segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

do amor e outras tropelias




As notícias tornadas públicas pelo Dr. Joaquim Rodrigo relativamente à conduta de Gil da Costa, director clínico do Hospital da Póvoa de Varzim devem ser investigadas pelo Ministério da Saúde.

Como eventual doente não gostaria de saber que o medicamento que me foi prescrito é da responsabilidade de uma enfermeira que não está habilitada para o efeito, sendo esta prescrição branqueada por irresponsabilidade de médicos que ratificam e apoiam uma conduta criminosa como a descrita.

Também me preocupou saber que afinal o Hospital em termos de funcionamento de serviço não é muito diferente de todas as outras instituições, ou seja, existem os favoritos e os proscritos.

Fiquei com algumas dores de cabeça para tentar perceber o que o referido médico quis dizer com a expressão de que Gil da Costa tem “uma grande dependência espiritual com a direcção de enfermagem”, liderada pela enfermeira directora Clarisse Martins.

Mais um caso amoroso dentro de instituições?


Dr. Macedo Vieira pá, você tem que pôr mão nisto, pá!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

1986






SteGreenall (4 meses atrás)



And yes Malcolm I hear you..and I believe in your cause.


One of the BEST albums ever made...must dig it out. Incidentally, my copy has extended remixes of Ed and Driving Away.....was that a normal issue, or have I got a colector's item.


Serve it up (chalk it up)



For me, the most memorable It's Immaterial song was the bold and brassy follow-up "Ed's Funky Diner", which just about peeked its brow above the brim of the Top 75 before diving under again. Its failure is utterly mysterous. Radio One loved it, and throughout the summer of 1986 it could be heard all through the daytime on programmes as varied as the Breakfast Show, Steve Wright's afternoon sessions and even the Radio One roadshow (I used to have an off-air recording of this being played to almighty cheers in Brighton). It had an insistent chorus, imaginative but simple lyrics about a run-down, neon-festooned diner which instantly brought the place to life as you listened, and is one of the more memorable tracks of summer 1986. One can only imagine a lot of heads must have been scratched at Virgin HQ at the time.





sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

os apartamentos


Reconhecemos que não é fácil, para quem vem ler este blog, acreditar que os autarcas eleitos possam ser tão malfeitores.

E compreendemos aqueles, mais próximos do PSD, que pautam a sua vida por critérios de honestidade, se possam sentir incomodados pelos relatos aqui vertidos.

Mas a verdade tem de ser dita, doa a quem doer.

Por isso, e porque o tempo urge, hoje vamos falar do excelente património que os nossos autarcas laranjas possuem.

Tem pouco interesse a moderna frota automóvel.

Como também, já é um dado adquirido, as Quintas de luxo em Ponte de Lima que Aires Pereira e Luís Diamantino possuem.

Se foram pagas com o parco vencimento de autarcas também é algo improvável.

Imagine o leitor, casado, com um vencimento de 1500 Euros, a somar ao da sua esposa de 1500 também, o que será algo de extraordinário para um casal médio.

Terá um valor mensal remuneratório de 3000 Euros, ou seja, mais ou menos o que aufere um vereador.

Será que o leitor, com esse vencimento conjunto, tem possibilidades de adquirir uma Quinta de luxo, em que abre a porta à funcionária de limpeza através dos números do telemóvel?

Claro que não.

A acrescer à frota automóvel e às quintas, vêm os apartamentos.

O leitor faça a experiência:

Desloque-se ao prédio que vê na foto, em frente ao hipermercado Modelo, e peça para ver os apartamentos que estão à venda.

O funcionário mostrar-lhe-á vários, entre os quais um, propriedade do vereador Aires Pereira, para além de um do vice-presidente da autarquia de Gaia, Marco António Costa, um outro de João Sá, candidato PSD à Câmara Municipal de Matosinhos, outro do vereador Pedro Matos da Câmara da Póvoa e ainda a clínica do social-democrata Miguel Sousa Neves, cujo currículo é invejável: Foi Presidente da Assembleia Geral do Varzim na era Luís Pimenta Machado Oliveira, é membro da Assembleia Distrital do PSD e vice-Presidente da Mesa da Concelhia da Póvoa de Varzim. O prédio é um autêntico Bairro Social! Só falta ter a côr laranja.

Já escrevemos sobre isto aqui, aqui e aqui.

Vale a pena reler.

Explicações para estas aquisições:

Será que Aires Pereira se dedica à mediação imobiliária?

Faça o teste leitor e, já agora, agende a data da escritura para saber quem vai aparecer no Notário, se o próprio Aires Pereira, ou se o representante da Monte & Monte.


pinócrates


Macedo Vieira pondera processar criminalmente a JSD por este insulto ao seu amigo Sócrates.




























financiamentos ilegais de partidos


Lisboa, 05 Fev (Lusa) -- O Diário da República publicou hoje o acórdão do Tribunal Constitucional que confirma várias irregularidades nas contas da campanha autárquica de 2005, incluindo depósitos depois das eleições, falta de comprovativos de despesa e donativos em dinheiro ilegais.
O acórdão, datado de 25 de Novembro do ano passado, determina que a informação sobre as irregularidades nas contas seja transmitida ao Ministério Público para que este decida sobre as sanções a aplicar.


Se a informação vai para o Ministério Público é para ser lá enterrada.










quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

o centro comercial


A esta hora o Sargenor estará a pensar:

Ter falado no Centro Comercial foi o meu maior erro.

Mas o homem estava doido para falar no assunto.

Razões?

O construtor já lhe falou na criação de 100 postos de trabalho.

Esse é o grande argumento que ele tem para lançar para os medíocres jornais locais.

Se o leitor pensa que o povoaonline fez premonição quando avançou, aqui, que por trás da construção do Parque subterrâneo da Avenida estava a edificação de um Centro Comercial, está redondamente enganado.

Quer saber o leitor de que força política veio a informação?

CDU

A CDU bolorenta, enganadora, perspicaz e aproveitadora da Póvoa de Varzim.

Tudo começou com o mandato de Joaquim Cancela, na época em que o poder laranja estava em minoria na Câmara, lá atrás, em 1994.

Foi feito um acordo político com a CDU que se tem mantido ao longo destes anos, através do silêncio ensurdecedor dos seus principais elementos.

Veja-se o comportamento de Jorge Machado que nunca critica o Presidente da Câmara, veja-se o silêncio de Trocado da Costa, José Reina, Joaquim Cancela e outros.

Mas, mais obsceno ainda, é o poder de fogo da “Conversa Afiada” do Voz da Póvoa que critica Cavaco e Sócrates, de uma forma sistemática, e desfaz-se em elogios ao poder laranja poveiro.

É um descaramento.

Voltando atrás:

O Centro Comercial foi pensado antes da construção do Parque subterrâneo, ou melhor dizendo, o Parque está a ser construído para servir o Centro Comercial, que há muito tempo está pensado para determinada empresa.

Eles já sabem quem o vai construir. Por isso é que o Sargenor avançou com os 100 postos de trabalho.

Foi o número prometido pelo construtor.

Temos legitimidade para perguntar: quanto receberam eles por fora?






dois excelentes textos




GASOLINA OU GASÓLEO ?

Sobre o novo posto de abastecimento de combustíveis, que atravanca e desfeia a moderna Avenida 25 de Abril, muito se tem lido e falado: leu-se nos jornais e nos blogues, ouviu-se nas rádios e nos cochichos. E foi assunto falado na Assembleia Municipal!

Contrariamente ao que muitas pessoas possam pensar, nesta altura dos claros esclarecimentos eu até aprovaria a ideia da bomba pertencer ao presidente da Câmara, a seus familiares ou amigos.

Parece estranho, mas não é!

Vejamos!

Se o posto de abastecimento pertencesse, como parece, a uma empresa ou a outrem, os preços dos combustíveis e serviços seriam iguais ou superiores aos da concorrência, porque o objectivo será o lucro (e quanto mais, melhor).

Se, como bisbilhotam, "aquilo" for pertença dos referidos visados, haverá a garantia de termos os preços mais baixos das redondezas, porque a sua intenção será prestar um serviço à população. Uma espécie de serviço público.

Até poderá vir a acontecer que uma boa parte dos proventos da bomba reverta a favor de instituições poveiras carenciadas.

Afinal, tudo pode acabar da melhor forma, se este raciocínio estiver certo.

De quem é a bomba?




