sexta-feira, 13 de março de 2009

psd de aires pereira comemorou 18 anos


Foi em ambiente de festa e animação que o PSD de Aires Pereira comemorou os seus bem sucedidos 18 anos de existência.

Com uma casa cheia de 200 pessoas, quando se esperavam 500, o que não aconteceu porque o autocarro da Linhares que iria fazer a recolha dos convivas pelas freguesias avariou porque não tinha a inspecção anual regularizada, o convívio decorreu num ambiente de boa disposição.

Na Presidência da Mesa estava Buenos, o mais alto representante do PSD de Aires Pereira, acompanhado pelo seu candidato Sargenor, bem como pelo Presidente da Concelhia, Tino, e do Presidente da Junta de Freguesia, Garrafão de Vinho.

O repasto iniciou-se com boroa e azeitonas pretas, o que obrigou os convivas a um esforço redobrado para colocar as côdeas nos dentes certos e evitar os caroços, que incansavelmente molestavam os caninos dos respectivos.

O Tinto da Talha sorvido sofregamente por alguns presentes ajudou a compensar a secura que um jogo de futebol, a meio da tarde, inexplicavelmente criou.

Tudo corria serenamente.

Sargenor vais discursar sobre quê?

Vou falar do PS.

Eu também já ia falar do PS.

Falamos os dois antão.

Num tens projectos pra falar tu?

Projectos é cuntigo. Tu é que és o obreiro do desenvolvimento urbanístico da Póvoa.

Mas fala tu também.

E que projectos vou falar?

Os mesmos de sempre: a obra emblemática da avenida, o parque da cidade, a praça do Almada, o “vem aí o Garrett”, o mercado municipal, o projecto do Varzim. Como vês num falta obra.

De repente ouviu-se na sala uma voz inflamada:

Meus amigos. Só vos quero dizer uma coisa: esses senhores do PS têm é inveja do nosso trabalho. E digo-vos mais meus amigos… …

Lá está ele a deitar por fora. Oh Kilores! Quem foi que serviu vinho ao Disque Faria?

Eu pus-lhe água do Fastio à frente, mas ele lavou as mãos e passou no cabelo.

Este gaijos num podem ver vinho! Fosda-se!

De repente, levanta-se o Rojão e grita:

Diz curso! Diz curso! Diz curso! Aferreá! Há! Aferreé! É!

E começa a discursar:

Meus amigos! Somos jovens e solteiros e para nós escola escreve-se com “i”.

Este também já anda na bumba tão novo?

Parece que o pai tem umas pipas lá em casa.

Estás bem informado Tino.

Já irritado Buenos levanta-se e começa a discursar.

Toda a gente se calou.

Meus amigos, camaradas e companheiros! Começou ele.

Quero lançar aqui um pedido ao meu amigo e camarada Tino.

Aqui Tino coloca a mão por trás da orelha, estilo Saramago, ele que pretende seguir a carreira de poeta.

Tino! Ai que me faltam as palavras de emoção!

Repito: Tino, pá, peço-te que te candidates por mais dois anos.

Aqui Tino entrou em choro convulsivo, até porque o restaurante levantou-se em peso para aplaudir.Tino levanta-se, vira-se de costas para a plateia e mostra a inscrição na camisola, apontando com os dois polegares, estilo Cristiano Ronaldo:

TINO, O ANTI-HERÓI

Tino exclamou emocionadamente:

SIM!

Isso quer dizer que aceitas Tino?

Quer dizer.

Quer dizer o quê?

Que aceito.

Dá cá um abraço Tino.

Nesta altura começou o cochicho na sala sobre o real sentido daquele abraço.

Buenos continuou com outro repto:

Sargenor! Quero que sejas o meu candidato, se te apetecer.

Sargenor arrumou a gravata laranja, levantou-se, apertou o cinto e o fecho das calças e disse:

É muito cedo. Daqui a duas horas perguntainde-me.

