quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

muito fraquinhos (parte 3)

carlos lopes


Do Bloco de Esquerda da Póvoa de Varzim sabe-se que é uma coisa desgarrada, sem qualquer estrutura doutrinária, sem qualquer programa de acção, sem militantes, sem simpatizantes, sem inimigos até.

O seu (aparente) líder chega até a merecer alguma simpatia por parte de Macedo Vieira que vê nele um tipo inofensivo, quer porque não diz nada que afecte a sossegada caminhada do autarca déspota, quer porque sabe que a representatividade do grupelho é nula na cidade.

Independentemente destes aspectos, gostaria de poder escrever que o Bloco de Esquerda ao longo dos últimos 3 anos até foi uma força interventiva, participante, crítica do poder estabelecido, mas seria desonesto para com os meus leitores afirmar uma mentira desse calibre.

O Bloco de Esquerda foi zero. Como foi o CDS e a CDU, salvaguardando as inevitáveis diferenças históricas de intervenção local.

Leiam o que o seu chefe, o carismático Rocha Pereira, disse a um jornal local sobre a preparação das autárquicas:


Está tudo dito sobre a inexistente estratégia de preparação do partido.

Mas, em 2005 eles conseguiram 764 votos.

Com os votos do Bloco de Esquerda o Partido Socialista da Póvoa, cujo candidato foi o Arquitecto Garcia, obteria um quarto vereador, o que representaria o total estremecimento dos alicerces há muito tempo montados por Macedo e Aires.

O leitor sabia que por cada voto obtido os partidos políticos recebem do Estado 3,16 Euros? Leia aqui.

Pois o Bloco de Esquerda da Póvoa de Varzim recebeu 2 292 Euros, o que deixou revoltado Macedo Vieira que sempre pensou, mas não disse publicamente, que esse dinheirinho fazia falta para o seu próximo objectivo local que é “dedicar-se às pessoas”.

O que fez Rocha Pereira com esse dinheiro?

Foi para o café Torreão comer natinhas com canela e meias de leite.

Como entretanto o dinheiro acabou… …

… …aí o temos.















quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

da póvoa de varzim




Uma dezena de viaturas danificadas em assalto em Aver-o-mar.
Os “amigos do alheio” visitaram anteontem de madrugada uma garagem de um prédio na junção da Rua 27 de Fevereiro com a Rua Lacerda Lobo, em Aver-o-mar e assaltaram uma dezena de viaturas.
O assalto foi de pouca monta. Os danos materiais nas viaturas foram avultados, segundo fonte policial, que adiantou que foram apenas roubadas moedas do interior das viaturas.
Este tipo de assalto é comum.
Os assaltantes partem o vidro ventilador para deitar mão a qualquer objecto que se encontre dentro da viatura.
Neste caso, apenas em 2 dos carros foi furtado do seu interior uma pequena quantia em moedas.

Nota minha: Assaltaram uma dezena de viaturas mas só duas... …!


2009-02-18


Loja da Grupótica assaltada de madrugada
A loja da Grupótica sita na Rua da Alegria, perto da igreja de S. José na Póvoa de Varzim, foi assaltada esta madrugada, por volta das 3h30.
Os ladrões partiram o vidro da porta e usaram um pé-de-cabra para forçar a entrada.
Num ápice roubaram uma série de óculos de sol de marcas conceituadas e caras.
O alerta para a polícia (que minutos antes fizera uma ronda pelo local) terá sido dado por vizinhos, que ouviram o barulho do alarme e o estilhaçar do vidro da porta de entrada na loja.
O estabelecimento existe há 20 anos. É a primeira vez que é assaltado.
Os prejuízos são avultados, estando ainda por contabilizar.

Nota minha: A Grupótica que ponha no exterior do estabelecimento uma máquina automática de tirar café. A PSP passa lá a noite.

2009-02-17


Programa para pagar dívidas contempla câmaras vizinhas
Já foi dada “luz verde” por parte da Administração Central: as câmaras municipais da Póvoa e Vila do Conde estão entre as contempladas com as verbas do Programa de Regularização Extraordinário de Dívidas.
O montante global é de 415 milhõs de euros e envolve 69 autarquias.
A Póvoa de Varzim vai receber 5 milhões e 289 mil euros.
Vila do Conde tem direito a 9 milhões e 900 mil euros.
Este programa extraordinário para regularizar dívidas foi criado em finais do ano passado para combater a falta de financiamento resultante da actual crise.
O desembolso do capital a disponibilizar aos municípios só poderá ser feito cinco dias após a obtenção do visto por parte do Tribunal de Contas.


Lanço não um, mas dois apelos ao Macedo Vieira:


1- Você tem que pôr mão nisto, pá!

2- Use esse dinheirinho nas instituições e associações suas amigas. Estão aí as autárquicas e só vejo a sua vida a andar para trás.









golpe de teatro em plenas correntes d'escritas


Já todos os poveiros estão conscientes da grave situação financeira em que se encontra esse “monstro sem cabeça” que se chama Varzim Lazer.

A Varzim Lazer, no fundo, é apenas um retrato da situação financeira da Câmara Municipal que, como todos sabemos, está no limite da falência.

E não venham com o argumento dos “grandes investimentos em infra-estruturas” e “obras emblemáticas e do século”, deste e do outro, porque a Câmara Municipal não tem investido um único cêntimo.

Só para dar dois exemplos:

A Av. Mouzinho está a ser construída com dinheiro do empreiteiro, o qual espera ser reembolsado com o tarifário de estacionamento a ser cobrado no túnel.

Na realidade, quem vai pagar a obra é você que está a ler este texto.

A reestruturação da Praça do Almada foi toda ela comparticipada pelo desgraçado do Fundo de Turismo que anda a dar dinheiro dos contribuintes para obras supérfluas.

Mas voltando à Varzim Lazer, temos que aceitar que “já se nota o dedo do camarada Afonso Oliveira”, tido por todos, principalmente pela Várcia Mara, como um vereador afável, seja lá o que isso for.

E não é que o camarada Afonso fez o impensável, tal qual o camarada Macedo Vieira no seu primeiro mandato quando fez o arranjo da marginal:

Entregou a gestão da Academia de Ténis a uma empresa privada, pelo prazo de um ano para ver se corre bem, ou como disse o camarada Macedo: “este contrato é um insaio”.

Com esta atitude poveiros que lá trabalhavam há muitos anos foram remetidos para o desemprego. Para quê?

Para entregar três dos cinco courts de ténis a essa empresa que irá cobrar o triplo do que se pagava antes.

Mas o mais caricato é que foi organizado um torneio de ténis.

Quem esteve por trás desse torneio?

Um familiar do camarada Macedo Vieira, ele também camarada do camarada PSD de Vila do Conde, um tal Pedro Soares.

Porém, aqui temos de estar do lado do camarada Macedo Vieira.

Não é ele que tem o pelouro do desporto e, como tal, não tinha conhecimento da organização desse torneio, porque se soubesse nunca teria permitido, ele que é contra o nepotismo. Leia AQUI.

Veja como colocámos a foto de apresentação AQUI.


E repare na foto de apresentação do torneio. Ele nem estava lá! O homem não sabia de nada.


O mesmo se passou no caso do camarada Tone.

O camarada Macedo Vieira estava no Rio de Janeiro quando o camarada Tone deu as cinco faltas injustificadas.

Quando foram todos a julgamento, do qual resultou a condenação do camarada Tone e do camarada PSD de Aires Pereira, o camarada Macedo Vieira nem foi denunciado, porque toda a gente acreditou que ele não sabia de nada.

O leitor acredita?

Na semana em que a Póvoa de Varzim é a capital do teatro, isto é o que se chama um golpe de teatro.







adeus qimonda!


Depois de a Qimonda ter cumprido as obrigações para com os trabalhadores relativamente aos prémios de produtividade obtidos até Dezembro de 2008, tudo aponta para que as portas encerrem definitivamente.

Não seria um gesto de boa educação encerrar com dívidas pendentes.

Penso que todos estão conscientes do significado desta atitude da administração da empresa.

Tudo o que se possa dizer noutro sentido não passa de ilusão lançada para os cérebros das centenas de trabalhadores que, mais do que nunca, devem sentir extrema preocupação.

Nem as recentes notícias vindas a público sobre o interesse de um investidor chinês abala a convicção acima exposta.

Ao que tudo indica esse investidor chinês será o mesmo que em tempos demonstrou interesse na compra do Benfica, destronando a proposta do entretanto falido Berardo, mas salvo com o dinheiro dos contribuintes via torneira do governo, que mais uma vez expôs todas as fragilidades no que diz respeito a sancionar ladrões e vigaristas.

Onde está esse chinês?

A minha enorme solidariedade para com todos os trabalhadores que se vêm a braços com o despedimento, aqui incluídos os da Qimonda.













preparados para o carnaval?


Num país a sério a próxima segunda-feira, noite de Carnaval, deveria servir para as autoridades policiais efectuarem uma visita às festas do HIT e do Budha na Póvoa de Varzim, a fim de se inteirarem da facilidade com que o ecstasy circula fora e dentro dos espaços.