Coliguem-se!


Macedo Vieira foi eleito pelo PSD mas é um homem de esquerda. Há uns anos seria, com certeza, do MDP-CDE ou do LUAR, depois talvez do MES, e agora, por mero acaso e oportunismo, é do PSD. Defende uma forte intromissão do Estado na economia, cita Marx e Mário Soares, defende o proteccionismo e a xenofobia e repudia por completo o liberalismo económico.

Macedo Vieira é admirador de José Sócrates, porventura admira a sua classificação em Inglês Técnico, a Universidade onde se licenciou, os projectos dos prédios que desenhou e até a rapidez com que permitia que se aprovassem projectos ambientais a dias das eleições. Macedo Vieira adoraria ter inventado um Magalhães.

Macedo Viera exibe tendências autoritárias, totalitaristas, rodeia-se de medíocres yes men e não convive bem com a crítica nem com a liberdade de expressão.

Macedo Vieira é Presidente da Câmara mas foi sócio gerente de uma imobiliária; Macedo Vieira nomeia para empresas municipais gestores que o seu executivo reformou compulsivamente.

Macedo Vieira não respeita as pessoas, constrói um enorme depósito de água por cima de habitações licenciadas, deixa em funcionamento piscinas contaminadas por Legionela e aceita que os esgotos da cidade sejam lançados directamente para o mar.

Macedo Vieira não tem uma ideia estratégica para o Conselho e limita-se a fazer obras, de gosto duvidoso, no centro da cidade. A história não o recordará a não ser pelos mamarrachos que vai permitindo.

Macedo Vieira não tem amigos mas tem muita gente, muitas colectividades que lhe devem atenções. Macedo Vieira vai ganhar as próximas eleições. Como qualquer outro cacique em Portugal.

Eu, militante do PSD há 20 anos, nunca votarei neste candidato do PSD. A minha animosidade para com ele nasceu no dia em que o ouvi, por acaso, dizer na rádio que um homem tinha sido assistido prontamente nas piscinas municipais quando eu o vi, durante minutos, inerte, a caminho da morte e sem nenhuma assistência. Desde aí fui assistindo atentamente às suas actividades e ouvindo o que se diz à boca calada. Nunca votarei em Macedo Vieira.

Assim, assumindo que a vitória de Macedo Viera é certa só me resta apelar a todos os partidos, a todos os movimentos de cidadãos: coliguem-se, juntem energias e defrontem o cacique em conjunto. É o interesse dos Poveiros que está em causa.






quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

saudades das namoradas

obras da avenida


Continuando o nosso périplo pela fraca memória dos poveiros, vamos falar hoje das obras da Avenida Mouzinho de Albuquerque, uma empreitada que está, desde o seu início, inquinada por um clima de suspeição intransponível.

Já agora e a talho de foice, como é comum dizer, não estranham os leitores as quebras de produtividade nas referidas obras?

A explicação é simples e faz-se em meia dúzia de linhas:

A obra tem claramente conotações eleitoralistas e, mediante esse objectivo, pretende-se o seu fim o mais próximo possível de um período ou evento que obtenha impacto junto da população, como seja o S. Pedro e a respectiva proximidade do Verão.
Daí resultam súbitos aumentos de horário laboral e intensidade dos trabalhos, como de repente tudo diminui, quase como se a obra estivesse parada.
Face à proximidade do S. Pedro 2007, e a visita de Paulo Portas à cidade, tem-se visto um aumento de produtividade só comparável com os primeiros 4 meses.
Em breve tudo vai voltar ao normal e a contaminação da opinião pública por falsas notícias sobre adiantamentos na calendarização da obra irão regressar.

Está assim explicado o falso adiantamento de nove meses nos trabalhos que os nabos dos jornalistas poveiros acreditaram que estava a acontecer, no início de Janeiro.

Fechado o parêntesis, continuemos.

Pouco tempo depois de a Monte Adriano, empresa construtora daquele que já é conhecido pelo “Túnel do Centro Comercial”, ter iniciado os trabalhos, a FDO empresa que foi preterida no concurso público de adjudicação, interpôs uma providência cautelar no Tribunal Administrativo do Porto, na dependência de uma acção em que era peticionada à Câmara Municipal uma choruda indemnização.

Previa-se o pior:

A paragem dos trabalhos até decisão do processo principal, dado que o deferimento da providência cautelar seria a solução mais óbvia para o juiz titular do processo.

Tudo seria resolvido, com toda a calma do mundo, no âmbito do processo principal.

Porém, essa solução seria catastrófica, em termos eleitorais, para as ambições da nomenclatura laranja que se encontra no poder.

Do dia para a noite surge a solução: a FDO retira todos os processos, sem qualquer explicação pública do Sargenor.

Na época, facilmente se desenvencilhou dos burros dos jornalistas poveiros respondendo:

Inde perguntar à FDO!

Tudo bem. Os jornalistas poveiros primam pelo amadorismo e não é fácil fazer investigação, consultar processos, obter informações.

Certo é que, decorridos cerca de seis meses e após as entrevistas recentes às rádios locais, as quais primaram pela superficialidade, como convém, aliás, à pergunta sobre o que havia acontecido, o Sargenor continuou a responder da mesma forma: Inde perguntar à FDO!

Sabendo todos os poveiros que a FDO tem importantes interesses no concelho, ao nível da construção civil, como já referimos aqui, fácil fica adivinhar o que se terá passado:

Um acordo secreto que envolveu Câmara, Monte Adriano e FDO.

O resto é conversa fiada sem qualquer interesse.

Se esse acordo está relacionado com a construção do Centro Comercial, o tempo o dirá.

Aqui, no povoaonline, damos como assente:

A FDO viu o seu projecto do Montgeron Parque ser despachado à velocidade da luz.

Queremos saber a verdade, sob pena de se manterem os sinais de corrupção.

Entretanto atente no impacto que as obras estão a ter entre os comerciantes da avenida.AQUI.






psd solidário


O PSD da Póvoa de Varzim estava alarmado. A apresentação da candidatura do Zé Maio à Junta de Freguesia e a possibilidade de Luísa Tavares Moreira se apresentar como candidata do PS à Câmara Municipal alarmou os mais optimistas quanto à vitória do partido e obriga a uma recandidatura de Macedo Vieira, ele que preferia sair nos, para alguns poucos, imaculados 16 anos de poder.

Macedo Vieira vê-se na contingência de ter de fazer 20 anos de poder e, dessa forma, ver-se conotado com a alteração legislativa sobre a limitação de mandatos, algo que o perseguirá para o resto dos seus dias e fará dele um dinossáurio autárquico, ao lado do pior que por aí existe.

Uma faca de dois gumes.

Para reunir as tropas foram todos jantar à Casa da Estela, ao preço de 20 Euros e onde Macedo Vieira, de forma triunfante, passou um cheque de 5 000 Euros para pagar as despesas do jantar e assim aliviar os bolsos dos ricaços e ladrões que lá se encontravam e agravar a tesouraria da Câmara que cobra taxas e impostos a todos os trabalhadores da nossa terra.

Tal e qual: Macedo Vieira deu 5 000 Euros em representação do Município utilizando dinheiro que é dos contribuintes, cada vez mais sufocados com a crescente crise mundial.

Se estavam mais de 540 comensais, o que não acredito, qual a razão por que se não cobrou 30 Euros pelo jantar, o que daria mais 5 400 Euros. Ninguém iria notar a diferença entre 20 e 30.

Mas Macedo Vieira tinha de aparecer triunfante, com o cheque de 5 000 Euros.

Toda este teatro da pobreza é lamentável quando todos sabemos que ainda recentemente a Câmara atribuiu a Rates e a Balasar, para as respectivas equipas de futebol, 25 000 Euros e ainda pagou metade da carrinha que foi comprada para equipa de Futsal, a tal que foi constituída por iniciativa da Câmara, que agora diz que dá apoio a metade, e a outra metade quem paga?


A Câmara claro, ou vão dizer que foi um patrocinador.

Se dizem que foi um patrocinador, patrocina porquê?

Porque presta serviços para a Câmara.

No meio disto tudo um jornal que se intitula isento e de esquerda, antifascita, republicano e defensor dos interesses locais, ou seja, um trengo de um jornal, faz desta palhaçada manchete, como pode ver na foto.




terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

varzim lazer


Ficámos esta semana a saber, pela voz do Sargenor, que o grande culpado da desgraça que constituiu a Varzim Lazer foi o Tone.