Buenos é que já muito choroso continuou com visíveis dificuldades:

Meus amigos!

Lamento ter sido criticado no jantar do PS por esses senhores.

Apoiado! Alguém gritou.

Apoiado o quê, pá?

Buenos já ia partir para a violência, no que foi contido por Azeite que optou pela via pacífica de resolver as questões como mais à frente se verá.

A custo Buenos sentou-se.

De seguida, tomou a palavra Sargenor, o qual evidenciava sinais de que arcava com toda a responsabilidade do futuro do PSD de Aires Pereira.

Para os mais próximos murmurou:

Sou sempre eu pá!

Meus amigos e camaradas! Começou ele por dizer.

Quero agradecer a todos os Presidentes de Junta, menos ao de Terroso, que vá cucaralho, a presença neste meu jantar de aniversário… … Aqui Buenos foi acometido de um ataque de tosse.

É com grande satisfação que vejo aqui ao meu lado o Sr. Presidente da Junta de Aver-o-mar, o Sr. Dr. Adelino Maçãs, o que mostra que ele está comigo… …

Aqui Garrafão de Vinho ficou confuso, ele que não é de Aver-o-mar nem se chama Adelino.

Buenos é que tentou avisar Sargenor do erro, em vão porém.

O Sr. Presidente da Junta de Aver-o-mar está a fazer um trabalho excelente, porque está a colocar pedra nas ruas, passeios nas estradas e canos no esgoto e, por esse motivo, está aqui sentado ao meu lado direito, ao lado de Deus pai… …

Oh Sargenor, disse Buenos já irritado, o de Aver-o-mar num está aqui.

Num está? Mas ele estava no jantar do PS.

Deixa-lo tar. Deixa o home pá!

Sargenor acabou o discurso com a lengalenga do costume, projectos para a Póvoa, passados e futuros, do século e do ano, do Verão e do Inverno, do equinócio e do solstício, e nunca mais se calava.

Com o efeito do vinho, boa parte dos convivas já dormia.

O jantar terminou com a oferta de brindes a cidadãos que foram vítimas de injustiça da Câmara, a qual e desta forma pretende antecipar o espírito natalício próprio da época de eleições.

O momento de maior emoção verificou-se quando o vereador Azeite entrega o contrato de arrendamento ao Sr. Venâncio, que havia visto a sua padaria ser quebrada por funcionários da autarquia comandados pelo Kilores e supervisionados por agentes da PSP, que o leitor pode lembrar AQUI, e nas fotos seguintes.


Photobucket


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recarga


Como todos os leitores que se dirigiram à página criada por um suposto Luís Gonzaga Castro, também eu fui induzido em erro sobre a verdadeira autoria dos textos aí publicados.

Desta forma impõe-se uma correcção: o blog do Luís não se chama “descarga”, mas sim “recarga” e é prova acabada de que na internet nada do que parece é.

Recarga para ler aqui.










quinta-feira, 12 de março de 2009

clima de medo na póvoa de varzim


2007-12-05

Quiosque Camões foi assaltado.

O quiosque Camões, situado na Praça Luís de Camões, foi assaltado durante a noite. Quando a proprietária abriu o quiosque, pelas quatro da madrugada, deparou-se com as chapas de protecção rebentadas, aloquetes cortados e montras partidas.

Os larápios levaram maços de tabaco, cigarrilhas, isqueiros, raspadinhas. Tudo o que era de valor foi levado, menos revistas. O valor total dos prejuízos está por apurar.

Este é o quarto assalto nos últimos anos.


MAIS UM CRIME NA PÓVOA DE VARZIM


2007-12-06

Macedo Vieira Foi Desafiado A Candidatar-se A Novo Mandato

Aires Pereira lançou o desafio a Macedo Vieira para se candidatar a novo mandato, sendo assim o quinto e perfazendo 20 anos de poder autárquico, referindo que “o futuro não permite que o PSD se meta em aventuras e só temos um caminho, é preciso fazer com que Macedo Vieira continue a sentir-se bem entre nós e possa liderar a Câmara por mais quatro anos. É preciso que a obra feita seja consolidada”.