Os sinais deixados na última passagem de ano, como o elevado número de garrafinhas de água, deveriam ter sido tomadas em consideração.

Acredito, no entanto, que a maioria das polícias esteja de folga nessa noite. Afinal de contas é Carnaval e ninguém leva a mal.




terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

câmara da póvoa de varzim falida


Ele já o disse publicamente: O próximo Presidente da Câmara vai ter de se dedicar às pessoas.

As verdadeiras razões para a existência desta sublime frase são escondidas aos poveiros.

Recuemos no tempo.

Quando em 1994 Macedo Vieira assumiu a Presidência da Câmara da Póvoa de Varzim, existiam nos cofres da autarquia 3 milhões de contos, cerca de 15 milhões de euros.

Dinheiro herdado da gestão inócua de Manuel Vaz, o qual só pensava em receber prendas e, por via disso, colocava de lado a concretização dos projectos pendentes na autarquia.

Veja-se o caso da Via B que o Macedo se gabava de ser obra dele, mas já se encontrava projectada há 25 anos, como aqui foi denunciado e acabou por o reconhecer publicamente, como era sua obrigação, aliás.

Com estes 3 milhões de contos Macedo e companhia trataram de projectar uma “mega gastadeira”.

Fizeram o arranjo da marginal e, com o que sobrou, toca a viajar, de preferência para o Rio de Janeiro e São Paulo, bem como para Toronto, onde conheceu Tony Vieira, para mal dos seus pecados.

Depois do dinheiro gasto veio o endividamento.

Progressivo e contínuo.

Lembrem-se dos gastos sumptuosos na Varzim Lazer, com automóvel para o Tone, cartão de crédito, telemóvel, gasolina, tudo à custa do erário público. Ainda por cima aproveitava a "gota" para ir trabalhar para Caminha, em regime de avença.
Ele e Aires acabariam por ser condenados pelo crime de abuso de poder, mas se um foi obrigado por lei a ir embora (o Tone) o outro não teve coragem para pedir a demissão, como lhe competia (Aires), se fosse um político sério.

Depois vinham as senhas de presença que Macedo não prescindia de receber, mesmo sabendo que não comparecia às reuniões e, por via disso, não tinha direito ao seu valor.

Veja-se o Relatório do Tribunal de Contas sobre as empresas municipais, em particular a Varzim Lazer, onde se pode ler “preto no branco” que não existem comprovativos de que as "senhas de presença" correspondessem efectivamente a reuniões entre os administradores.

E realmente é de perguntar:

A que título é que o Macedo haveria de estar numa reunião se era o Tone que tratava de tudo, levando o bolo já pronto para ele dar a trincada, ou seja, assinar em branco?

Face ao desleixo e negligência da administração acabou por surgir, de forma natural, a alteração das actas pelo Tone, em proveito próprio e de terceiros da sua confiança, como foi o caso da entrada da sobrinha.

A acrescentar a isto veio a atribuição indiscriminada de verbas a associações governadas por gente que, com o pretexto de servir um "interesse público", mais não faziam do enriquecer pessoalmente.Veja-se o caso do Tone Pereira, do Fé Neca, do Pinto da Costa do Bairro Sul, etc, etc.

Até o Xou di Bola se meteu lá para Belém.

Neste momento a Câmara da Póvoa de Varzim deve 14 milhões de contos e não tem meios para liquidar uma quantia que é escandalosa, a todos os títulos. Que o digam os diversos fornecedores que se encontram há longos meses a arder. Nem o cheiro do dinheiro sentem.

Por este motivo é que eles estão a dar de caução a cidade, obrigando as famílias poveiras a suportar os seus “comportamentos desviantes”, em termos financeiros, é claro.

Depois vem a política baixa:

Com as obras da Avenida Mouzinho pretende-se passar a mensagem que a autarquia não gasta um cêntimo.

A empresa construtora assumiria, supostamente, todo o financiamento.

Mais as lamúrias de Aires de que a autarquia estaria a fazer um grande esforço financeiro.Esforço esse que se estenderia à Monte Adriano que, coitada, havia conseguido adiantar a obra em 3 meses.

Desenganem-se poveiros!

Quem vai pagar essa obra somos todos nós, através da cobrança de estacionamento, quer no Parque subterrâneo, quer no exterior.

Ou o leitor pensa que a empresa, ligada ao PSD, que já comprou a concessão à Monte Adriano vai permitir estacionamentos arbitrários em qualquer lado da cidade?

A perseguição ao automobilista vai ser incansável.

Todos vão ser obrigados a enfiar o carro no Parque subterrâneo.










segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

imprensa local fraca


Os resultados da recente sondagem realizada pela Rádio Onda Viva deveriam deixar o Dr. Macedo Vieira e seus pares bastante preocupados.

Ao contrário da maioria dos poveiros, nós temos outra leitura desses números publicados por dois jornais locais, o que pode constituir uma tentativa concertada de assassinar politicamente o Dr. Macedo Vieira.

Repare-se, desde logo, nas empresas que estão por trás da sondagem: A Rádio Onda Viva que nutre um sentimento de indiferença para com o trabalho do Presidente da Câmara, e a DOMP um empresa de sondagens que já nas eleições de 2005 havia induzido em erro Macedo Vieira, quando em outra publicada antes das eleições não atribuía qualquer vereador ao PS.

Depois foi o que se viu. O PS elegeu 3 e com os votos do Bloco de Esquerda, em número de meia dúzia de centenas, elegeria um quarto vereador, o que criaria uma crise sem precedentes na Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

Em nossa opinião, esta sondagem tem essa finalidade:

Desmoralizar politicamente o Dr. Macedo Vieira, homem que tem para este mandato a concretização das grandes obras deste século e do outro, como todos já reconheceram.

Mas esta sondagem não surge por acaso.Vem numa altura em que já se notam alguma querelas entre os quadros do PSD.

É certo, por exemplo, que Aires Pereira não tem perfil, nem traquejo técnico para algum dia vir a ser Presidente da Câmara. Ele tem consciência disso, mais ainda após a sua condenação em crime de abuso de poder.

Neste sentido necessita de encontrar urgentemente um nome consensual entre os poveiros, uma figura de prestígio, com perfil, que goze da simpatia da maioria.

Não vai ser tarefa fácil.

Por outro lado, Macedo Vieira quer abandonar o cargo até porque se avizinha a construção do novo hospital, local onde ele pretende acabar os seus dias.

No entanto, é sua intenção encontrar um sucessor da sua confiança para garantir aquele desiderato.

É aqui que Aires Pereira e Macedo Vieira entram em rota de colisão.

Ora esta sondagem visa tirar o tapete a Macedo Vieira, com o conluio do Comércio da Póvoa, do Director do Voz da Póvoa, Artur Queiroz, e do Póvoa Semanário.

Vejamos como:

Se o leitor analisar os números das eleições autárquicas de 2005, o que pode fazer AQUI, verificará o seguinte:

No concelho da Póvoa de Varzim existem cerca de 52 244 eleitores inscritos.

Desses, 40%, cerca de 21 000 eleitores, não votou, ou seja, nem sequer compareceu no acto eleitoral.

21 000 poveiros não votaram em 2005.

Dos que votaram, quase 9 000 votos foram para o PS.

Estes são os dados que interessam a Macedo Vieira e que nós estamos aqui para o ajudar a compreender.

Analisemos agora os resultados da sondagem publicada há dias.

Verifica-se que 51% dos poveiros, ou seja cerca de 26 644, não sabe em quem votar, não respondeu à sondagem ou simplesmente não votaria.

Isto é muito grave e alguém deve ser responsabilizado.

Significa, antes de mais, que as obras emblemáticas do quarto mandato de Macedo Vieira e o melhor, segundo o próprio, como a Via B, a Obra da Avenida Mouzinho, a Praça do Almada, o Parque da Cidade, o saneamento e o Garrett, não estão a ter o impacto desejado entre a população, ou seja, os poveiros estão a reagir com grande indiferença à figura e ao trabalho de Macedo Vieira.

Como é isto possível, quando todos sabemos que a cidade está esventrada de lés a lés, que as promessas de criação de emprego se multiplicam, que a água do mar será a mais limpa do norte de Portugal, que as ruas não terão lixo?

Estamos desconfiados de querem fazer a cama ao Dr. Macedo Vieira.

Forças ocultas e insuspeitas trabalham nesse sentido.

Dr. Macedo Vieira, dirigimo-nos ao senhor:

Cuidado com as companhias!

Estamos convictos de que a imprensa está manobrada para queimar a figura do Dr. Macedo Vieira, de forma a o empurrar do lugar que ocupa.

Só desta forma se pode entender esta sondagem que revela que o trabalho que está a ser feito não está a chegar à população, isto é, os poveiros não sabem que existem todas as obras acima referidas.

É tempo de encontrar culpados para esta situação. Eles existem.

Resumem-se à imprensa local que não tem sabido dar eco à mensagem do Dr. Macedo Vieira, quer porque estão todos do lado de Aires Pereira, quer porque não têm qualidade suficiente para interpretar as ideias e os projectos do Presidente da Câmara.