Honestamente: Ficámos com pena do Tone.

Mais ainda, sabendo que o Sargenor passou a mover uma perseguição pessoal e profissional aos seus familiares directos, cuja vítima principal foi a sua sobrinha Ana Tone, que foi nomeada administradora da Varzim Lazer, por pura retaliação.

É de relembrar, porém, que associada à nomeação do Tone como Presidente da Varzim Lazer, esteve a prática de um crime de abuso de poder, pelo qual foi o mesmo constituído arguido, juntamente com o vice-presidente da autarquia, Aires Pereira.

Ambos foram condenados no Tribunal Judicial da Póvoa de Varzim e, após recurso interposto para o Tribunal da Relação do Porto, viram as sentenças confirmadas.

Nenhum órgão de informação poveiro tornou pública a decisão, com ressalva para o site da Rádio Onda Viva, a qual não tem arquivo histórico das notícias.

Aires Pereira continua em funções, como se nada se tivesse passado.

O Tone fartou-se de enfardar dinheiro, usava e abusava da viatura que lhe foi concedida pela autarquia, na qual se deslocava para a Câmara Municipal de Caminha onde prestava serviços em regime de avença, durante o horário em que devia estar na empresa municipal.

Imaginem leitores que no Governo um Ministro era condenado por abuso de poder.

O que aconteceria?

Não é difícil imaginar. Demissão do Ministro e eventual queda do Governo, no mínimo.

Na Póvoa de Varzim nada.

Para demonstrarem a vossa indignação cliquem no blog do Dr. Pacheco Pereira, "Abrupto", para ele saber o que cá se vai passando.

Blog do Dr. Pacheco Pereira aqui.







e os condenados?


Na última semana soube-se que o ex-vereador do PS, Silva Garcia, viu a sentença de absolvição ser confirmada pelo Tribunal da Relação do Porto, depois de um processo-crime em que Macedo Vieira e Aires Pereira se queixavam de que haviam sido injuriados por um artigo saído num jornal local em que Silva Garcia, na qualidade de cidadão, criticava a posição dos referidos autarcas relativamente à instalação de portagens na IC1, salientando que manobravam “de forma idiota” o princípio do utilizador pagador.

Nada de particularmente relevante, nada que não fosse esperado.

O que todos os cidadãos poveiros têm que estranhar é as razões por que o “Caso Dourado” nunca mais teve notícias públicas relativamente ao recurso interposto por Aires Pereira e António Dourado para o Tribunal Constitucional, tendo em conta que o primeiro se prepara para apresentar candidatura a um novo mandato autárquico.

Como muitos outros poveiros não gostaria de ver um autarca na Câmara condenado por crime de abuso de poder.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

oh rambo!



Chega aqui.

Que foi Tinho Trinca Espinhas?

Sssshhhhh! Olha ali o Magala a falar sozinho. Num faças barulho.

Mostra.

Mesmo com acusações demagógicas de que sou alvo por parte da oposição, nos últimos 13 anos, tantos quantos estou no poleiro, as minhas maiorias políticas são cada vez mais confortáveis. Nas últimas eleições ganhei todas as mesas de voto e é bom que as pessoas percebam isso, porque eu também percebi com a questão do utilizador-pagador. O projecto que lidero há 13 anos é abrangente, consensual e foi sufragado pela população poveira que me admira. Estamos a construir parques periféricos para tirar os carros do centro da cidade, mas num quero que as pessoas venham a pé para o centro. As pessoas têm de vir de carro, mas num quero o carro à superfície. Para isso estou a construir uma obra cientificamente planeada, tirada a papel químico da de Viana do Castelo. Tenho o “know how”, até porque… …

Oh Rambo. O homem num está bom. Num achas?

Desde que o Pinochete morreu ele ficou assim. Temos que fazer alguma coisa.

TOC TOC

Magala bom dia!

Ai bom dia. Assustei-me. Estava aqui a falar cuns passarinhos que pousam na janela. Antão? Que containdes?

Magala. Falas muito alto e ouve-se tudo. Isto por aqui está cheio de espiões. Inda outro dia pareceu-me que vi aqui a mulher do Pinto da Costa, a Creolina.

Num digas Rambo.

Digo Tinho Trinca Espinhas.

A gaja quando me viu fugiu por umas frinchas das portas. Por falar nisso Magala, temos que reforçar as portas.

Deus te abençoe Rambo!

Está mesmo mal o homem, oh Rambo.

Fala baixo Tinho. Se ele ouvir inda é pior.

TOC TOC

Bom dia Magala, Rambo e Tinho.

Bom dia Salmonela.

Oh Salmonela, andas com um cachecol branco. Isso é de que clube?

Até tou envergonhado. Andei aí pela Póvoa de mão dada com o Dr. Bichas.

O Dr. Bichas? Quem é o Dr. Bichas?

Deus me livre Magala. Temos que nos ver livre dele. O homem aparece em tudo o que é jornais e assembleias, fala como um papagaio. Agora quer ser candidato ao Varzim. Deus me livre!

E ele chama-se o Dr. Bichas?

Chama. É o que ele faz no Centro de Saúde, arrumar as bichas de espera para evitar aglomerados.

Tenho pena de ti Salmonela. Mas fica-te bem o cachecol, meu. Deus me livre.

Obrigado Rambo. Magala tivemos uma reunião do Conselho Municipal do Ambiente.

Tiveste? Que boa ideia Salmonela. Como é que te foste lembrar dessa ideia?

Tirei da Agricultura Biológica, mais o que o Armindoutor aprendeu com o curso técnico-prático que tirou em Vieira do Minho sobre o cultivo da minhoca.

O Armindoutor tem um curso de cultivo da minhoca?

Tem Rambo.

Deus me livre esse homem.

E de quê que falastes na reunião Salmonela?

Falámos de muitas coisas. De sabores poveiros, do encontro da Paz, da Operação Salmonela… …

Operação Salmonela?

Ai. Enganei-me. Operação Restauração Segura.

Que boa ideia. Como… …

Mas, olha lá oh Salmonela. Quantos sois vós?

Rambo sou eu, o Fragoso… …

Fragoso? Deus me livre. Quem é esse?

Oh. Enganei-me. O Barroso.

E conta lá como foi.

Felizmente, Magala, foi a última reunião deste ano. Ainda bem.

Ai sim?

Fizemos um balanço das boas práticas ambientais.

Vós? Sozinhos?

Sim Magala.

Espectaculares estes rapazes. Num são Rambo?

Deus me livre Magala.

A Operação Restaurador Olex correu às mil maravilhas e foi um sucesso, uma vês que os restaurantes aderiram em massa. Até a Lipor nos deu uma mãozinha.

Quem é pai? Quem é pai?

És tu Magala. Aquela das tampinhas foi genial. Foste tu que inventaste?

Atão num havia de ser eu? Sou o Presidente da Lipor.

Tá bem, mas podias num perceber nada daquilo.

Rambo. Tira-me daqui este gaijo, pá.

Fora daqui pá.

euros e empreiteiros com gel no cabelo


Se dependesse de si, se ele mandasse, o Zé, nunca o Euro poria os ricos pés em Portugal. Zé acha que foi um dos maiores falhanços da geração dele permitir a entrada da moeda europeia no nosso país.

Estávamos tão bem com o escudo! Pensou ele enquanto era conduzido pelo Doro, o motorista.

Uma geração de revolucionários, ele, o Quim, o Zé Maria, o Praia e o Cacheira, sendo que estes dois últimos integravam a equipa dos bebés do Varzim, da qual Zé fez parte mas ninguém lembra.

Têm memória curta estes filhos da puxa! Disse ele já em voz alta, o que chamou a atenção do Doro que respondeu:

Hum!

O Euro só trouxe confusão à cabeça das pessoas e tornou-as mais esganadas. Falo por mim, pensava ele.

Um dos grandes objectivos de Zé era esclarecer os poveiros da sua geração sobre o real valor do euro.

Num gosto que pensem que os estou a enganar, pensava ele.

Oh Doro, se eu te perguntar quanto é em escudos 4 milhões de euros tu sabes?

Hum?

Coitado, nasceu na aldeia.

Zé gostava de trabalhar com os empreiteiros da geração dele, daqueles que sujavam as unhas com cimento, que ignoravam o euro, que traziam uma nota de mil escudos no bolso para dar sorte.

