhar para os precos dos arrendamentos dos quartos e dos apartamentos!!!Mas retomando o que eu queria dizer, permitam-me que eu deixe aqui uma pequena história, à laia de conto de Natal. Há muitos anos um velho levou um neto a uma feira para vender um burro. Passou por várias aldeias onde todos criticavam a forma como o avô e o neto aproveitavam o burro na viagem: se nao montavam o burro é porque eles eram burros, se um montava, coitadinho do outro, se os dois montavam, coitadinho do burro,... até que avô e neto decidiram carregar eles próprios o burro...Todos se mostram aqui descontentes com a Póvoa e por isso eu pensei que o meu comentário traria ainda mais propostas entusiásticas, discussoes viscerais, etc. Desiludi-me! Até agora ninguem se chegou à frente para dizer "Nao, eu quero isto para a Póvoa:..." nem me parecem entusiasmados. E o Dr. Macedo Vieira, coitado, toca de colocar processos em tribunal, porque nao encontra melhor!Meus amigos, a Póvoa é vossa! Vocês é que sabem o querem para ela! Se querem simplesmente continuar a dizer mal... a denegrir a imagem da cidade e de certo modo a destrui-la (e acreditem, nao é só a imagem dos políticos) e continuarem nas vulgares e fáceis discussao de "bota abaixo" ou... se querem participar com entusiásticas discussoes sobre o que desejam relativamente à Póvoa e contruir alguma coisa de útil para vosso interesse e para a posteridade.E já agora, um presente de Natal, que nao sendo sobre a Póvoa, vem mesmo a calhar aqui, principalmente na citacao da parte final "O que faz você pelo seu país [neste caso seria pela Póvoa] que justifique o seu descontentamento?": http://aeiou.expresso.pt/gen.pl\?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/481813Um Feliz Natal e votos de uma Póvoa melhor para o próximo ano de 2009
Quarta-feira, Dezembro 24, 2008

povoaonline disse...
Quem de repente ler o seu comentário até vai achar que as árvores constituem um ponto turístico de visita de uma cidade.Então ninguém ligava às árvores da avenida?Essa é boa. Só faltava essa mesmo.Com três jornais a elogiar a cidade e o trabalho do Macedo Vieira, como é que um blog vai denegrir a sua imagem, da cidade?Já se esqueceu como era a Póvoa?Eu um dia vou-lhe mostrar em fotos o grau de destruição que estes políticos de meia tigela concretizaram.
Quarta-feira, Dezembro 24, 2008
Anónimo disse...
Em primeiro lugar eu quero esclarecer que salvo uma boa justificacao, sou contra o abate de qualquer árvores e quando isso é necessário fazer deve-se procurar sempre compensar.Agora nao me tentem enrolar.Exercício da 4 classe: "As árvores da Av. Mouzinho de Albuquerque fazem falta porque..." agora preencha p.f.Nao me venha com histórias de "Essa é boa..." ou com tristes fotografias de um qualquer estaleiro de obras ou com imagens da actual Av. Mouzinho de Albuquerque que já vi várias vezes. Nao é isso que está aqui em questao. Eu no meu comentário anterior tentei fazer um exercício para entender porque é que vocês estao a discutir o abate das árvores da Av. Mouzinho de Albuquerque. Se nao souberem completar aquela frase é porque vocês nao sabem porque é que estao a discutir o abate das árvores. Estao a discutir o sexo dos Anjos com Roma a horas de cair nas maos dos Bárbaros.E já agora nao nos perquemos nas árvores da Av. Mouzinho de Albuquerque: "Eu gostaria que a minha cidade da Póvoa de Varzim fosse da seguinte forma..."
Sexta-feira, Dezembro 26, 2008

povoaonline disse...
"As árvores da Av. Mouzinho de Albuquerque fazem falta porque..."As árvores não fazem falta. Nada faz falta. Tudo deve ser enquadrado numa harmonia e isso é que não existe na cidade. É tudo em cima de joelho. Não fazem falta as árvores, não fazem falta os jardins, não fazem falta os bancos junto à praia, não fazem falta os apoios de praia, como Diana Bar, Guarda Sol e Hit, não fazem falta parques subterrâneos, nem à superfície.Pela sua perspectiva é assim. O problema é que nada é estudado, e a evolução da cidade tem sido desastrosa. E é aqui que eu pretendo chegar com as fotografias, que não são as que o senhor está a pensar.Ninguém falou neste post sobre o abate das árvores da avenida. Quem falou foi o senhor.E completando a sua última frase, sabe que não estamos no mundo do "gostaria que...". Isso são pedidos ao Pai Natal.Aqui é: como foi possível destruir uma cidade que ra bonita?Nós tivemos tudo nas mãos para fazer da Póvoa uma linda cidade. Mas não quisemos. Agora vem-me com a história de "como gostaria que fosse...?" Como eu gostaria que fosse já foi. Eh eh eh!
Sexta-feira, Dezembro 26, 2008
Anónimo disse...
OK, eu concordo que em alguns pontos da cidade, avaliando pelas fotografias que já publicou, existe uma certa falta de harmonia. Prédios altos ao lado de casas de 2 andares, é um pouco estranho.Agora parece-me que quer voltar à póvoa dos anos 70. Meu caro amigo, isso nao é mais possivel! Porquê? Porque existem carros, porque a classe média aumentou o seu poder de compra e por exemplo gosta de ir à praia, porque a populacao aumentou, etc, etc.Mas a boa notícia no meio disto tudo é que é sempre possivel voltar a fazer a cidade como uma cidade bonita. O "gostaria que..." nao dá tudo, mas é o princípio de algo que pode ser construido ou reconstruido sem esquecer a realidade actual.É assim como o automovel VW carocha, lembra-se? A VW certamente nao vai reconstrui-lo, mas criou uma versao com o mesmo estilo adaptada às tecnologias modernas.Quer pensar nisto e quer ao menos tentar para ver o que dá e o que se aprende daí?
Sábado, Dezembro 27, 2008