Analisemos os jornais um a um:

Diga-se, desde já, que é um erro de palmatória ter procedido criminalmente contra o Arquitecto Silva Garcia, com julgamento marcado para 25 de Setembro de 2007, no Tribunal da Póvoa. São queixosos nesse processo Macedo Vieira e Aires Pereira.

O processo não tem “ponta por onde se lhe pegue”. Não existe matéria criminal.

Silva Garcia vai ser absolvido e vai ser aclamado pelo povo como um herói.

Para além disso, vai captar as atenções da imprensa nacional de referência, jornais, rádios e televisões de todo o país irão acompanhar o desenrolar do julgamento.

Alguém aconselhou mal o Dr. Macedo Vieira, ou pretendeu enganá-lo.

Por outro lado, vejam-se as constantes referências que Artur Queiroz faz a Silva Garcia, no Voz da Póvoa.

Essa conduta só lhe dá a visibilidade pública que ele nunca havia conseguido antes, tornando-o num mártir às mãos de um estalinista vendido ao capital, que veste colarinho branco por baixo da farda comunista.

Nem tudo, porém, corre mal a Macedo Vieira.

Sabendo que Marques Mendes, seu candidato à liderança do PSD (leia AQUI), se encontrava neste último Domingo na Madeira, Macedo Vieira recusou comparecer à visita que Luis Filipe Menezes fez à Póvoa, estando consciente de que se agisse de outra forma poderia ser apelidado de Alberto João Jardim da Póvoa de Varzim.

Já Aires Pereira não teve qualquer problema em ser fotografado ao lado do Presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, o que denota que, também neste aspecto (eleições para a liderança do PSD), Aires e Macedo não se entendem.

Depois temos o Póvoa Semanário que só tem espaço para Lopes de Castro, esquecendo-se de veicular as notícias que dizem respeito à Câmara Municipal e ao seu Presidente, Dr. Macedo Vieira.

Mesmo quando o faz, é de uma forma desgarrada e algo desinteressada, o que inculca no leitor a ideia de que tudo o que a Câmara promove é de pouco ou nenhum interesse.

Por fim, o Comércio da Póvoa, que sendo um jornal que ainda alberga alguns “vieiristas”, alinhou agora com a Rádio Onda Viva que, como se sabe, tem à sua frente ex-PSD’s inimigos “figadais” de Macedo Vieira.

É esta imprensa local fraca a principal responsável pelos números avançados na sondagem.

Disso não temos qualquer dúvida.

Por tudo isto Dr Macedo Vieira, acreditamos que há uma conspiração contra o senhor.





o simplex e o magalhães

Zé é um homem simples. Nunca perdoou ao Sócrates ter publicitado o “simplex” e não lhe ter agradecido publicamente sabendo de antemão que o simplex era ele.

Zé pertence à geração dos bigodes. Barba não. Mas bigode sim. Barba era muito comunista e Zé não é comunista. Bigode já poderia ter duas interpretações: ou era monárquico ou de esquerda. E Zé era de esquerda. Foi uma coisa que os amigos revolucionários, o Zé Maria e o Quim, lhe meteram na cabeça. Zé queria lá saber disso.

Sou um homem simples, disse ele para o Doro o motorista que o conduzia a mais uma reunião no Porto cujo conteúdo desconhecia.

Eles só de me verem assustam-se num é Doro?

Hum hum! Respondeu Doro.

Zé tinha verdete aos intelectuais. Aqueles que passavam a vida a aparecer na SIC-Notícias, comentando tudo e todos como se fossem reis do mundo.

O país está como está por causa destes gajos, pensava Zé.

Como é que estes gajos ganham a vida? Esta era uma dúvida que assaltava o pensamento do Zé, quase diariamente.

Ao contrário desses, Zé tinha solução para esta crise que atormenta as famílias. Nunca percebeu por que razão Sócrates, Cavaco e até a Leite não lhe telefonaram a pedir a receita milagrosa.

Fabricai euros e dai às pessoas pá! Disse ele exteriorizando a revolta interior.


Zé não sabia o que era o Magalhães. Na última cerimónia em que foi agraciado por uma associação de desocupados Zé pensava que a pequena estatueta que lhe ofereceram era o Magalhães.

Tanto banzé por isto, pensou ele.

Depois um amigo mais esperto é que o esclareceu. Magalhães era um computador.

Antão vão dar um computador às criancinhas? Elas só vão querer ver filmes pornográficos e outras porcarias, exclamou ele para o Quim, homem avisado, bom conselheiro, sensato e de esquerda como o Zé.

Quando vires o Magalhães vais-te apaixonar, disse o Quim.

O quê home?!?! Zé sentiu-se indignado e ofendido na sua imagem de homem viril e machão, o típico português que lança o olho sempre que vê um rabo de saia.

No dia em que recebeu um Magalhães que era destinado à Escola, mas ele desviou, como já havia desviado tantas outras coisas, Zé sentiu-se um garoto, mais garoto do que já era normalmente.

Eh! Eh! Eh! Riu-se duplamente de satisfação. Um brinquedo, em primeiro lugar, de borla em segundo.

Apesar de simples Zé considerava-se genial. Os outros até podiam não achar, mas ele estava-se marimbando para os outros. O povo gostava dele.

Zé, pela calada da noite e quando a mulher já dormia, foi abrir o Magalhães.

Poreiro, poreiro! Disse ele enquanto levantava as mãos num gesto triunfal.

Ora vamos cá pôr: “Mamas grandes”. E ver o que isto dá.

PÁ! O TEU PAI SABE QUE ESTÁS AQUI?

Apareceu no ecran de repente.

Zé borrou-se de medo. Pensou que o tinham apanhado a roubar o Magalhães.

Carago! Nunca me apanharam em nada e apanham-me logo a ver o Magalhães, pensou ele intrigado.

Avançou.

Tchei tanta mama grande. Disse Zé. Eh eh eh! Espectáculo.

Deixa-me ver este vídeo:



Zé adormeceu. Zé é dos tempos em que se ia para a cama às 10 horas da noite. Foi traído pela tradição.

Mas lembrava-se do que tinha visto. Era o que ele sempre tinha sonhado, mas nunca conseguido.

Havias de ver Doro! Aquilo devia ser em Milão.

Hum hum? Respondeu Doro.

Era. Pela cara dela. Ninguém lhe ligava e ela a limpar a motoreta. É só homens sexuais lá em Milão, Doro.

Hum?

Aquilo era bom pra ti que nuca comeste ninguém, eh eh eh!

Também podia ser Tóquio, só que ela num era chinesa, pensou com os seus botões.

Tenho que me dedicar mais às pessoas.

Pensou Zé.



















sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

a póvoa de varzim sabe receber


Se no primeiro mandato do Dr. Macedo Vieira a Póvoa de Varzim foi, por todos, considerada a Capital do Turismo, já no segundo foi considerada a Capital do Desporto, no terceiro a Capital do Lazer e neste quarto e último mandato, segundo os seus adversários dentro do PSD, é a Capital dos Eventos.

Este epíteto “Capital dos Eventos” foi criação de Luís Diamantino, vereador com o pelouro da Cultura, caracterizando assim os dois únicos acontecimentos literários que ocorreram em 2007, a saber: A Correntes D’escritas e a Feira do Livro.

Há quem diga que o lançamento do livro do Zé Azevedo marca um novo rumo na criação literária poveira.

Ainda nada podemos adiantar sobre este assunto.

Apenas podemos acrescentar que Zé Azevedo anda numa azáfama a percorrer as livrarias poveiras, pedindo que o livro seja colocado em plano de destaque nas respectivas montras. Já venderam algum? Pergunta ele com aquele ar bem disposto que o caracteriza.

O que alguns poveiros não saberão é que a Câmara tem promovido, ainda que inconscientemente, os eventos com mais sucesso na cidade, mas a que só alguns têm acesso, ou seja, as cenas de pancadaria que têm ocorrido quase diariamente, entre as 7 e as 8 da manhã, no Largo do Passeio Alegre em frente à discoteca Hit, envolvendo jovens menores completamente embriagados, com a PSP assistindo a tudo, impávida e serena.

Para além das cenas de pugilato, têm ocorrido danos nas portas das residências da Av. Mouzinho que culminaram, recentemente, com o espancamento, quase até à morte, do cidadão holandês que normalmente se sentava em frente à Igreja de S. José.

Alerta para o Dr. Macedo Vieira!

Temos indicações de que os seus adversários internos estão a preparar uma campanha para o desmoralizar politicamente.

Se bem se lembra Dr. Macedo Vieira, há cerca de 8 dias o Comandante Carrondo da Capitania avisou que tinha dado à costa um cachalote em estado de decomposição.

No ano passado, por esta altura, também outro cachalote surgiu nas águas.

Logo em seguida, Dr. Macedo Vieira, surgiram as salmonelas com as consequências de que todos têm conhecimento.

Toda a gente queria a sua cabeça, mas quando viram que era parecido com o Saddham Hussein fugiram.