Como eram lindas as notas de mil escudos, pensou ele.

Zé esclarecia sempre os poveiros do valor das empreitadas em escudos. Não gostava de enganar ninguém.

Por exemplo, na obra da avenida toda a gente lhe perguntava: então são quatro milhões de contos Zé?

São shim. Como é que sabes?

Fostes tu que dissestes. É preciso tê-los no sítio.

Antão num é? Dizia Zé orgulhoso.

Os empreiteiros da sua geração punham as mulheres a cozinhar aqueles pratos tipicamente portugueses que ele tanto gostava e a mulher já não preparava desde sempre. Zé detestava o “catering”, o “take away” e o “procuração na hora”. Para ele tudo isso veio por acréscimo do euro. Um mal nunca vem só. Pensava ele. Depois rebentam as crises com esta força.

Fizessem parques subterrâneos palermas! Gritou ele com o vidro do carro aberto e dirigindo-se aos transeuntes.

Só que na altura vinha o padeiro a passar que não se conteve e gritou: baitimbora Garibalde!

Zé queria descer do carro para andar à porrada, mas depois lembrou-se que era Presidente a as eleições estão à porta. Calma Zé, calma, pensou.

Os empreiteiros da sua geração falavam em escudos, em contos de rei, em futebol e em putas. Zé entendia-se bem com eles.

Na última noite Zé apanhou um susto.

Um empreiteiro, cheio de gel no cabelo e com ar de doutor, surgiu-lhe no Gabinete. Zé pensou inicialmente que se tratava de um inspector da PJ e já ia pôr-se a mexer, como de costume: Inde chatear o carago! Pensava ele desses inspectores.

Mas não. Era um novo empreiteiro que queria entrar no mercado imobiliário poveiro.

Pá, isto tem regras, amiguinho. Avisou Zé num tom agressivo.

Sr. Zé tenho aqui um empreendimento que vai ter duzentos apartamentos, vai dar emprego a 1000 poveiros e vai custar 30 milhões de euros.

Quando ele falou em euros Zé ficou logo fodido.

30 milhões de quê pá?

De euros.

E isso dá quanto em escudos?

É só fazer a conta.

Ah! Outro Guterres, pensou Zé.

Antão ficas já a saber amiguinho, eu quero uma percentagem de 300 mil contos.

Era o que eu já tinha pensado Sr. Zé, 300 mil euros.

O quê pá? Que estás praí a dizer? 300 mil contos home.

Pois pois, até já tenho aqui o cheque de 300 mil euros prontinho.

Pega no xeque e limpa-lhe o penes. Aqui pias fininho se não acontece-te como a FODE que foi prá periferia.

Ora aqui está o chequezinho direitinho.

Assim está melhor.

E tu Buenos o que queres?

Pra mim pode ser o apartamentozinho do costume.

Zé dormiu melhor nessa noite. A adrenalina da discussão cansou-o de sobremaneira.









sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

sessões de câmara (5) nepotismo, clientelismo e mediocridade


Poderia apontar diversos exemplos de funcionários contratados pela autarquia poveira apenas com base em critérios de apelido familiar, preferência política ou cunha de pessoa influente.

No entanto, creio ser suficiente, para demonstrar o caos que paira na área de recursos humanos, referir a categoria jurista.

São muitos os juristas contratados pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. Muitos mais do que as necessidades efectivas para dar resposta aos problemas que decorrem do seu normal funcionamento.

Creio, com elevado grau de certeza, que nenhum dos que lá trabalha foi contratado por mérito pessoal. Lembro aqui o genro do Zé Azevedo, antigo estagiário do escritório do Dr. José Reina, esse grande amigo de Macedo Vieira, a filha do Quilores, casada com o Presidente do Clube Desportivo da Póvoa, a mulher desse moço da livraria Minerva, o Bago, a mulher do advogado da Califórnia, que deu mais despesa pelo tamanho da cadeira, a Sandra Rita que teve um processo disciplinar na Varzim Lazer cuja sanção foi a sua contratação pela Câmara, algo inédito, ou talvez não. Enfim, um rol exemplar.

Só para dar alguns exemplos de contratações em desobediência às regras previamente impostas de selecção dos candidatos.

O que faz tanta gente com a mesma licenciatura?

O trivial, o corrente, o levezinho.

Porque os grandes processos, as grandes causas, os assuntos complicados, aquilo que coloca em cheque a autarquia, esses são entregues a advogados de renome.

Como é o caso de Lopes Cardoso.

De Lopes Cardoso poder-se-ia dizer que aufere um chorudo ordenado só com a nossa Câmara como cliente.Veja o leitor que só nesta carta, correspondente a um processo, o causídico pede 1 500 contos de provisão. Estávamos em 2001.

É apenas uma amostra. Se o leitor quiser perder tempo a ler as actas vai reparar nas quantias absurdas que são pedidas por este advogado.

Se a Câmara contrata tantos juristas porque não entregar-lhes estas causas?

Por mediocridade dos contratados, presumo eu.

Para prejuízo dos cidadãos que têm de arcar com todas estas despesas, ou por acaso julgam que é Macedo Vieira e Aires Pereira que pagam do próprio bolso?



casa nova é um luxo


As notícias indiciam que a actual crise económica mundial adveio do endividamento das famílias norte-americanas, que em determinada altura deixaram de poder honrar os compromissos assumidos com os bancos relativamente às casas que haviam comprado.

Se é assim ou não pouco interessa porque isto, no fundo, resume-se a uma bola de neve incontrolável.

No meio desta enorme crise era tempo de o povoaonline a contornar e mostrar a todo o mundo que a referida afecta só alguns, nomeadamente aqueles que passaram a conviver com o desemprego.

Mudar de casa passou, para mim, a ser uma coisa banal quando dois políticos de meia tigela, que nem políticos sabem ser, se lembraram de perseguir através da utilização dos Tribunais portugueses os meus textos. Sim os textos, porque eles a mim ainda não chegaram.

Nem chegarão.

Os artifícios até agora utilizados foram aqueles que um reles poder autárquico português consegue: uma providência cautelar deferida e um processo-crime que ninguém sabe qual o conteúdo.

É muito pouco para mandar calar um cidadão.

Com estes artifícios judiciais Macedo Vieira e Aires Pereira mostraram todas as suas limitações. A informação não se resume ao que é publicado em jornais locais controlados com o dinheiro dos contribuintes, porque é com o nosso dinheiro que eles controlam os órgãos de comunicação social.

Ou você pensa que é o Macedo e o Aires que compram as notícias?

Não. É você que está a ler isto quem paga, quem sustenta três jornais que mais não fazem do que propagandear os feitos horrorosos de autarcas que passaram anos destruir a cidade e a tirar proveitos pessoais das suas actividades.

Por este motivo decidi mudar de casa. Contra a crise!

Apanha-me Macedo, se puderes!













quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

sessões de câmara (4) as viagens


Foram inúmeras as viagens dos nossos eleitos do PSD a terras de Vera Cruz e Canadá, a mais famosa das quais será a que permitiu a Tone ter um processo disciplinar por ter dado cinco faltas consecutivas ao serviço e, dessa forma, obter a aposentação compulsiva em valores muito acima daqueles que obteria se esperasse pelo integral cumprimento do tempo de serviço na função pública.

Macedo Vieira e Luís Diamantino encontravam-se na época no Rio de Janeiro e em São Paulo, na célebre viagem em que se fez acompanhar por várias figuras baças da nossa sociedade, onde se incluíam Virgílio Tavares e Catarina Pessanha, a tal Directora de um jornal que não se enfeuda a partidos políticos.

Esse jornal passa a vida a comemorar aniversários, como se cada um fosse uma batalha contra a condenada extinção. Vai no décimo, o que significa que em 1999 o jornal tinha um ano e estava a dar os primeiros passos, na mais extrema das dificuldades.

Essas cinco faltas do Tone, o processo disciplinar e a consequente sanção de aposentação compulsiva, tudo premiado com a nomeação do próprio para Presidente da Empresa Municipal Varzim Lazer, desenrolaram-se na ausência de Macedo Vieira no Brasil e sem o seu conhecimento. Assim o disseram publica e indignamente.

Isto foi o que pensou o Ministério Público, o Ministério Público da Póvoa de Varzim, um órgão que representa o Estado e deveria actuar no combate à fraude e à corrupção.