MAIS UM CRIME NA PÓVOA DE VARZIM







manel videira da madeira


Alberto João Jardim queixou-se à justiça porque um jornalista o tratou por "bobo da corte", mas a Relação de Lisboa arquivou o caso com um argumento de peso: todos temos direito ao bom nome mas um político que se dirige aos jornalistas do continente como "bastardos, para não ter que lhes chamar filhos da puta" tem menos margem para se sentir ofendido. Semanário Económico.

Macedo Vieira que se acautele.

Entretanto, chegou-me às mãos o vídeo do Manel Videira, o tal que subiu na vida a pulso e saiu do Liceu sem acabar o curso.




quarta-feira, 11 de março de 2009

tende pena de nós poveiros!


Como estava combinado no último Folha Municipal, uma iniciativa da minha Câmara Municipal que tem dado que falar, este mês os poveiros da minha terra estavam convidados para passar o Natal na minha Quinta em Ponte de Lima. Eu até tinha tudo preparado, mas os convites desapareceram da Câmara e até hoje estou por saber quem foi o filho da maindre que os roubou.

Oh Buenos, eu já tinha dado convite prá minha mãe, pró o meu irmão, pró meu tio Zé, pró meu tio Constantino, pró meu primo Gustavo, prá minha tia Juventina, pró meu sogro Magriço, pró meu… ….

Ei! Ei! Ei! Azeite home. Antão foste tu que levastes os convites?

Levei muitos. Sabes que quando …peperlalapepe… é para comer estou sempre peperlapepe…pronto.

Deus me livre. Sargenor está aqui encontrado o ladrão da Câmara.

Sargenor! Oh Sargenor! Já dormes caraigo?

Hum. Ein?

Bom! Poveiros, estamos aqui no Bar da Praia do nosso amigo e camarada Lexotan, um local aprazível e que revela o verdadeiro turismo de qualidade da nossa cidade, um trabalho abrilhantado pelo Azeite, o nosso vereador com o pelouro, e Tino o homem da cultura, que também tem sido incansável em levar a cultura aos poveiros, antes que eles nos levem a nós.
Vejam a paisagem:
Oh Lexotan! Como é meu? Está tudo em ordem?

Tudo meu.

A ASAE tem chateado muito?

Estiveram cá em Outubro e fecharam-me isto.

Num melodigas. Deus me livre.

É. Fecharam por falta de licença.

Ai sim? E quem devia ter passado a licença?

Tu. Orafoda-se!

Eu? Tu nem digas uma coisa dessas. Já foste dizer isso prós jornais?

Não.

Bueno. Bueno. Antão quando fores prós jornais dizes que foi o Garcia do PS que num deixou. Percebeste a jogada?

Mais ou menos.

Pões a boca no trombone e ele que desminta, se quiser, mas como os jornais estão tapados ele leva cuas culpas todas.Risos.


MAIOR ORÇAMENTO DO SÉCULO!


Caros poveiros amigos, espalhados por esse povo anónimo que é o motor do nosso trabalho, para quem damos todo o nosso esforço no sentido de melhorar as condições de vida, temos uma excelente notícia:

O orçamento para 2008 é o maior do século. Explica aí Sargenor porquê:

É simples. As obras são as mesmas de há 20 anos, e este ano é o que gastamos mais nessas obras.

Deus me livre. E quais são essas obras Sargenor? Diz aqui para o povo ouvir.

É a Praça do Almada, é a Av. Mouzinho, é o Parque da Cidade e é o Garrett.

Ei pá! Num puseste o Correntes D’escritas meu.

Calma, num chores Tino. O Correntes num é obra, meu.

É muita obra Sargenor. Deus me livre.

Também acho Buenos.

E a ETAR?

Num sei.

E o novo hospital?

Também num sei.