Agora repare nas águas do mar no auge da sua carreira autárquica, pelos anos de 1997-1998, com essa moça linda a passear nos areais, e atente na foto que o Sr. Celestino, banhista de Guimarães, nos enviou no Domingo.

Dr. Macedo Vieira: a água parece coca-cola amigo. Está negra!

Não temos dúvidas de que o Instituto da Água vai interditar as praias, com o conluio de Aires Pereira e Luís Diamantino. A semana passada já estiveram apenas aceitáveis, como podem ver AQUI.

As culpas irão ser lançadas para cima do senhor.

Telefone já ao André Jordan para atribuir mais um prémio à Póvoa de Varzim.

Prepare entrevistas às rádios e jornais locais para dizer que a ETAR de Apúlia está avariada e que as salmonelas são de Esposende.

Diga também que o Luís Filipe Menezes quer vingança por não lhe ter dado apoio à candidatura no PSD nacional e, como tal, desligou a ETAR de Vila Nova de Gaia, desaguando na Póvoa todas as salmonelas daquela cidade, devido às nortadas de Verão.

Rápido. Salve a sua cabeça.










quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

macedo! macedo! macedo!


Eh! Eh! Eh! Quem meteu aqui este cão, meu?

Como digo no meu estatuto editorial não nos enfeudamos a qualquer partido político, mas porra, uma gaja precisa deles. É ou não é?

Claro que o meu jornal. Bem, meu não. Agora até é mais do Lopenhos do que meu. Como estava a dizer, o meu jornal é independente, mas eu não sou, pá. Nem posso ser. Então e os meus direitos e deveres cívicos? Quer dizer, ia tudo pró maneta, não?

MACEDO! MACEDO!

Eh! Eh! Eh!

Este Macedo dá 10-0 a qualquer um. Venha quem vier pá!

Aparecem estes gajos com a mania que são intelectuais de esquerda, só a dizer mal do criatura, pá. Deixem o homem trabalhar. O homem está a fazer um bom trabalho, discreto sem dúvida, mas que é que os poveiros querem mais, meu?

Praia enorme, acessos poreiros, boa comida, estrangeiros com fartura, água limpa. Tem tudo meus amigos.

Esta obra da avenida é a maior, pá! É preciso andar 40 quilómetros para se ver uma coisa igual. E digo mais: em engenharia do cimento e financeira ninguém bate o Macedo.

Só tenho pena é que homem já esteja velhinho para depois receber o prémio do Instituto do Turismo para a "Obra do Século XXI". Vai sozinho Macedo, pá! Deixa ficar o Aires meu. Ele só te prejudica. Não tem popularidade nenhuma.Tens que começar a controlar o partido, tirar-lhe o tapete, antes que ele o tire a ti, como tirou ao Manel Vaz, meu amigo de tainadas e tertúlias, carago.

Fala com o Kilores. Esse gajo percebe muito de política.

MACEDO! MACEDO!

As bases estão contigo meu. Se o Menezes ganhar tu junta-te logo a ele para ficares com o hospital. Se for o Mendes junta-te ao Mendes. Tens que ser esperto, meu. Não podes andar aí cheio de sono.

Macedo meu, deixa o Varzim correr, não te metas. Só queimas a tua imagem de homem impoluto. Aquilo já deu raia que chegasse. Ninguém se entende. Tu tens que sair por cima. Estás a perceber. Deixa os gajos guerrearem-se meu.

Macedo. És um homem do futebol. Mais, és um senhor do futebol. E não só.

MACEDO! MACEDO!

Quando é que posso passar lá para receber o chequezinho?

Daqui a um mês?

Vais perder as eleições!

Catarina Peste Ana










um medíocre desprezível


"A minha animosidade para com ele nasceu no dia em que o ouvi, por acaso, dizer na rádio que um homem tinha sido assistido prontamente nas piscinas municipais quando eu o vi, durante minutos, inerte, a caminho da morte e sem nenhuma assistência. Desde aí fui assistindo atentamente às suas actividades e ouvindo o que se diz à boca calada."

Estas são palavras de Peliteiro que me inspiraram a escrever as razões pelas quais eu desprezo Macedo Vieira.

Ao contrário de Peliteiro não sinto qualquer animosidade por Macedo Vieira, mas sinto desprezo.

Esse desprezo surgiu num jantar de aniversário de um clube local no Casino da Póvoa. Corria o ano de 1995 e Macedo Vieira havia vencido, milagrosamente, as suas primeiras eleições autárquicas dois anos antes.

A informação veiculada para o público era mínima. Os jornais, se não estou em erro, resumiam-se a dois, o Comércio e o Voz da Póvoa, ambos em profunda crise.

O próprio Macedo Vieira tinha imensas dificuldades em ver a sua imagem na imprensa, algo que ele adora.

Sem nada que o fizesse prever, até porque ainda havia pouco tempo de trabalho de Macedo, o qual como todos se lembram foi gastar o dinheiro herdado de Manuel Vaz na requalificação da Avenida dos Banhos, o que deixou todos os poveiros boquiabertos pelo brilhantismo evidenciado, Macedo Vieira no discurso em que o assunto deveria ser o clube, aproveitou para se atirar à oposição com uma violência que deixou os presentes deveras surpreendidos.

“Energúmenos” “Canalha”, foram epítetos que se ouviram da boca do caudilho.

Desde esse dia a minha opinião sobre Macedo Vieira mudou. Eu que não havia votado nele reforcei esse sentimento.

Nunca me engano.







quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

câmara da póvoa


Segunda-feira, 23 de Julho de 2007.

Sargenor chega ao seu gabinete por volta das 10 horas.

A secretária pergunta-lhe: Toma o pequeno-almoço senhor Sargenor?

O costume, o costume querida. Eh eh eh!

A secretária traz-lhe uma cevada quente e uns biscoitos “light”.

Ei oh! Antão agora num há cimbalino?

O senhor Rambo deu instruções para acabar com bolos, porque fazem mal ao colesterol.

Mas quem é o médico aqui? Eu é que dou instruções ao Rambo. Disse Sargenor profundamente irritado.

Que é isto? Biscoitos “light”?

Sargenor pega no intercomunicador e:

Rambo meu, estás aí?

Nesta altura Rambo dava beijos na cruz que tem ao peito.

Diz Sargenor.

Puseste aqui biscoitos “light” meu?

Temos que racionalizar as despesas, sustentabilizar o orçamento e adequar as contrapartidas.

O quê? Num percebi nada.

Estou aqui a ler o “Manual Autárquico”.

Pronto, pronto. Até logo!

Logo a seguir toca o telefone:TRIIM TRIIM!

Quem é pá?

Sargenor? É o São Bernardo meu.

Onde estás São Bernardo?

Estou aqui a ser julgado na Praça Pública.

Outra vez minguinhos?

Sempre que venho ao Zé Trafulha é isto. Olha! Que marca de vinho achas que leve ao passeio dos velhinhos?

Leva do azedo. Eh eh eh!

Ok. Até logo.

Sargenor puxa dos jornais, enquanto começa a sorver a cevada.

Fosda-se! Cevada é para porcos.

Vê o Diário Económico e faz uma cara feia, apenas porque não entende patavina do que lá vem escrito. Brbrbrbrb! Que nojo! Diz ele.

Vê só a primeira página:

BCP COM “CASH FLOW” NEGATIVO

EH! EH! EH! Aprenderam comigo estes sacanas.

Pega no intercomunicador e liga para Azeite que nesta altura fazia abdominais com as ceroulas que trazia vestidas.

Azeite, Azeite! Estás aí meu?

Azeite respira fundo, dá dois murros no ar e responde:

Paperelplaepépé, sempre pronto chefe.

Oh Azeite meu, o que quer dizer “cash flow”?

Azeite pensa, pensa e repensa.

Paperlapépé, importas-te de repetir a pergunta.

“Cash flow”?

Azeite pega no dicionário de inglês-português e consulta:

Paperlapépé, cash quer dizer dinheiro. Paperlepépé, flow quer dizer voar.

Já sei. Paperlepépé, cash flow é dinheiro voou.

Eh eh eh! Riu Sargenor. Paperlapépé, antão bate certo com a Varzim Lazer. Cash voou.

Poreiro. Poreiro.

Sentindo-se abandonado e triste, Sargenor chama a secretária e pergunta-lhe:

Oh Cristina, ninguém me quer entrevistar?

Até agora não.

Liga aí para a TVI para ver se eles me querem entrevistar.

Passados dois minutos Cristina bate à porta:

TOC TOC!

Entra, entra!

Senhor Sargenor. Da TVI dizem que não o conhecem.

Mal agradecidos, malcriados e má zoquistas!

E a SIC Cristina?

Dois minutos depois a mesma resposta. Ninguém conhece o Sargenor.

Que vida!

Liga para a Porto canal que sempre somos da mesma região.

Três minutos depois Cristina comunica:

Senhor Sargenor. Vão fazer um debate sobre a guerra intestinal no BCP. Se o senhor quiser participar está convidado.

BCP? Guerra? Cash Flow? Cash voou? Sargenor engasgou?Que se lixe?