Só o Ministério Público concluiu assim. Todos os poveiros sabiam que Macedo Vieira sabia de tudo.

Em conclusão, todas esta viagens mais não constituíam do que gastos supérfluos do dinheiro dos contribuintes, exposição pública de vaidades e ostentação de uma falsa imponência que ainda hoje todos nós, contribuintes, arcamos através das altas taxas que pagamos face ao grave endividamento em que a Câmara se encontra.

Retirei de entre várias disponíveis, porque a famosa de 1999 ainda não o está, esta viagem de Diamantino a Toronto.

Até chorei sozinho? ? ?

De tanto rir! Leia.







macedo vieira preocupado


A Qimonda está a atravessar dificuldades que "ninguém esperava", as palavras são de Bruno Fonseca, delegado sindical da unidade de Vila do Conde, ao Diário de Notícias. Os delegados sindicais vão reunir-se com o Sindicato das Indústrias Eléctricas do Norte para discutirem as consequências imediatas do pedido de falência da casa-mãe, na actividade da fábrica de Vila do Conde. Entretanto, caso a Qimonda encerre, quase duas mil pessoas desta zona vão ficar no desemprego. Uma situação que irá afectar também a Póvoa de Varzim.

Macedo Vieira também se mostrou muito preocupado, principalmente agora que não sabe se vai candidatar-se a mais um mandato.

A uma Rádio local declarou:

“Temos a Qimonda, temos provavelmente a Maconde que está a atravessar dificílimos problemas e por aí fora. A Câmara Muncipal vai ter de se preparar para dar um apoio social básico”.

Quando a jornalista lhe perguntou se só no próximo mandato esse apoio seria dado Macedo Vieira deu aquele sorriso matreiro:

“Eh eh eh! Você quer saber é se eu me recandidato, mas prognósticos só depois do jogo, perdão, depois das eleições.”

Peço a todos os portugueses, que tenham influência e poder, que ajudem os poveiros a verem-se livres deste fulano, de uma vez por todas.

SOCORRO!










quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

it's raining again

sessões de câmara (3) ser oposição





Ser oposição nas autarquias é uma tarefa ingrata.


Os autarcas com maioria política trabalham para asfixiar os eleitos da oposição, recusando a aplicação de eventuais propostas apresentadas, denegrindo o seu comportamento político, criticando as suas declarações públicas e proibindo a colaboração dos funcionários em qualquer iniciativa por eles engendrada.



Tudo com o apoio discreto dos órgãos de comunicação social locais, uns de forma mais descarada, outros sob o manto da suposta independência política.



Vale tudo para manter a perpetuação no poder.



Exemplos existem, porém, de autarcas que não se enquadram no comportamento acima referido, quer porque a sua cultura política é virada para a satisfação dos interesses dos cidadãos eleitores, quer porque desde muitos jovens aprenderam que a democracia é um regime onde todos têm voz, onde todos podem criticar e onde todos podem exprimir a sua criatividade.



A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim através desse autarca modelo que é o Dr. Macedo Vieira, tem sabido dar voz às ideias da oposição, quer atribuindo tarefas aos respectivos vereadores, quer estudando com afinco as suas propostas, quer ainda pela disponibilidade em estudar conjuntamente aquilo que se verifica ser melhor para os interesses da população.



O que vinha a acontecer, principalmente com o Arq. Silva Garcia, é uma constante afronta ao trabalho desencadeado pelo Dr. Macedo Vieira, quer boicotando o seu programa eleitoral, quer tentando que o seu seja implementado nas sucessivas reuniões de Câmara.



Nem sempre foi assim, porém, o relacionamento com os vereadores da oposição, como aliás o Dr. Macedo Vieira não se cansa de repetir:



Veja-se o exemplo de Joaquim Cancela, um homem que trabalhou no duro, circulando a ideia, ainda hoje, que a Câmara da Póvoa é uma Câmara CDU, face ao ineditismo socialista que caracteriza a maioria das suas ideias.



Veja-se o exemplo de Gil da Costa, eleito pelo PS, ainda hoje tido por todos os autarcas laranjas como o melhor vereador da oposição desde o 25 de Abril, pela facilidade com que assimilava as propostas da bancada social-democrata.



Já Carlos Mateus e José Cerejeira, o primeiro eleito pelo CDS e o segundo pelo PS nas autárquicas de 2001, são casos que devem ser analisados com mais cuidado, à luz de circunstâncias várias que definiram a política autárquica do Dr. Macedo Vieira, nomeadamente a grave crise internacional que afectou os mercados bolsistas em 2002.



Acho eu.



Foi de coração aberto que Macedo Vieira recebeu estes dois novos autarcas, pujantes de ideias, de soluções, de propostas, um vindo da Presidência do Clube Desportivo da Póvoa, outro em funções como Presidente da Associação de Bombeiros.
Dois pesos pesados, diriam os analistas políticos da época.



Foi o que pensou o Dr. Macedo Vieira. E em boa hora o pensou, porque ficou a saber com quem estava a lidar.



Repare o leitor como o Dr. Macedo Vieira sentiu que havia ali dois jovens vereadores brilhantes.



Na época, Fevereiro de 2002, havia necessidade de proceder à actualização do tarifário de saneamento básico, revendo toda a regulamentação relacionada com a matéria.



Uma tarefa gigantesca, só ao alcance dos mais iluminados.



Na reunião respectiva, Macedo Vieira logo declarou: eu num perxebo nada disto. Sou um zero em saneamento.



Aires Pereira fez coro: é preciso ser muita bom para criar um regulamento relacionado com o saneamento. Bolas!



Os outros entreolharam-se desconfiados.



Carlos Mateus fez peito e olhou em frente, fazendo o sinal da cruz.



José Cerejeira batia com os dedos na mesa, resultado da sua experiência como funcionário da autarquia vilacondense.



Ambos foram nomeados para resolver esse imbróglio.



Ambos sentiram que estavam a ser úteis à sociedade.



Ambos sentiram que o contributo que iriam dar poderia conferir-lhes o necessário alento para sonhar que um dia, um dia, poderiam ser Presidentes da Câmara e, dessa forma, suceder ao pior desde o 25 de Abril de 1974.



Macedo Vieira e Aires Pereira é que pensaram de outra forma:



Não lhes atribuindo qualquer pelouro, porque não interessava atribuir, acenavam-lhes com uma tarefa gigantesca e maçadora, que eles não queriam pegar de forma alguma, e obrigavam-nos a estar calados quanto à sua eventual participação na vida autárquica.



Não têm pelouros, mas temos atribuído tarefas que são importantes para todos, declaração que haviam preparado para a sempre faminta imprensa poveira.



E desta forma se cala a oposição.


pooc que os pariu


Tinha em mente fotografar o escândalo, mas os energúmenos do costume colocaram o Kilores de plantão à porta da minha casa para me espetar um arraial de porrada.

Aguardei pacientemente.

Não sei as razões que estão por trás da aprovação disto que se convencionou chamar POOC (Planos de Ordenamento da Orla Costeira) que permite a construção do que denominaram “Apoios de Praia”.

Sabemos que grande parte das leis é aprovada com deficiências. Cabe a quem tem de as aplicar verificar se o texto se enquadra na situação concreta. É uma questão de racionalidade.

Sabemos também que, desde há muitos anos, nada do que esta Câmara poveira aprova se apoia em critérios de inteligência e defesa do interesse público.

Por isso é com grande revolta que assisto à construção de enormes mamarrachos no areal poveiro, espaço privilegiado da cidade e, esse sim, o seu melhor cartão postal.

Nos últimos dias vi o mar bravo, com intuitos destruidores. Ansiosamente pedi que galgasse o seu humanamente limitado território e limpasse aquilo que mãos sujas edificam.


Aliviava a enorme vontade de exteriorizar a crescente raiva interior.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

sessões de câmara (2) os santinhos







Corre por esses cafés, esquinas e ruas:



Macedo Vieira está farto de ganhar dinheiro desde que fez a parceria na Mardebeiriz com o Gomes do Marinheiro.



Aires Pereira tem mais apartamentos na cidade do que eu janelas na minha casa.



Duas certezas eu tenho, até pela origem das informações:



-Macedo Vieira possuía (ou ainda possui) uma conta em nome do filho Gustavo com mais de 100 mil contos, na época do escudo;



-Aires Pereira tem mais do que um apartamento à venda em empreendimentos sitos na Póvoa.



Ponto final.