Estão a ver poveiros? Este nosso presidente é um tipo vosso amigo. Gosta de vos surpreender na hora, apanhar-vos desprevenidos.

Saudemos Sargenor, meus amigos!

Ala Arriba!

Quem foi que gritou isso?

Foi eu Buenos.

Quem és tu meu?

Sou o Catitinha. Venho substituir a Florbela que está com asma.

Grande asna. És a cara chapada da tinhosa. Deus me livre.

Senta-te aí Catitinha e fica calado antes que te… … Alguém quer comer?

Eu quero quatro francesinhas.

Fosda-se Azeite. Num estás no Guarda-sol. Aqui o Lexotan é judeu meu. Temos que pagar.

Antão só quero meia francesinha.

Quéputo de esganado moço!

Lexotan! Oh Lexotan!

Que foi home?

A gente quer comer. O que tens?

Estou aqui com uma dor nas cuostas.

Nas cuostas? Até parece que eu sou polícia?

Calma Sargenor, agora apanhaste essa do polícia. Fosda-se!

Tens jaquinzinhos?

Não. Tenho francesinhas e hamburgueres.

Haaaaooouuuuf! Quase que vomitava.

Que foi Sargenor?

Já enjoei de francesinhas.

Andas a comer coisas que te fazem mal, depois queixa-te.

Antão num tens nada de bacalhau, nem peixe?

Não.

Poveiros estamos em condições muito difíceis para levar a cabo este Folha Municipal.


PS MUDA DE POSTURA!


Quero dizer aos poveiros que saudamos a nova postura do PS, agora que mostram diálogo franco e aberto, o que antes não acontecia.

Se continuar assim é natural que haja uma coligação nas próximas autárquicas para quilhar o CDS.

Coligação Buenos? Eu ganhei em todas as mesas de voto, tive a maioria absolutíssima, tive... ...

Os tempos são outros agora, Sargenor. Temos que os segurar porque eu noto que eles sabem demais e temos que lhes dar uns rebuçadinhos do Dr. Bayard.

Catitinha o quê que temos mais para este Folha?

A Varzim Lazer.

Ora aí está uma boa ideia.


VARZIM LAZER – MODELO DE SUCESSO


Sargenor como a VL é a tua especialidade explica aqui ao povo poveiro o sucesso da empresa.


Poveiros! Sou o Sargenor e agora vou-vos explicar como funcionou a Varzim Lazer em 2007:

Actualmente a empresa não tem passivo, está a pagar a 30 dias, apresenta uma dívida a fornecedores de 16 mil euros, e em 2008 já contamos com a obtenção de resultados positivos na ordem dos 7000 euros, com um ‘cash-flow’ também positivo na casa dos 200 mil euros.


Como é? Como é? Até me confundes todo pá! Num tem passivo? E os 16 000 Euros de dívidas?Ai isso num sei. Só disse o que me disseram pra dizer.

Como é Azeite? Tu que és o homem das Finanças.

Pá passivo peperlapepe, é uma coisa muito complicada como já dizia Cervantes quando montava no cavalo com o Sancho Pança, mas as dívidas mais complicado é ainda, porque como dizia Samuelson… …

Ei! Ei! Onde tu já vais meu menino.E essa história do cash flow Sargenor? Temos que explicar isto bem expicadinho ao povo meu.

Eu pra mim cash flow é um roubo.

A sério? Deus me livre.

É. Mais valia aplicar esse dinheirinho em terrenos como eu fiz cumeu irmão e o Marinheiro. Rende mais.

É assim Azeite?

Pá cash flow é muito complicado. Como já dizia Ortega Y Gasset “eu sou eu e a minha circunstância” e daí… …peperlapepe os resultados às vezes não são como a gente esperava.

Bem. Vamos avançar que já está a ficar frio.

Olha está aí o Lexotan.

É verdade oh Lexotan pá. Deixa-me perguntar-te uma coisa. Quanto tempo a ASAE te fechou o barraco?

Um mês.