Cristina diz-lhes que estou a preparar um relatório exaustivo para enviar para o Tribunal de Contas.

Muito bem!

Safei-me bem carago! Só me resta a minha amiga Peste Ana.

TRIIM TRIIM!

Do outro lado: Ráááááádio Maaaaar!

Tenho que pôr algodão nos ouvidos. Peste Ana meu, que tal aí uma entrevista comigo?

Sobre que assunto, meu?

Assuntos em geral, meu.

Quando quiseres. Aparece aí pá. Fazemos uma matéria ao teu perfil, pá. Homem impoluto, pai de família, chefe da Câmara, cirurgião da cidade, gestor das Finanças, homem do futebol.

Eh eh eh! Eia tanta coisa. Tá combinado.

Uma notícia no Jornal de Notícias assusta Sargenor:

FOGO EM FÁBRICA DE PNEUS EM OVAR

NUVEM DE FUMO AVISTADA A MAIS DE 30 KM.

Ai Jesus! Ai meu Deus!

Será que vem para a Póvoa? Estou desgraçado.Liga pelo intercomunicador para Azeite que é o mais inteligente de todos eles.

Azeite viste este incêndio em Ovar?

Paperlepépé, vi, quer dizer, li.Vem pra cá, não?

Paperlapépé, eh eh eh! Está nortada forte. Vai para sul. Eh eh eh!

Boa ideia Azeite. Como é que te foste lembrar dessa ideia?

Paperlapépé, fiz aqui uns cálculos aritméticos com IVA a 12% e deu certo.

Uf. Agora fiquei mais aliviado, depois de ir à casa de banho.

Sargenor prossegue com a leitura dos jornais.

Ao pegar no Diário de Notícias irrita-se:

LUÍS FILIPE MENEZES É CANDIDATO

Faz isto porque o homem é pequeninho. Estou contigo Marques Mendes.Oh carago. Foi este Menezes que me ensinou a falar. E agora? É melhor manter-me calado por uns tempos.

Ainda perco as eleições!

Cristina! Mais biscoitos “Light”.

Fosda-se!







muito fraquinhos (parte 2)


A CDU poveira teve o mesmo desfecho do CDS, ou seja, desapareceu da intervenção política na cidade.

Salvo a honrosa excepção de Paulo Machado, um moço esforçado que tem por hábito levar para a Assembleia da República problemas que afligem Macedo Vieira, dando desta forma visibilidade nacional a um autarca que não passa do regional, os outros fugiram em debandada.

Joaquim Cancela, José Maria Reina, Carlos Midões, todos são amigos de Macedo Vieira, sendo que os dois primeiros são companheiros de férias do cacique.

Tal como Boucinha, Joaquim Cancela também desapareceu em 1993, quando estabeleceu uma aliança com Macedo de forma a sufocar os eleitos do CDS.

Tantos frutos essa aliança deu que a CDU nunca mais teve um vereador eleito e como partido é pouco mais que nada na Póvoa de Varzim.

Mas estes CDU’s têm uma virtude: são esforçados e mais pobres do que os do CDS.

Por esse motivo é muito natural encontrar a CDU onde o CDS se recusa ir, isto é, em locais que sujem os sapatos.

E a CDU está preocupada com quê?

Imaginem: com a erosão costeira em Aguçadoura.

E Jorge Machado já prometeu aos poveiros, que se encontram em grandes dificuldades face à ameaça do desemprego, que vai levar este assunto onde?

Acertou leitor. À Assembleia da República.

Tal como muitos outros poveiros sinto-me optimista quanto ao futuro da cidade.








terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

esquizófrenicos do carago!


Calma Magala. Calma, pá. Abres a boca e estragas tudo.

Antão como é que havia de ficar Rambo?

Baseia-te sempre no princípio do utilizador-pagador que assim levas a água ao teu moinho e ficas com ela mais barata.

Eu nem tenho moinho. A culpa é desse Garcia. O gaijo responde a tudo, mete-se em tudo. Até o nosso Falcão, coitado, um tipo forte e saudável, saiu desta contenda qual cão a ganir.

Tenhamos fé no Dr. Bichas.

Esse? Isso num vale nadinha. É pior que o Tinho Trinca Espinhas.

Há tanto gaijo a gastar o dinheiro mal gasto em vinho e tabaco e só porque um homem aumenta a água, viram-se logo contra nós.

São as directivas nacionais e internacionais que obrigam a este sistema, e os gaijos num entendem, Rambo.

Eles votaram a favor das obras e agora num querem que um gaijo as faça. Já viste Magala.

É verdade. Um homem constrói Parques Periféricos para os poveiros deixarem lá os carros e poderem vir para o centro da cidade para respirarem o ar puro da Póvoa.

Mas como na Póvoa chove muito……

É verdade Rambo, como na Póvoa chove muito é melhor trazer o carro pró centro da cidade.

Ora como no centro da cidade num tem lugar… …

É verdade Rambo, como no centro da cidade num tem lugar tivemos que construir um Parque subterrâneo.

Parque subterrâneo esse… …

É Rambo, parque subterrâneo esse que vai servir um Centro Comercial a nascente.

É difícil entender isto Magala? É a rotatividade.

Antão até eu entendi, cusdiabos! Na Câmara votam a favor e na Assembleia contra, num é Rambo?

Não. É ao contrário. Na Assembleia votam contra e na Câmara a favor.

Como é?

Esquizofrenia Magala.

Os gaijos querem sol na eira e chuva no nabal, Rambo. Nabos do carago!

Deus me livre Magala. Onde é que arranjaste essa frase?

Tirei do livro de Medicina Geral.

Está porreira.

Ganhei em todas as mesas de voto, fui sufragado… …

Pronto, pronto. Já percebi.

Eu é que num percebi como é que estamos a aumentar a água, o saneamento e os parquímetros e tu andas a dar 25 000 Euros para Rates e mais 25 000 para Balasar.

Sou o teu sucessor. Tenho que apostar tudo no desporto Magala.

Tu põe-te mas é pau com a Operação Furacão.

Já falei com o Monte & Monte para tirar o meu nome do apartamento.

Boa ideia. Como é que te foste lembrar dessa ideia.

Eu se fosse a ti também saia da Mar de Beiriz, ou já não compras nem vendes terrenos?

Fala baixo seu morcão!

muito fraquinhos!


Como o leitor deve estar recordado, o CDS poveiro desapareceu após as eleições de 1993, em que Macedo Vieira saiu vencedor sobre o candidato Augusto Boucinha, um mero pedante, por uma unha negra.

Desde essa data e face ao crescente desinteresse evidenciado pelos eleitos em fazer uma verdadeira oposição a Macedo Vieira, o partido foi-se desintegrando ao ponto de hoje não passar de meia dúzia de amigos que se reúnem para falar de coisas triviais, como por exemplo a forma como o F.C. do Porto jogou contra o Benfica.

Nem a milagrosa eleição de Carlos Mateus nas eleições de 2001 trouxe algum novo alento a um partido que muitos garantiam ser o maior da Póvoa de Varzim.

Face aos últimos desenvolvimentos é meu dever, porém, alterar esta opinião.

Não é que o CDS fez o impensável!

Rumou ao Mercado Municipal e foi entregar prospectos aos comerciantes.

De recordar que o espaço se encontra em obras há longos meses e que os comerciantes vêm manifestando algum descontentamento face à titubeante posição de Macedo Vieira em relação ao futuro do mamarracho.

Com este CDS a espumar de ideias as próximas eleições autárquicas vão estar ao rubro.












mais tropelias

Os profissionais do Serviço de Ginecologia / Obstetrícia do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/ Vila do Conde emitiram um comunicado em que manifestam não se reverem “nas afirmações proferidas pelo Dr. Joaquim Rodrigo nas entrevistas que deu a dois semanários locais”, repudiando-as por “não corresponderem à verdade dos factos”.

Segundo pude apurar parece que Gil da Costa passou ao ataque e elaborou um “abaixo-assinado” em que 29 trabalhadores do Serviço de Obstetrícia repudiam, de forma veemente, as acusações de que foram alvo pelo referido médico.

Eu até me rio com estas notícias. Então os trabalhadores iam dar razão a Joaquim Rodrigo? Só se estivessem loucos.

Tirem de lá o Gil da Costa que o abaixo-assinado passa a “acima-assinado” em dois tempos.








segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

do amor e outras tropelias




As notícias tornadas públicas pelo Dr. Joaquim Rodrigo relativamente à conduta de Gil da Costa, director clínico do Hospital da Póvoa de Varzim devem ser investigadas pelo Ministério da Saúde.

Como eventual doente não gostaria de saber que o medicamento que me foi prescrito é da responsabilidade de uma enfermeira que não está habilitada para o efeito, sendo esta prescrição branqueada por irresponsabilidade de médicos que ratificam e apoiam uma conduta criminosa como a descrita.

Também me preocupou saber que afinal o Hospital em termos de funcionamento de serviço não é muito diferente de todas as outras instituições, ou seja, existem os favoritos e os proscritos.