Acreditem leitores. Eles são uns santos. Basta ouvi-los nas rádios em sucessivas entrevistas, ocas de sentido, para se arvorarem como anjos perseguidos por demónios.



Esta postura tem dado frutos ao longo de quase metade do tempo de fascismo, ou seja, ½ de 48 anos.



Atentem no especial cuidado que eles colocavam nas reuniões de Câmara quando os assuntos os envolviam directamente.



Macedo Vieira com a Mardebeiriz ou algum familiar.



Aires Pereira com a Nércio & Couto, Lda.



Gente séria. Alguém tem dúvidas?


Agora reparem neste pormenor delicioso de o vereador com o pelouro do Desporto propôr um "voto de louvor" a nada mais nada menos do que o irmão de Macedo Vieira. Claro. O homem ausentou-se da reunião, não vá dar-se o caso de no futuro virem dizer que foi ele o responsável por essa atrocidade. Ele não se chama Melro, o famoso poveiro que se desresponsabilizava de todas as cagadas que o seu "cãozinho" fazia.









de quem é a bomba de gasolina?


Pessoalmente já tinha o assunto como encerrado. A sua solução seria igual a muitas outras desta cidade e deste país: a justiça não funciona e as coisas acabam por ser resolvidas nos corredores do poder, seja ele central ou local.

Muito se falou por essas ruas da cidade sobre os proprietários da nova e polémica bomba de gasolina junto ao Modelo. Inclusive um deputado da Assembleia Municipal questionou o Macedo Vieira sobre a propriedade da referida e o próprio queixou-se nas rádios que “andavam a dizer que a bomba era dele”.

Não sei se é, não sei se é da esposa ou de outro político da cidade. Sei que tenho as minhas desconfianças resultantes do carácter pouco sério de políticos no poder há 16 anos.

Porém, já tinha o assunto arrumado na prateleira até que o sempre atrasado “Folha Municipal” veio lançar alguma luz sobre as minhas desconfianças.

Não é que lá vem um esclarecimento da Câmara sobre a parcela de terreno doada pelo tal Eugénio Lopes, que demandou a Câmara em Tribunal?

Mas era necessário esse esclarecimento? Julgo que não.

Agora sim, estou muito desconfiado.










segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

sessões de câmara (1) gil da costa e outros







Embora não me recorde de quem estaria à frente da Comissão Política concelhia do PS por volta de 1997, acredito que os seus elementos encontrassem na figura de um médico o candidato ideal para fazer frente a Macedo Vieira que, na época, se preparava para ser candidato a um segundo mandato.



Também não consigo descortinar que qualidades humanas e políticas essa gente viu em Gil da Costa, o médico escolhido para representar o partido nessa batalha eleitoral.



O que sei é que, segundo os socialistas locais, o homem obteve um resultado extraordinário, quando conseguiu ser eleito vereador.



De recordar que nas autárquicas de 1993, Macedo Vieira venceu mas com minoria, ou seja, havia obtido três mandatos contra outros três do CDS e um da CDU.



Os problemas começaram quando Joaquim Cancela da CDU resolveu fazer frete atrás de frete com Macedo Vieira aprovando tudo o que a Câmara PSD pretendia, deixando dessa forma os eleitos do CDS isolados.



É uma aliança que ainda hoje dá frutos.



O trabalho autárquico de Gil da Costa resumiu-se a umas jantaradas com a maioria PSD, ele que se encontrava isolado na mesa, recheada de 6 elementos do partido laranja.



Sempre que abria a boca para dizer que tinha fome, porque não sabia mais o que dizer, Gil da Costa era esmagado pelos restantes que colocavam à sua frente dois bifes do lombo e uma garrafa de vinho tinto.



Mas Gil da Costa teve um mérito: incorporou, fez seu o trabalho autárquico de Macedo Vieira, de tal forma que se tornou anti-PS.



Reparem como ele se refere à candidatura de José Cerejeira em 2001, o tal que lhe veio tirar o lugar que ele havia conquistado a ferros.


Foi uma traição o que o partido fez com ele, mal agradecidos pelo trabalho como vereador que toda a gente reconheceu como excelente mas ninguém teve coragem de o dizer publicamente. Ingratos.



Gil da Costa sabia. Ao proceder como procedeu, sempre avalizando as propostas e decisões de Macedo Vieira, alguma prenda de Natal haveria de cair no sapatinho.



Aí o temos como Director Clínico desse miserável hospital que dá pelo nome de S. Pedro Pescador, o tal que importou a triagem de Manchester para justificar a falta de médicos.



Recentemente confrontado com a exigência da Inspecção-Geral de Saúde na sequência de uma Inspecção realizada nos anos de 2003 e 2004 por terem sido pagos, indevidamente, 282 mil euros em remunerações e regalias excessivas, Gil da Costa que antes não sabia que havia recebido dinheiros indevidamente, só soube depois da inspecção realizada, prontificou-se a devolver o dinheiro, cotando-se dessa forma como um bonzão da política, por oposição ao mauzinho que é Macedo Vieira que não devolve a massa que recebeu indevidamente.




Porém, para aqueles que acham que Gil da Costa foi um extremado oposicionista de Macedo Vieira, abrindo dessa forma caminho para a eleição de José Cerejeira, facto que todos achavam impossível, dado bom trabalho autárquico de Macedo amplamente divulgado pelos jornais na época, embora ninguém saiba qual é esse trabalho, ou seja, mais uma vez os poveiros foram tomados como burros, para esses eu deixo esta declaração de voto lida em reunião de Câmara já depois das eleições, em que ele tece os maiores elogios ao caudilho.

Como se pode ter confiança num indivíduo estes?







freeport, portucale e bombas de gasolina

Acredito que muitos poveiros gostariam de saber o que penso sobre o badalado “caso Freeport” que, ao que tudo indica, envolve o Primeiro-Ministro José Sócrates.

Tendo em conta os inúmeros “Freeport’s” espalhados por esse país, ainda que em menor dimensão, e a impunidade que vai reinando, não tenho qualquer dúvida de que o pior que lhe pode acontecer é um dia ser comentador do “Jornal das 21” da Sic Notícias, apresentado pelo Mário Crespo.
















sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

repto ao dr. macedo vieira


O tempo encarregou-se de apaziguar os ânimos, mas para muitos funcionários da Câmara, aquele dia ficou marcado nas suas vidas como o mais aterrorizante de todos quantos haviam passado na autarquia.Tudo aconteceu há cerca de 5 anos.Macedo Vieira estava extremamente zangado com a forma indigna com que os funcionários, em surdina, se referiam a ele: era o Magala, era o Dr. Zé, era o Sargenor. Enfim! Nomes que não sendo ofensivos da dignidade do autarca, o importunavam na forma de ser autoritária que o caracterizava.Reunido com os seus capangas ficou decidido:Enfiar todos os funcionários no Pavilhão Municipal e espetar um arraial de porrada, de forma a eles nunca mais se meterem com o caudilho.Para o acto solene foram contratados vários seguranças ligados à noite poveira, como o Faísca, o Catricoto, o Jamaica e o Bacalhau, chefiados pela Peixe, essa víbora de maldade.O semblante estampado no rosto de todos os que entravam era de total terror.


Claro que esta história não é verídica. Mas apenas nas intenções. Porque como o leitor pode ver foi aprovado em reunião de Câmara chamar todos os funcionários ao Pavilhão Municipal.Quais as intenções? Populistas com toda a certeza.


Por este motivo quero lançar um repto ao Dr. Macedo Vieira (com o devido respeito pelo de Aires Pereira que continua em vigor), um poveiro de Beiriz que sente a cidade como se ela fosse dele, impoluto porque não poluído, apesar de se banhar nas águas das praias, conhecedor da realidade social das suas gentes, apesar de não cumprimentar ninguém:


Dr. Macedo Vieira!


Desafio V. Exª a publicar no site da Câmara todas as actas de reuniões desde que tomou posse em 1994.


Seria um contributo inestimável para se elaborar a história da destruição da Póvoa de Varzim.


E com este post quero dar início a uma semana em que se vão revelar algumas curiosidades da política poveira, toda ela cozinhada em reuniões de Câmara.





que bolachada!