Só um mesito. Poreiro, poreiro.

Sabes qual é a média para casos como o teu? 6 meses.

Assim mais valia fechar pra sempre.

Mas aqui o nosso candidato Sargenor fez um telefonema pró inspector e a pena foi reduzida. Em quem vais votar? Diz lá manganão?

No inspector.Vais o caraigo.

Catitinha que temos mais?


AURORA CUNHA HOMENAGEADA PELO REGAÇO!


Qual Aurora Cunha? O do PCP?

Não. A Aurora Cunha.

Antão num interessa nada isso.

Alto! Deixa-me cumprimentar ali o Sr. Leixões.

Bom dia Sr. Leixões?

Grufgraggrufbomdia!

Como está a esposa Sr. Leixões?

Putrfucreesposagrnha!

E a filha? Como está a sua filha Sr. Leixões?

Cresssputregragredaputa!

Fosda-se! Num percebi nada do que o raio do home disse.Mais!


ROTARACT ANIMOU IDOSOS DE AMORIM


Oh Catitinha queres que fale disso? Tem pena de mim. Isso num tem interesse. Isso num dá tacho home.Chama aí o Tino para falarmos de cultura.Como é Tino? O quê que tivemos de cultura nestes últimos 30 dias meu?

Tivemos muitos espectáculos de rua, com música étnica e palhaços e coisas giras prás crianças.

Só isso?

E tivemos teatro.Teatro! Onde? Num melodigas que o Garrett já está pronto?

Tivemos este golpe de teatro do PS.

EH! EH! EH! Risada geral.

Esta foi a do ano. Num foi Sargenor? Deus me livre.

Ai que já estava a dormir com este solzinho.


DESPEDIDA!


Poveiros amigos!

Como sabem estamos sempre do vosso lado para o que der e vier, mas mais pró que der. Não é qualquer um que dá e nós temos de estar do lado dos que dão. E depois os outros também lucram.

Esperem aí que o Tino está aqui a fazer-me sinais.Que queres borrabotas?

Tenho aqui um poema que fiz no treino para o Correntes.

Força lá com o teu poema.


Natal é tempo de encontro,

Tal como no encontro o tempo é de sexo,

Sempre que me desencontro,

É nas calças que mexo.


Sinto a noite andar à roda,

O dia a voar,

Sinto que está na moda,

Encostado à parede arrear.


Ai quéputo de poema. Deus me livre a tua veia. Isso é o que se chama uma veia enganadora.

Prontos poveiros. Um Natal Feliz para todos aqueles e os outros que tais.

Queres dizer alguma coisa Catitinha? Não? Prontos. Fiquem com a música do Elton John em mp3 “Last Christmas” que podem fazer o download AQUI.

Isso num é do Elton John, isso é dos Whitesnake.

Sargenor, tu num percebes nada disto.

Eu acho que é daqueles alemães, os Berlin.

Este Tino é muito nabo. Só por se chamarem Berlin já são alemães.

Até para o próximo mês poveiros!


Buenos, com a assessoria, desta vez, de Catitinha (quéputa de poupa moço!)


Catitinha













coincidências ou não?


Fiquei deveras intrigado com a sucessão de rumores, e depois notícias, sobre a nova bomba de gasolina instalada junto ao Supermercado Modelo.

Todos os poveiros já ouviram falar de que Macedo Vieira estaria por trás da referida instalação, muito embora pouco se saiba sobre a real ou virtual interferência do autarca.

De repente surge o cidadão acima ilustrado a reivindicar um pedaço de terreno que supostamente teria sido cedido para zona verde, mas que a Câmara teria feito negócio com a empresa da bomba cedendo-o para os referidos efeitos.

Mais à frente, servindo-se do Folha Municipal de distribuição gratuita e indiscriminada, a Câmara divulgou uma planta topográfica no sentido de desmentir o alegado pelo cidadão, o qual teria apresentado uma queixa no IGAL e outra no Ministério Público, para além de uns estranhos embargos criados pela autarquia por falta de pagamento das licenças.

bomba de gasolina



Em vão. Nunca os trabalhos pararam e do cidadão nunca mais se ouviu falar.