Fiquei com algumas dores de cabeça para tentar perceber o que o referido médico quis dizer com a expressão de que Gil da Costa tem “uma grande dependência espiritual com a direcção de enfermagem”, liderada pela enfermeira directora Clarisse Martins.

Mais um caso amoroso dentro de instituições?


Dr. Macedo Vieira pá, você tem que pôr mão nisto, pá!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

1986






SteGreenall (4 meses atrás)



And yes Malcolm I hear you..and I believe in your cause.


One of the BEST albums ever made...must dig it out. Incidentally, my copy has extended remixes of Ed and Driving Away.....was that a normal issue, or have I got a colector's item.


Serve it up (chalk it up)



For me, the most memorable It's Immaterial song was the bold and brassy follow-up "Ed's Funky Diner", which just about peeked its brow above the brim of the Top 75 before diving under again. Its failure is utterly mysterous. Radio One loved it, and throughout the summer of 1986 it could be heard all through the daytime on programmes as varied as the Breakfast Show, Steve Wright's afternoon sessions and even the Radio One roadshow (I used to have an off-air recording of this being played to almighty cheers in Brighton). It had an insistent chorus, imaginative but simple lyrics about a run-down, neon-festooned diner which instantly brought the place to life as you listened, and is one of the more memorable tracks of summer 1986. One can only imagine a lot of heads must have been scratched at Virgin HQ at the time.





sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

os apartamentos


Reconhecemos que não é fácil, para quem vem ler este blog, acreditar que os autarcas eleitos possam ser tão malfeitores.

E compreendemos aqueles, mais próximos do PSD, que pautam a sua vida por critérios de honestidade, se possam sentir incomodados pelos relatos aqui vertidos.

Mas a verdade tem de ser dita, doa a quem doer.

Por isso, e porque o tempo urge, hoje vamos falar do excelente património que os nossos autarcas laranjas possuem.

Tem pouco interesse a moderna frota automóvel.

Como também, já é um dado adquirido, as Quintas de luxo em Ponte de Lima que Aires Pereira e Luís Diamantino possuem.

Se foram pagas com o parco vencimento de autarcas também é algo improvável.

Imagine o leitor, casado, com um vencimento de 1500 Euros, a somar ao da sua esposa de 1500 também, o que será algo de extraordinário para um casal médio.

Terá um valor mensal remuneratório de 3000 Euros, ou seja, mais ou menos o que aufere um vereador.

Será que o leitor, com esse vencimento conjunto, tem possibilidades de adquirir uma Quinta de luxo, em que abre a porta à funcionária de limpeza através dos números do telemóvel?

Claro que não.

A acrescer à frota automóvel e às quintas, vêm os apartamentos.

O leitor faça a experiência:

Desloque-se ao prédio que vê na foto, em frente ao hipermercado Modelo, e peça para ver os apartamentos que estão à venda.

O funcionário mostrar-lhe-á vários, entre os quais um, propriedade do vereador Aires Pereira, para além de um do vice-presidente da autarquia de Gaia, Marco António Costa, um outro de João Sá, candidato PSD à Câmara Municipal de Matosinhos, outro do vereador Pedro Matos da Câmara da Póvoa e ainda a clínica do social-democrata Miguel Sousa Neves, cujo currículo é invejável: Foi Presidente da Assembleia Geral do Varzim na era Luís Pimenta Machado Oliveira, é membro da Assembleia Distrital do PSD e vice-Presidente da Mesa da Concelhia da Póvoa de Varzim. O prédio é um autêntico Bairro Social! Só falta ter a côr laranja.

Já escrevemos sobre isto aqui, aqui e aqui.

Vale a pena reler.

Explicações para estas aquisições:

Será que Aires Pereira se dedica à mediação imobiliária?

Faça o teste leitor e, já agora, agende a data da escritura para saber quem vai aparecer no Notário, se o próprio Aires Pereira, ou se o representante da Monte & Monte.


pinócrates


Macedo Vieira pondera processar criminalmente a JSD por este insulto ao seu amigo Sócrates.




























financiamentos ilegais de partidos


Lisboa, 05 Fev (Lusa) -- O Diário da República publicou hoje o acórdão do Tribunal Constitucional que confirma várias irregularidades nas contas da campanha autárquica de 2005, incluindo depósitos depois das eleições, falta de comprovativos de despesa e donativos em dinheiro ilegais.
O acórdão, datado de 25 de Novembro do ano passado, determina que a informação sobre as irregularidades nas contas seja transmitida ao Ministério Público para que este decida sobre as sanções a aplicar.


Se a informação vai para o Ministério Público é para ser lá enterrada.










quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

o centro comercial


A esta hora o Sargenor estará a pensar:

Ter falado no Centro Comercial foi o meu maior erro.

Mas o homem estava doido para falar no assunto.

Razões?

O construtor já lhe falou na criação de 100 postos de trabalho.

Esse é o grande argumento que ele tem para lançar para os medíocres jornais locais.

Se o leitor pensa que o povoaonline fez premonição quando avançou, aqui, que por trás da construção do Parque subterrâneo da Avenida estava a edificação de um Centro Comercial, está redondamente enganado.

Quer saber o leitor de que força política veio a informação?

CDU

A CDU bolorenta, enganadora, perspicaz e aproveitadora da Póvoa de Varzim.

Tudo começou com o mandato de Joaquim Cancela, na época em que o poder laranja estava em minoria na Câmara, lá atrás, em 1994.

Foi feito um acordo político com a CDU que se tem mantido ao longo destes anos, através do silêncio ensurdecedor dos seus principais elementos.

Veja-se o comportamento de Jorge Machado que nunca critica o Presidente da Câmara, veja-se o silêncio de Trocado da Costa, José Reina, Joaquim Cancela e outros.

Mas, mais obsceno ainda, é o poder de fogo da “Conversa Afiada” do Voz da Póvoa que critica Cavaco e Sócrates, de uma forma sistemática, e desfaz-se em elogios ao poder laranja poveiro.

É um descaramento.

Voltando atrás:

O Centro Comercial foi pensado antes da construção do Parque subterrâneo, ou melhor dizendo, o Parque está a ser construído para servir o Centro Comercial, que há muito tempo está pensado para determinada empresa.

Eles já sabem quem o vai construir. Por isso é que o Sargenor avançou com os 100 postos de trabalho.

Foi o número prometido pelo construtor.

Temos legitimidade para perguntar: quanto receberam eles por fora?






dois excelentes textos




GASOLINA OU GASÓLEO ?

Sobre o novo posto de abastecimento de combustíveis, que atravanca e desfeia a moderna Avenida 25 de Abril, muito se tem lido e falado: leu-se nos jornais e nos blogues, ouviu-se nas rádios e nos cochichos. E foi assunto falado na Assembleia Municipal!

Contrariamente ao que muitas pessoas possam pensar, nesta altura dos claros esclarecimentos eu até aprovaria a ideia da bomba pertencer ao presidente da Câmara, a seus familiares ou amigos.

Parece estranho, mas não é!

Vejamos!

Se o posto de abastecimento pertencesse, como parece, a uma empresa ou a outrem, os preços dos combustíveis e serviços seriam iguais ou superiores aos da concorrência, porque o objectivo será o lucro (e quanto mais, melhor).

Se, como bisbilhotam, "aquilo" for pertença dos referidos visados, haverá a garantia de termos os preços mais baixos das redondezas, porque a sua intenção será prestar um serviço à população. Uma espécie de serviço público.

Até poderá vir a acontecer que uma boa parte dos proventos da bomba reverta a favor de instituições poveiras carenciadas.

Afinal, tudo pode acabar da melhor forma, se este raciocínio estiver certo.

De quem é a bomba?




Coliguem-se!


Macedo Vieira foi eleito pelo PSD mas é um homem de esquerda. Há uns anos seria, com certeza, do MDP-CDE ou do LUAR, depois talvez do MES, e agora, por mero acaso e oportunismo, é do PSD. Defende uma forte intromissão do Estado na economia, cita Marx e Mário Soares, defende o proteccionismo e a xenofobia e repudia por completo o liberalismo económico.

Macedo Vieira é admirador de José Sócrates, porventura admira a sua classificação em Inglês Técnico, a Universidade onde se licenciou, os projectos dos prédios que desenhou e até a rapidez com que permitia que se aprovassem projectos ambientais a dias das eleições. Macedo Vieira adoraria ter inventado um Magalhães.

Macedo Viera exibe tendências autoritárias, totalitaristas, rodeia-se de medíocres yes men e não convive bem com a crítica nem com a liberdade de expressão.

Macedo Vieira é Presidente da Câmara mas foi sócio gerente de uma imobiliária; Macedo Vieira nomeia para empresas municipais gestores que o seu executivo reformou compulsivamente.

Macedo Vieira não respeita as pessoas, constrói um enorme depósito de água por cima de habitações licenciadas, deixa em funcionamento piscinas contaminadas por Legionela e aceita que os esgotos da cidade sejam lançados directamente para o mar.

Macedo Vieira não tem uma ideia estratégica para o Conselho e limita-se a fazer obras, de gosto duvidoso, no centro da cidade. A história não o recordará a não ser pelos mamarrachos que vai permitindo.