povoaonline disse...
Mas explique-me lá algo que o Macedo Vieira gosta tanto de citar nas suas entrevistas:Por que razão imensas cidades espanholas, italianas, francesas, alemãs, etc, têm um valiosíssimo centro histórico?Será porque destruíram os velhos carochas e apresentaram outros renovados? Ou será porque os velhos carochas foram mantidos na traça original e recuperados com todo o cuidado tornando-os património nacional?O que acha que aconteceu na Póvoa?
Domingo, Dezembro 28, 2008
Anónimo disse...
Conhece esta imagem?http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/1/18/The_Goodness_overlooking_Dresden.jpgRepare bem no fundo dela.Nao, ainda está muito longe de ser a Póvoa no final do último mandato do Dr. Macedo Vieira!Esta foto é de 1945 da cidade alema de Dresden, na parte leste, após o bombardiamento dos ingleses, quando a guerra estava praticamente no fim e ganha.A história está toda aqui:http://en.wikipedia.org/wiki/Bombing_of_Dresden_in_World_War_IISe pensa que esta cidade comecou logo a ser reconstruida, desengane-se. O comunistas Russos enquanto tomaram conta da cidade praticamente nao a reconstruiram. A cidade até à queda do muro de Berlim era, segundo ouvi dos próprios alemaes, um campo de ovelhas a pastar. A reconstrucao foi feita a partir de 1989 com a queda do Muro de Berlim e da Cortina de Ferro. Eu vi a cidade como um verdadeiro estaleiro de obras a ser reconstruida em 1997. Foi há 10 anos. A Frauenkirche, um dos maiores símbolos da cidade, foi reconstruida agora recentemente para os 800 anos da cidade após um referendo.Hoje é uma cidade com transportes públicos 24 horas e de 10 em 10 minutos durante o dia, preparados para deficientes, passeios em toda a cidade, pistas para bicicletas, uma das melhores óperas do mundo, um parque no centro da cidade enorme onde se pode andar de patins, uma pista só para bicicletas e pioes na beira do rio Elba até à fronteira da República Checa a 60 km (onde os alemaes gosta de ir beber as suas cervejas, que sao mais baratas), uma actividade cultural intensa com cinema junto ao rio ao ar livre no verao, com festival de música internacional em Agosto (Lisboa foi tema há uns anos atrás com os Madre Deus, etc, etc), com um dos maiores mercados de Natal ao lado de Noremberg, etc, etc, etc. Leia e depois visite-a quando tiver oportunidade:http://en.wikipedia.org/wiki/Dresden#Second_World_WarAgora diga-me, das cinzas de uma cidade, pior que a cidade da Póvoa, nao é possivel reconstruir uma nova cidade, com o conforto da modernidade e mantendo a traca antiga? Quantos exemplos como este necessita? Dou-lhe tantos exemplos como as cidades da Alemanha: Berlim, Noremeberg, Munique, etc, etc.Vá lá homem, você consegue melhor do que isso. Consegue apontar os defeitos da Póvoa, mas consegue também propor melhorias, ou nao consegue? De que é que tem medo?!Que Dresden lhe sirva de coragem!!!
Domingo, Dezembro 28, 2008

povoaonline disse...
Está a querer dizer que a Póvoa foi destruída tal como Dresden? Eh eh eh! Está a dar-me razão.Na descrição que fez de Dresden após a reconstrução, quer dizer que a Póvoa ainda pode vir a ter a mesma vida que a cidade alemã?Depois eu é que sou sonhador!!!!Vou-lhe dar um exemplo que futuramente ilustrarei com fotos:Ao lado do Palácio Hotel, no prédio da esquina da rua dos Cafés, tem uma placa do género "AQUI VIVEU FULANO... ..."Como a casa em que FULANO viveu foi destruída e em vez dela construíram aquele mamarracho, não acha que é um insulto ao visado, directamente, e a todos os poveiros, indirectamente, a manutenção da placa?Fale homem. Fale da sua cidade. Não fale das outras. Não faça como a Maria do Mar que para dizer mal da Póvoa foi elogiar Vila do Conde. Eh eh eh!