Estes são os factos reais.

Passemos à teoria da conspiração.

Um jornal local, o mesmo de sempre, veio dizer que afinal a bomba de gasolina era propriedade da Prio Advanced Fuel, uma “subholding” da Martifer.

A Martifer, por sua vez, tem como segunda maior accionista a Mota Engil.

Quem é o Presidente da Mota Engil?

Jorge Coelho.

Quem é Jorge Coelho?

Tão somente um dos “braço direito” de José Sócrates.

Onde esteve José Sócrates recentemente a receber elogios públicos?


macedo vieira




Só coincidências.

P. S. Já depois de escrito este post verifico que, através do seu Presidente do Conselho de Administração, Macedo Vieira, a Lipor homenageou José Sócrates. Porquê? Veja aqui.





















terça-feira, 10 de março de 2009

povoa de varzim insegura


A condução da política autárquica com os olhos no umbigo, típica dos longos e penosos 14 anos de gestão de Macedo Vieira, conduziram a Póvoa de Varzim para uma cidade antro de criminalidade, de todo o género.

A ânsia de obter proveitos pessoais na gestão da autarquia, as promíscuas relações com empreiteiros, a aposta sistemática na utilização do cimento em obras que em nada melhoraram as condições de vida dos poveiros trouxeram, como contrapartida, o total desleixo na área da segurança.

Hoje em dia, os poveiros temem andar na rua a horas mais tardias, temem pela segurança dos seus filhos que nos fins de semana têm por hábito sair com os amigos para os bares e discotecas, temem pelos seus pertences sempre que, de manhã, saem de casa para o emprego.

O registo de ocorrências de cariz criminal vem-se revelando ao ritmo de duas por semana.

Mas atenção: estas são apenas aquelas que são participadas na PSP, porque inúmeras outras se têm verificado, como assaltos diurnos a casas particulares que não chegam a ser participadas pelas respectivas vítimas.

Um líder autárquico, com visão política responsável, chegaria facilmente à conclusão de que a saída da esquadra para Vila do Conde e a diminuição do número de agentes na cidade, traria como consequência o aumento da criminalidade.

Mas ele que se intitula pioneiro em tretas sem interesse algum para os poveiros, não foi capaz de prever essa situação.

Agora querem, a todo o custo, lavar a cara para a de novo apresentarem em 2009, nas eleições.

O problema é que a sujidade já está impregnada e nem com soda caustica lá vai.

O vosso tempo já acabou.









correntes d'escritas - encontro de reformados







Decorreu entre os dias 11 e 14 do passado mês de Fevereiro o X Correntes d’Escritas, ao qual se convencionou chamar “Encontro de Escritores de Expressão Ibérica”.

A denominação é feliz. Realmente o evento não passa disso mesmo, de um Encontro de Escritores, uns melhores outros piores, uns mais conhecidos outros menos conhecidos, uns que bebem mais outros que bebem menos, uns que trazem companhia outros que vêm sozinhos.

Todos desaguam na cidade da Póvoa de Varzim ao abrigo de um suposto evento cultural abrangente, em que não só os mais velhos participariam, mas acima de tudo despertar-se-iam vontades de leituras nos mais jovens.

Só treta.

Refira-se, antes de mais, que a décima edição de 2009 teve a presença do dobro dos escritores das edições anteriores, ou seja, cerca de 130.

Cada escritor traz, porque a isso é incentivado pela Organização, cerca de 3 acompanhantes.

Se em anos anteriores a despesa com esta gente foi cerca de 200 mil euros, este ano a coisa deve ter rondado os 400 mil, mais pó menos pó.

400 mil euros gastos em 4 dias, em que os supostos escritores e seus acompanhantes se fizeram deslocar em BMW’s de alta cilindrada, pagos com o dinheiro dos depauperados contribuintes poveiros.