Estava eu a ouvir “My October Symphony” quando se me apoderou uma vontade de ir ao Bar da Praia, local que, à semelhança de muitos poveiros, abandonei por falta de condições para um atendimento minimamente aceitável.
De recordar aos poveiros que o Bar da Praia constitui, nesta altura, um mamarracho que combina o que de pior existe em hotelaria com as salmonelas que banham docemente a costa poveira.
É impossível ficar indiferente.
Muito bem. Estava na hora de revisitar o dito.
Já acautelado com os preços exorbitantes lá praticados, preveni-me com o velho pacote de bolachas de baunilha, o qual associado a um “perna de pau”, que lá tem preço tabelado, constitui basicamente o denominado “bolo de bolacha”, em minha modesta opinião.
A crise económica não está para menos. É necessário poupar.
É sempre o povo que tem de poupar e eu faço parte do povo.
Não sou um proletário como o Karl Marx Queiroz, o Tocado da Costa ou o Aurora Cunha Machado, para além de outros da CDU, mas sou poupado.
Aliás, pensei imediatamente nos casos de Macedo Vieira e Aires Pereira.
São para mim uma referência.
Não é qualquer homem que consegue enriquecer à custa do engano de milhares de poveiros.
Temos de lhes dar mérito.
Os poveiros, no caso de Macedo Vieira, já são enganados há 14 anos e pelo Aires Pereira há 18. É verdade pá! Tu quando nasceste já o Aires Pereira lá estava. É incrível a forma como o povo se deixa manipular.
Ainda me lembro de ambos:
Aires Pereira, quando entrou para vereador em 1990, também comia bolachas de baunilha e pernas de pau e agora é um homem rico.
E Macedo Vieira não é muito diferente.
Ambos com as suas quintas, os seus apartamentos, os seus automóveis, as suas gordas contas bancárias, as suas aplicações financeiras, em nome próprio e de terceiros, constituem, para qualquer defunto* que se preze, um exemplo a seguir.
A diferença entre ricos e pobres está na habilidade para enriquecer.
Não existem aqueles que ficam contentes só por o filho ou a filha terem conseguido o emprego na Câmara, que passam a endeusar os referidos só porque viram o descendente supostamente a realizar-se profissionalmente, mesmo que à custa do talento de outros que foram preteridos?Quem quiser que se safe, já diz o meu amigo Caveira.
E aqueles outros que sabem que a filha está a ser vítima de assédio sexual do Kalisto e nem por isso se importam.
Há gente que se sente rica com pouco. E depois andam aí a bajular os parasitas autárquicos, como foi o caso daquele que se apelidou de socialista e veio para o Comércio da Póvoa dizer que votaria em Macedo Vieira, um tal de Rodgério Samora Machel, ou coisa que o valha. Coitado! Até me disseram que ele estava meio gagá, mas eu não acreditei, sempre com a minha boa fé.
Esses nunca hão-de ser ricos, apenas porque não o merecem.
Ficar rico, como político, exige talento, mesmo que esse talento não seja notório.
As mesas de voto falam por si.
Munido das minhas bolachas lá fui para o bar da praia.
Ainda encontrei o Jaiminho pelo caminho.
Eh Tony pá. És o gaijo mais verde da Póvoa, pá!
Verde é a tua prima lambedor. Verde porquê pá?
Num andas de carro meu. És o único gaijo da Póvoa que num anda de carro. Assim dás prejuízo ao Macedo Vieira, meu, e ao Jacinto dos Talhos!
Vai trabalhar malandro! Disse-lhe eu antes que lhe espetasse duas bolachas.
Chegado ao destino dou com o nariz na porta, em sentido lato, ou seja, encostei o nariz à porta. Nas redondezas só vi três gajas escarranchadas das pernas. Pensei que deveriam ser chinesas.
Nem vivalma! Do tão falado bacalhau da Noruega de Guimarães nem sinal.
Ainda estive para bater palmas, no velho estilo manuelino, agora que uns palhaços tiveram a ideia de ressuscitar o espírito……
FECHADO PARA FÉRIAS DO PESSOAL.
REABRE DIA 30 DE NOVEMBRO.
Este energúmeno agora dá férias. O esganado! Pensei eu.
Regressei. No caminho encontro o Recoveiro.
Recoveiro! Está fechado o bar?
Está fechado meu menino. Foi a ASAE que veio aí fazer uma fiscalização.
Agora percebi. Finalmente alguém deu ouvidos ao que aqui se escreve.
Ainda estive para ir ver a segunda parte do Varzim-Olhanense, mas tive medo de cometer um assassinato via Internet na pessoa do treinador Luís Diamantino Miranda, um feliz exemplo de que a mediocridade é paga a peso de ouro.

* "Defunto" no sentido de "mortal", acho eu.

sou o herói da póvoa


o caso povoaonline/povoaoffline
71 (59%)

a renúncia ao mandato como autarca do Arquitecto Silva Garcia
16 (13%)

a absolvição de Ilídio Pereira e Silva Garcia das queixas-crime
3 (2%)

o tabu de Macedo Vieira quanto à sua recandidatura
2 (1%)

a inauguração da Avenida Mouzinho de Albuquerque
10 (8%)

a notícia de que “Vem Aí o Garrett”.
18 (15%)

Votos até o momento: 120 Enquete encerrada
Num ano em que o acontecimento mais relevante da cidade foi, considerado pelos leitores do blogue, o fecho e consequente abertura dos blogues povoaonline/povoaoffline, é eloquente quanto à pobreza de eventos que caracterizaram os passados 12 meses.

De facto a Póvoa de Varzim atravessa um dos mais negros períodos da sua história.

Nada de particularmente relevante acontece. Não há cinema, não há teatro, não há exposições, em suma, não existe uma política cultural planeada. Tudo é realizado “às três pancadas”, resultado de situações que são criadas por promotores de eventos e não pelo Departamento Cultural da autarquia.

O próprio Presidente da Câmara atravessa o seu mais crítico período. Não há café, esquina, bar, restaurante onde não se critique aberta e frontalmente a mediocridade dos seus pseudo projectos.

Veja-se a remodelação da Avenida Mouzinho de Albuquerque que o próprio caracterizou como a “Obra do Século” com um planeamento de engenharia só ao alcance de alguns, tanto assim que vários presidentes de Câmara já lhe tinham pedido a receita, como quem faz rabanadas e depois entrega o produto à Beneficiente, no montante de 500 Euros e agenda uma cerimónia solene para entrega do dito valor. Camelos!

Pois a obra da Avenida apenas obteve 10 votos correspondentes a 8% da sondagem. Isso revela a importância diminuta que os poveiros atribuíram à sua remodelação que, como todos sabemos, arde de vazia, vindo agora o Macedo Vieira todo preocupado com o facto de o Governo não ter pago ao empreiteiro. Eh eh eh!

Oh pá, eles que deixassem a FDO ganhar aquilo como estava planeado e como era natural com a Providência Cautelar. Eh eh eh!

Os da FDO é que se riem agora. Mijam-se de tanto rir.

Tudo isto é tão ridículo que eles fazem de uma obra que deveria estar pronta desde sempre, o Cine-Teatro Garrett, como uma das mais importantes do corrente ano 2009.

Até já o anunciaram, pela décima vez. Só que o Tribunal de Contas não despacha aquilo. Pois. Tudo o que é concurso público desta Câmara cheira a ajuste directo. Ou melhor, despacharam mas para a Câmara rectificar. Dr. Macedo Vieira, eu sei que consigo rolam cabeças e desta vez alguma tem que rolar, nem que seja a sua. E tem que por mão nisto pá. De uma vez por todas.

Vai-te embora Sócrates! Tu mais o teu ajuste directo, deve pensar Macedo Vieira.

Mas os poveiros confiam no “Vem Aí o Garrett” e cotaram-no como o segundo evento mais importante de 2008 com 18 votos e 15%. Que nem foi evento nenhum. Eh eh eh!

Isto é uma demonstração salutar do bom humor poveiro. Entendam: o “Vem Aí o Garrett” que não veio, foi o segundo mais importante evento do ano 2008.

Só para rir. Até o Bertinho "Raia Seca" se ri.

Pena que o Arquitecto Garcia tenha renunciado ao seu mandato. Incapacidade para fazer política como todos nós, cidadãos, a entendemos: falsa, desonesta, traidora, de compadrios, de nepotismos, de facadas nas costas. Tudo atributos que não se enquadram na personalidade do vereador desistente.

Pois é. De pouco lhe valeu o teatro, porque os poveiros apenas lhe deram a importância de um terceiro lugar no ranking, com 16 votos e 13%. Foram os socialistas da Póvoa, alguns, que votaram nele. Apenas.