Macedo Vieira não tem amigos mas tem muita gente, muitas colectividades que lhe devem atenções. Macedo Vieira vai ganhar as próximas eleições. Como qualquer outro cacique em Portugal.

Eu, militante do PSD há 20 anos, nunca votarei neste candidato do PSD. A minha animosidade para com ele nasceu no dia em que o ouvi, por acaso, dizer na rádio que um homem tinha sido assistido prontamente nas piscinas municipais quando eu o vi, durante minutos, inerte, a caminho da morte e sem nenhuma assistência. Desde aí fui assistindo atentamente às suas actividades e ouvindo o que se diz à boca calada. Nunca votarei em Macedo Vieira.

Assim, assumindo que a vitória de Macedo Viera é certa só me resta apelar a todos os partidos, a todos os movimentos de cidadãos: coliguem-se, juntem energias e defrontem o cacique em conjunto. É o interesse dos Poveiros que está em causa.






quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

saudades das namoradas

obras da avenida


Continuando o nosso périplo pela fraca memória dos poveiros, vamos falar hoje das obras da Avenida Mouzinho de Albuquerque, uma empreitada que está, desde o seu início, inquinada por um clima de suspeição intransponível.

Já agora e a talho de foice, como é comum dizer, não estranham os leitores as quebras de produtividade nas referidas obras?

A explicação é simples e faz-se em meia dúzia de linhas:

A obra tem claramente conotações eleitoralistas e, mediante esse objectivo, pretende-se o seu fim o mais próximo possível de um período ou evento que obtenha impacto junto da população, como seja o S. Pedro e a respectiva proximidade do Verão.
Daí resultam súbitos aumentos de horário laboral e intensidade dos trabalhos, como de repente tudo diminui, quase como se a obra estivesse parada.
Face à proximidade do S. Pedro 2007, e a visita de Paulo Portas à cidade, tem-se visto um aumento de produtividade só comparável com os primeiros 4 meses.
Em breve tudo vai voltar ao normal e a contaminação da opinião pública por falsas notícias sobre adiantamentos na calendarização da obra irão regressar.

Está assim explicado o falso adiantamento de nove meses nos trabalhos que os nabos dos jornalistas poveiros acreditaram que estava a acontecer, no início de Janeiro.

Fechado o parêntesis, continuemos.

Pouco tempo depois de a Monte Adriano, empresa construtora daquele que já é conhecido pelo “Túnel do Centro Comercial”, ter iniciado os trabalhos, a FDO empresa que foi preterida no concurso público de adjudicação, interpôs uma providência cautelar no Tribunal Administrativo do Porto, na dependência de uma acção em que era peticionada à Câmara Municipal uma choruda indemnização.

Previa-se o pior:

A paragem dos trabalhos até decisão do processo principal, dado que o deferimento da providência cautelar seria a solução mais óbvia para o juiz titular do processo.

Tudo seria resolvido, com toda a calma do mundo, no âmbito do processo principal.

Porém, essa solução seria catastrófica, em termos eleitorais, para as ambições da nomenclatura laranja que se encontra no poder.

Do dia para a noite surge a solução: a FDO retira todos os processos, sem qualquer explicação pública do Sargenor.

Na época, facilmente se desenvencilhou dos burros dos jornalistas poveiros respondendo:

Inde perguntar à FDO!

Tudo bem. Os jornalistas poveiros primam pelo amadorismo e não é fácil fazer investigação, consultar processos, obter informações.

Certo é que, decorridos cerca de seis meses e após as entrevistas recentes às rádios locais, as quais primaram pela superficialidade, como convém, aliás, à pergunta sobre o que havia acontecido, o Sargenor continuou a responder da mesma forma: Inde perguntar à FDO!

Sabendo todos os poveiros que a FDO tem importantes interesses no concelho, ao nível da construção civil, como já referimos aqui, fácil fica adivinhar o que se terá passado:

Um acordo secreto que envolveu Câmara, Monte Adriano e FDO.

O resto é conversa fiada sem qualquer interesse.

Se esse acordo está relacionado com a construção do Centro Comercial, o tempo o dirá.

Aqui, no povoaonline, damos como assente:

A FDO viu o seu projecto do Montgeron Parque ser despachado à velocidade da luz.

Queremos saber a verdade, sob pena de se manterem os sinais de corrupção.

Entretanto atente no impacto que as obras estão a ter entre os comerciantes da avenida.AQUI.






psd solidário


O PSD da Póvoa de Varzim estava alarmado. A apresentação da candidatura do Zé Maio à Junta de Freguesia e a possibilidade de Luísa Tavares Moreira se apresentar como candidata do PS à Câmara Municipal alarmou os mais optimistas quanto à vitória do partido e obriga a uma recandidatura de Macedo Vieira, ele que preferia sair nos, para alguns poucos, imaculados 16 anos de poder.

Macedo Vieira vê-se na contingência de ter de fazer 20 anos de poder e, dessa forma, ver-se conotado com a alteração legislativa sobre a limitação de mandatos, algo que o perseguirá para o resto dos seus dias e fará dele um dinossáurio autárquico, ao lado do pior que por aí existe.

Uma faca de dois gumes.

Para reunir as tropas foram todos jantar à Casa da Estela, ao preço de 20 Euros e onde Macedo Vieira, de forma triunfante, passou um cheque de 5 000 Euros para pagar as despesas do jantar e assim aliviar os bolsos dos ricaços e ladrões que lá se encontravam e agravar a tesouraria da Câmara que cobra taxas e impostos a todos os trabalhadores da nossa terra.

Tal e qual: Macedo Vieira deu 5 000 Euros em representação do Município utilizando dinheiro que é dos contribuintes, cada vez mais sufocados com a crescente crise mundial.

Se estavam mais de 540 comensais, o que não acredito, qual a razão por que se não cobrou 30 Euros pelo jantar, o que daria mais 5 400 Euros. Ninguém iria notar a diferença entre 20 e 30.

Mas Macedo Vieira tinha de aparecer triunfante, com o cheque de 5 000 Euros.

Toda este teatro da pobreza é lamentável quando todos sabemos que ainda recentemente a Câmara atribuiu a Rates e a Balasar, para as respectivas equipas de futebol, 25 000 Euros e ainda pagou metade da carrinha que foi comprada para equipa de Futsal, a tal que foi constituída por iniciativa da Câmara, que agora diz que dá apoio a metade, e a outra metade quem paga?


A Câmara claro, ou vão dizer que foi um patrocinador.

Se dizem que foi um patrocinador, patrocina porquê?

Porque presta serviços para a Câmara.

No meio disto tudo um jornal que se intitula isento e de esquerda, antifascita, republicano e defensor dos interesses locais, ou seja, um trengo de um jornal, faz desta palhaçada manchete, como pode ver na foto.




terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

varzim lazer


Ficámos esta semana a saber, pela voz do Sargenor, que o grande culpado da desgraça que constituiu a Varzim Lazer foi o Tone.

Honestamente: Ficámos com pena do Tone.

Mais ainda, sabendo que o Sargenor passou a mover uma perseguição pessoal e profissional aos seus familiares directos, cuja vítima principal foi a sua sobrinha Ana Tone, que foi nomeada administradora da Varzim Lazer, por pura retaliação.

É de relembrar, porém, que associada à nomeação do Tone como Presidente da Varzim Lazer, esteve a prática de um crime de abuso de poder, pelo qual foi o mesmo constituído arguido, juntamente com o vice-presidente da autarquia, Aires Pereira.

Ambos foram condenados no Tribunal Judicial da Póvoa de Varzim e, após recurso interposto para o Tribunal da Relação do Porto, viram as sentenças confirmadas.

Nenhum órgão de informação poveiro tornou pública a decisão, com ressalva para o site da Rádio Onda Viva, a qual não tem arquivo histórico das notícias.

Aires Pereira continua em funções, como se nada se tivesse passado.

O Tone fartou-se de enfardar dinheiro, usava e abusava da viatura que lhe foi concedida pela autarquia, na qual se deslocava para a Câmara Municipal de Caminha onde prestava serviços em regime de avença, durante o horário em que devia estar na empresa municipal.

Imaginem leitores que no Governo um Ministro era condenado por abuso de poder.

O que aconteceria?

Não é difícil imaginar. Demissão do Ministro e eventual queda do Governo, no mínimo.

Na Póvoa de Varzim nada.

Para demonstrarem a vossa indignação cliquem no blog do Dr. Pacheco Pereira, "Abrupto", para ele saber o que cá se vai passando.

Blog do Dr. Pacheco Pereira aqui.







e os condenados?


Na última semana soube-se que o ex-vereador do PS, Silva Garcia, viu a sentença de absolvição ser confirmada pelo Tribunal da Relação do Porto, depois de um processo-crime em que Macedo Vieira e Aires Pereira se queixavam de que haviam sido injuriados por um artigo saído num jornal local em que Silva Garcia, na qualidade de cidadão, criticava a posição dos referidos autarcas relativamente à instalação de portagens na IC1, salientando que manobravam “de forma idiota” o princípio do utilizador pagador.