100 mil euros por dia, em bebidas, comidas, almoços e jantares, em prendas e lembranças, em beijos e abraços.

O Correntes d’Escritas resume-se à cerimónia de entrega de dois prémios: os vencedores dos Prémios Literários Casino da Póvoa, Correntes d’Escritas /Papelaria Locus e Correntes d’Escritas/Porto Editora.

De interesse e com relevância para a qualidade do evento, apenas este momento é passível de referência jornalística.

E esta cerimónia resume-se a escassas duas horas. Tudo o resto não passa de tertúlias regadas a álcool até altas horas da madrugada.

Julga o leitor que esses tais escritores viriam do Brasil, de Espanha, da Venezuela ou da Colômbia à Póvoa de Varzim para estarem duas horas a assistir ao Macedo Vieira e ao Luís Diamantino a vomitarem palavras vazias de conteúdo?

Claro que não. Eles vêm, e vêm sempre, porque sabem que tudo o que gastam é pago pela nossa autarquia, desde o bilhete de avião até à despesa de hotel, incluindo consumo ilimitado de bebidas e outras benesses.

Como a nossa Câmara sabe que essas duas horas não teriam qualquer impacto em termos literários e culturais, o que faz?

Obriga as escolas do Concelho a dispensarem os alunos das aulas para estarem presentes em “mesas redondas” onde os tais escritores destilam o álcool consumido na véspera até altas horas da madrugada, sendo que alguns até metem dó atento o notório estado alcoolizado em que se encontram.

Pior que o tédio dos miúdos que são obrigados a assistir a essas “mesas redondas”, só a alegria dos professores em se verem livres deles, por 3 dias úteis da semana.

O que me espanta a mim, porém, é ver que nem os alunos sentiram motivação para estarem presentes.

Mire as fotografias do evento:




Ler a dormir ou dormir a ler.



Mário de Almeida, Rui Rio e Narciso Miranda não faltaram. Pudera! Era de borla.

segunda-feira, 9 de março de 2009

baixo nível

jorge machado

Jorge Machado é o líder dos comunistas poveiros e é também deputado na Assembleia da República pela bancada da CDU.
De recordar aos poveiros que a CDU foi a forma que os comunistas portugueses encontraram de se livrarem do símbolo com a foice e o martelo, de tão elevado prestígio outrora, mas com uma violenta carga negativa nos anos mais recentes, muito por via dos acontecimentos pós-perestroika de Gorbachov, em que os magnatas do petróleo e dos diamantes, vindos da Rússia, sucediam-se a um ritmo vertiginoso.
A última imagem de um comunismo verdadeiramente igualitário foi a que se viu, recentemente, numa reportagem emitida na RTP-N, sobre a bela Cuba.
Nenhuma sociedade é perfeita e a cubana, apesar de ser das menos criticáveis, do ponto de vista social, não deixa de incorporar aquele cinismo próprio do tão propalado princípio da igualdade.
E o que se pôde ver, na referida reportagem, foi o povo com receio de falar para as câmaras, face à ameaça de represálias vindas do poder comunista, em casas no limite da pobreza máxima, com paredes enegrecidas pelo tempo, móveis a cair de velhos, electrodomésticos enferrujados, e, por outro lado, a “nomenklatura” do partido comunista, na qual se incluiu a filha ou a neta ou o raio que a parta do Che Guevara, a falar em casas de luxo, com as paredes pintadas em tons "pastel", com decoração moderna, com móveis de luxo, electrodomésticos a condizer, e com o tradicional discurso sempre em nome do povo.
Os comunistas portugueses têm vergonha de se verem conotados com essa realidade e passaram a usar a sigla CDU: Coligação Democrática Unitária.
A nível local, a CDU tem tido um comportamento a todos os títulos vergonhoso, desde que em 1994, através do reformado Cancela, estabeleceu uma aliança com a ditadura laranja da Câmara Municipal, na pessoa do pseudo-Pinochet Macedo Vieira.
Este Jorge Machado não fugiu à regra e, embora abençoado pelo Dalai Lama, que lhe passou a mão pelos testí…,perdão, pelos joelhos, não passa de um joguete nas mãos de Macedo Vieira.
Na semana passada, juntamente com o seu camarada de partido, um tal de Vitorino Carpinteiro, Jorge Machado veio dizer que se sentia ofendido com as palavras proferidas por Renato Matos, líder local do PS, precisamente sobre essa tão famigerada aliança PCP-PSD.
A última intervenção sua sobre o PIDDAC foi muito típica do estilo truculento de Macedo Vieira, e é reveladora do baixo nível ultimamente atingido pelo jovem político, ao dizer o seguinte:
comunista
comunista
Resta esperar que Jorge Machado tenha a coragem de pedir desculpa a todos os invisuais deste país, não os autarcas da Póvoa é claro, o que pode fazer enviando um e-mail para a ACAPO que o leitor pode consultar AQUI.