E eis que chego eu. O herói do ano. Primeira página de vários jornais, duas vezes no Público com entrevista exclusiva levada a cabo por João Pedro Pereira, notícia de abertura da TSF, notícia em todas as televisões, milhares de citações em páginas da internet, alvo de estudos doutrinários.

Porquê? Porque a tive a coragem de fazer aquilo que poucos teriam: reagir ao fecho de um blogue com a abertura de outro.

E depois novamente com o fecho do povoaoffline, em que os documentos davam conta de um processo-crime.

É preciso estar muito consciente do que se escreve, é preciso ter informações fidedignas, é preciso ter credibilidade para aguentar uma escrita durante anos, sem vacilar, sem fuga de leitores e com constante aumento de audiência.

Sinto que o fim se aproxima, mas será porque eu quero e não por vontade de um qualquer general fascista.





















quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

varzim s. c.


Notícias preocupantes vindas dos varzinistas.












a paz do ferraz



Antão Ferraz? Grande encontro esse o da paz?


Nem me fales Magala. Tá difícil organizar estas coisas.


Porquê Ferraz?


Só participam homens. O ano passado fomos todos de mão dada.


Quem Ferraz?


Eu, o Tinho Trinca Espinhas, o Salmonela, o Falcão. Até o Bacalhau queria entrar, mas aí o Tinho gritou: já tem homem que chegue.


Antão este ano num há mulherio?


Tá difícil. Já arranjamos umas pombas pra largar, mas o resto é um deserto.


Fazes uns quadros cum gajas nuas e expões prá malta ficar contente.


Boa ideia Magala. Como é que te foste lembrar dessa ideia?


TOC! TOC!


Entra.


Bom dia Magala. Bom dia Ferraz!


Antão Rambo? Vens triste meu?


Os gajos do Comércio Ao Ar Livre puseram-se em bicos de pé e eu tive que tomar providências.

O que fizeste Rambo?


Pus o Kilores à porta da Ourivesaria Mil Ases durante um dia. O moço nem saiu da ourivesaria, borrado de medo.


Boa ideia Rambo. O Kilores é marca pistola.


Antão Ferraz ao que vieste?


Vim ao subsídio.


Também tu!


Calma Rambo. Até é bom que o Ferraz venha com a paz, agora que estamos em guerra com o Garcia e os blogues. Assim enganamos o pessoal.


Boa ideia Magala. Como é que te foste lembrar desta ideia.


Como é? Vais de mão dada?


Num sou gajo pra isso.

Vai tu.


Eu? Num tem mulheres aquilo.


Leva a tua.


E tu? Levas a tua?


A minha está a fazer o comer.


Também mandas pelo telemóvel?


Não.


Ferraz é o último subsídio que levas meu. Vamos apertar o cinto.


Porquê Magala? O Garcia anda a chatear?


E de que maneira!
Vai à tua vida Ferraz e muita paz. Fosga-se!

vem aí o garrett!


Afinal a obra mais aguardada do século que se avizinha não foi aprovada pelo Tribunal de Contas.

Falo do “Vem Aí o Garrett”. Na realidade, parece tratar-se de mais uma obra maldiçoada da era Macedo Vieira, a juntar à Via B que teve uma obra de arte extremamente original e à obra da Avenida que para além das várias contingências, acabou por se tornar um “elefante branco”, dada a pouca adesão dos poveiros à ideia de meter o automóvel no túnel.

Instado a pronunciar-se sobre as quesões colocadas pelo Tribunal de Contas, Macedo Vieira respondeu com a forma ardilosa que o caracteriza, comparando-se a Paulo Bento:

“Estou mais preocupado com a situação financeira do país.”

Muito bem. É com homens destes que Barack Obama pode contar para tornar este mundo melhor.














yazalde no rio ave

Confirmando-se a notícia avançada ontem pela Rádio Mar, Yazalde, avançado que se transferiu do Varzim para o Sp. Braga no final do mês de Dezembro, vai ser emprestado ao Rio Ave até ao final da época, encontrando assim um clube onde poderá ganhar experiência na Liga principal de futebol.

Faço um apelo ao Dr. Macedo Vieira:

Dr. Macedo Vieira, você que é um homem sensato, pensador, gestor, administrador, por favor ponha mão nisto pá.




quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

completo abandono


Foi das ideias mais brilhantes que algum ser humano poderia ter.

Quando em 1994 Macedo Vieira assumiu a Presidência da Câmara Municipal, após uma campanha eleitoral completamente desastrosa que quase conduziu à vitória do CDS que, na época, apresentou Augusto Boucinha como candidato, ninguém imaginava que a sua primeira medida, como autarca, fosse a remodelação da marginal da Póvoa de Varzim.

Ainda me recordo das palavras que publicamente repetia:

“Sou o cirurgião da cidade”

“Vou tornar a Póvoa de Varzim uma terra com turismo de qualidade”

“O facto de ter sido cirurgião dá-me o know how”

Dando concretização a este discurso, Macedo Vieira levou a cabo a “obra do século”, epíteto que viria a ser destronado pela construção da via B que passou, essa sim segundo o próprio, a ser a tal obra centenária, até porque muitos haviam tentado e só ele havia conseguido.

Só nunca descobri quem foram os outros.

Se o leitor tentar recordar o aspecto que possuía a marginal, como Manuel Vaz a deixou, será conduzido a pensar como eu:

Como é que o homem se foi lembrar de fazer o dito arranjo?

Após 14 anos e muita despesa supérflua com viagens para o Brasil, com investimentos pouco sucedidos como a Varzim Lazer, com “obras de arte” de gosto mais que duvidoso em rotundas, a que assistimos?

Ao total abandono do património poveiro.

É o caso da foto, é o edifício da Varzim Lazer, é o chafariz em frente ao Casino todo borrado de excremento de pomba, são as ruas adjacentes à Av. Mouzinho de Albuquerque, é a areia da praia já repleta de lixo, etc.

Todos os poveiros já têm noção de que a Câmara está completamente falida.

Dois sinais evidentes da péssima situação financeira da autarquia revelam-se com as obras da avenida Mouzinho e com as do Museu:


1- Parece que o cónego Melo já entrou com o processo de beatificação de Macedo Vieira na Santa Sé, ele que acaba de conseguir o "milagre" de fazer as ditas obras sem gastar um cêntimo. Claro! O poveiro é que a vai pagar quando meter o carro no túnel.


2- A empresa que vai proceder à remodelação do Museu é a mesma que apoia a equipa de ciclismo. A Câmara apoia o ciclismo em 10%, cerca de cem mil euros, a obra custa 60% do preço de concurso, cerca de seiscentos mil euros, a equipa custa um milhão de euros, o preço levado a concurso em um milhão de euros se cifra. É muita conta certa. Nem o Guterres faria tão direitinho.


Os sinais de total degradação estão à vista.





insuperável contradição


Não estão apuradas as razões mas é certo que Macedo Vieira tem revelado pouco à vontade em público. As recentes aparições revelam um homem tímido, calado e com semblante carregado, pouco adequado ao estatuto de candidato que o próprio teima em não interiorizar.

Estou convencido que o tão falado “estudo de opinião” revelou um resultado muito pouco favorável às aspirações de Macedo Vieira em se recandidatar. Por esse motivo, o seu resultado nunca foi tornado público.

Macedo Vieira tem, desta forma, o prémio pela desastrosa gestão de 16 anos, em que na qualidade de líder do Município poveiro pouco mais ofereceu aos cidadãos do que obras de fachada, todas baseadas em toneladas de cimento.

Com elevado grau de certeza se pode dizer:

A Póvoa de Varzim na era Macedo Vieira tornou-se uma cidade feia, cinzenta e falida na sua economia.

Na última entrevista revela uma contradição insuperável:

Está à espera de um "estudo de opinião" para saber o que os poveiros pensam da sua candidatura, mas mais à frente vem dizer que tem certezas quanto ao sucesso da sua gestão e respectiva aceitação pelos cidadãos.

estudo de opinião


capital de confiança



Em que ficamos?

Poupe o dinheiro do “estudo de opinião” Macedo Vieira.













terça-feira, 20 de janeiro de 2009

barack obama-fleet foxes




Barack Obama:




Quem tem uma banda, como os americanos Fleet Foxes, a apoiá-lo merece toda a sorte do mundo.