Nada de particularmente relevante, nada que não fosse esperado.

O que todos os cidadãos poveiros têm que estranhar é as razões por que o “Caso Dourado” nunca mais teve notícias públicas relativamente ao recurso interposto por Aires Pereira e António Dourado para o Tribunal Constitucional, tendo em conta que o primeiro se prepara para apresentar candidatura a um novo mandato autárquico.

Como muitos outros poveiros não gostaria de ver um autarca na Câmara condenado por crime de abuso de poder.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

oh rambo!



Chega aqui.

Que foi Tinho Trinca Espinhas?

Sssshhhhh! Olha ali o Magala a falar sozinho. Num faças barulho.

Mostra.

Mesmo com acusações demagógicas de que sou alvo por parte da oposição, nos últimos 13 anos, tantos quantos estou no poleiro, as minhas maiorias políticas são cada vez mais confortáveis. Nas últimas eleições ganhei todas as mesas de voto e é bom que as pessoas percebam isso, porque eu também percebi com a questão do utilizador-pagador. O projecto que lidero há 13 anos é abrangente, consensual e foi sufragado pela população poveira que me admira. Estamos a construir parques periféricos para tirar os carros do centro da cidade, mas num quero que as pessoas venham a pé para o centro. As pessoas têm de vir de carro, mas num quero o carro à superfície. Para isso estou a construir uma obra cientificamente planeada, tirada a papel químico da de Viana do Castelo. Tenho o “know how”, até porque… …

Oh Rambo. O homem num está bom. Num achas?

Desde que o Pinochete morreu ele ficou assim. Temos que fazer alguma coisa.

TOC TOC

Magala bom dia!

Ai bom dia. Assustei-me. Estava aqui a falar cuns passarinhos que pousam na janela. Antão? Que containdes?

Magala. Falas muito alto e ouve-se tudo. Isto por aqui está cheio de espiões. Inda outro dia pareceu-me que vi aqui a mulher do Pinto da Costa, a Creolina.

Num digas Rambo.

Digo Tinho Trinca Espinhas.

A gaja quando me viu fugiu por umas frinchas das portas. Por falar nisso Magala, temos que reforçar as portas.

Deus te abençoe Rambo!

Está mesmo mal o homem, oh Rambo.

Fala baixo Tinho. Se ele ouvir inda é pior.

TOC TOC

Bom dia Magala, Rambo e Tinho.

Bom dia Salmonela.

Oh Salmonela, andas com um cachecol branco. Isso é de que clube?

Até tou envergonhado. Andei aí pela Póvoa de mão dada com o Dr. Bichas.

O Dr. Bichas? Quem é o Dr. Bichas?

Deus me livre Magala. Temos que nos ver livre dele. O homem aparece em tudo o que é jornais e assembleias, fala como um papagaio. Agora quer ser candidato ao Varzim. Deus me livre!

E ele chama-se o Dr. Bichas?

Chama. É o que ele faz no Centro de Saúde, arrumar as bichas de espera para evitar aglomerados.

Tenho pena de ti Salmonela. Mas fica-te bem o cachecol, meu. Deus me livre.

Obrigado Rambo. Magala tivemos uma reunião do Conselho Municipal do Ambiente.

Tiveste? Que boa ideia Salmonela. Como é que te foste lembrar dessa ideia?

Tirei da Agricultura Biológica, mais o que o Armindoutor aprendeu com o curso técnico-prático que tirou em Vieira do Minho sobre o cultivo da minhoca.

O Armindoutor tem um curso de cultivo da minhoca?

Tem Rambo.

Deus me livre esse homem.

E de quê que falastes na reunião Salmonela?

Falámos de muitas coisas. De sabores poveiros, do encontro da Paz, da Operação Salmonela… …

Operação Salmonela?

Ai. Enganei-me. Operação Restauração Segura.

Que boa ideia. Como… …

Mas, olha lá oh Salmonela. Quantos sois vós?

Rambo sou eu, o Fragoso… …

Fragoso? Deus me livre. Quem é esse?

Oh. Enganei-me. O Barroso.

E conta lá como foi.

Felizmente, Magala, foi a última reunião deste ano. Ainda bem.

Ai sim?

Fizemos um balanço das boas práticas ambientais.

Vós? Sozinhos?

Sim Magala.

Espectaculares estes rapazes. Num são Rambo?

Deus me livre Magala.

A Operação Restaurador Olex correu às mil maravilhas e foi um sucesso, uma vês que os restaurantes aderiram em massa. Até a Lipor nos deu uma mãozinha.

Quem é pai? Quem é pai?

És tu Magala. Aquela das tampinhas foi genial. Foste tu que inventaste?

Atão num havia de ser eu? Sou o Presidente da Lipor.

Tá bem, mas podias num perceber nada daquilo.

Rambo. Tira-me daqui este gaijo, pá.

Fora daqui pá.

euros e empreiteiros com gel no cabelo


Se dependesse de si, se ele mandasse, o Zé, nunca o Euro poria os ricos pés em Portugal. Zé acha que foi um dos maiores falhanços da geração dele permitir a entrada da moeda europeia no nosso país.

Estávamos tão bem com o escudo! Pensou ele enquanto era conduzido pelo Doro, o motorista.

Uma geração de revolucionários, ele, o Quim, o Zé Maria, o Praia e o Cacheira, sendo que estes dois últimos integravam a equipa dos bebés do Varzim, da qual Zé fez parte mas ninguém lembra.

Têm memória curta estes filhos da puxa! Disse ele já em voz alta, o que chamou a atenção do Doro que respondeu:

Hum!

O Euro só trouxe confusão à cabeça das pessoas e tornou-as mais esganadas. Falo por mim, pensava ele.

Um dos grandes objectivos de Zé era esclarecer os poveiros da sua geração sobre o real valor do euro.

Num gosto que pensem que os estou a enganar, pensava ele.

Oh Doro, se eu te perguntar quanto é em escudos 4 milhões de euros tu sabes?

Hum?

Coitado, nasceu na aldeia.

Zé gostava de trabalhar com os empreiteiros da geração dele, daqueles que sujavam as unhas com cimento, que ignoravam o euro, que traziam uma nota de mil escudos no bolso para dar sorte.

Como eram lindas as notas de mil escudos, pensou ele.

Zé esclarecia sempre os poveiros do valor das empreitadas em escudos. Não gostava de enganar ninguém.

Por exemplo, na obra da avenida toda a gente lhe perguntava: então são quatro milhões de contos Zé?

São shim. Como é que sabes?

Fostes tu que dissestes. É preciso tê-los no sítio.

Antão num é? Dizia Zé orgulhoso.

Os empreiteiros da sua geração punham as mulheres a cozinhar aqueles pratos tipicamente portugueses que ele tanto gostava e a mulher já não preparava desde sempre. Zé detestava o “catering”, o “take away” e o “procuração na hora”. Para ele tudo isso veio por acréscimo do euro. Um mal nunca vem só. Pensava ele. Depois rebentam as crises com esta força.

Fizessem parques subterrâneos palermas! Gritou ele com o vidro do carro aberto e dirigindo-se aos transeuntes.

Só que na altura vinha o padeiro a passar que não se conteve e gritou: baitimbora Garibalde!

Zé queria descer do carro para andar à porrada, mas depois lembrou-se que era Presidente a as eleições estão à porta. Calma Zé, calma, pensou.

Os empreiteiros da sua geração falavam em escudos, em contos de rei, em futebol e em putas. Zé entendia-se bem com eles.

Na última noite Zé apanhou um susto.

Um empreiteiro, cheio de gel no cabelo e com ar de doutor, surgiu-lhe no Gabinete. Zé pensou inicialmente que se tratava de um inspector da PJ e já ia pôr-se a mexer, como de costume: Inde chatear o carago! Pensava ele desses inspectores.

Mas não. Era um novo empreiteiro que queria entrar no mercado imobiliário poveiro.

Pá, isto tem regras, amiguinho. Avisou Zé num tom agressivo.

Sr. Zé tenho aqui um empreendimento que vai ter duzentos apartamentos, vai dar emprego a 1000 poveiros e vai custar 30 milhões de euros.

Quando ele falou em euros Zé ficou logo fodido.

30 milhões de quê pá?

De euros.

E isso dá quanto em escudos?

É só fazer a conta.

Ah! Outro Guterres, pensou Zé.

Antão ficas já a saber amiguinho, eu quero uma percentagem de 300 mil contos.

Era o que eu já tinha pensado Sr. Zé, 300 mil euros.

O quê pá? Que estás praí a dizer? 300 mil contos home.

Pois pois, até já tenho aqui o cheque de 300 mil euros prontinho.

Pega no xeque e limpa-lhe o penes. Aqui pias fininho se não acontece-te como a FODE que foi prá periferia.

Ora aqui está o chequezinho direitinho.

Assim está melhor.

E tu Buenos o que queres?

Pra mim pode ser o apartamentozinho do costume.

Zé dormiu melhor nessa noite. A adrenalina da discussão cansou-o de sobremaneira.