entrenet ou enternet? a saga continua

Doro sabes como se diz mamas em inglês?

Hum?

Nocas. Num sabias pois não?

Hum hum hum hum hum!

Desde que acedeu à internet e visionou o já famoso filme de Milena Velba Zé nunca mais foi o mesmo. As noites mal dormidas com sonhos e pesadelos, o mau humor para com adversários e correligionários políticos tornou Zé um tipo intolerável. Até mesmo os velhos amigos de esquerdas, Zé Maria e Quim, evitavam a sua companhia.

Zé só falava de entrenet para cima e entrenet para baixo. A própria recandidatura estava em risco, dado que Zé já não conseguia articular uma palavra que não envolvesse nocas e entrenet.

A vida tornou-se difícil para Zé.

Entre adoptar uma postura estilo velho Lucas, um lutador contra a legalização do aborto, mas queria que a filha abortasse por ser mãe solteira, cujo objectivo de vida era combater toda a nudez,


Ou tornar-se um tarado sexual que colocasse a língua de fora sempre que visse aquele mulherão a caminhar na rua, Zé estava indeciso.

Se eu for o velho Lucas, de dia, e um tarado sexual, à noite, ninguém vai saber, pensou Zé.

Raios parta o Magalhães e a entrenet. Desabafou irritado.

Nas cerimónias públicas de atribuição de prémios Zé estava sempre de olho nas gajas. Imaginava coisas quando olhava para elas, ao mesmo tempo que cofiava o bigode farfalhudo que ainda guarda dos tempos do PREC.

Isto é um património da UNESCO, dava um centro histórico, dizia ele enquanto tirava mais um piolho.

Tendes quir prá entrenet pá! Gritou ele para um grupo de reformados, após abrir o vidro do automóvel conduzido por Doro.

Que foi home? Disse o mais velho deles.

Nunca vistes nada vós, seus marias moles!

Vai mas é trabalhar malandro! Respondeu-lhe o Gari.

Zé lembrou-se do Armindinho, um colaborador que era tarado por mulheres novas.

No dia em que a cidade estava a receber o prémio “Cidade Suja”, que Zé aceitou de bom grado, porque todos os prémios são bem-vindos, sussurrou para o Armindinho, enquanto olhava para as coxas da representante da Associação dos Arquitectos no Desemprego:


Armindinho! Já foste à entrenet?

Num é entrenet que se diz, é enternet, respondeu Armindinho tido por muitos como a voz da consciência do Zé, a intelectualidade que lhe falta, o saber filosófico arredado da sua formação, a sua sombra.

Enternet? Admirou-se Zé. É a mesma coisa.

Num é a mesma coisa. Entrenet num tenho, mas enternet já espalhei por toda a minha freguesia.

O quê? Admirou-se Zé. Tu tensje uma freguesia?

Tenho. E temos enternet por todo o lado.

E eu posso ir prá entrenet na tua freguesia?

Podes, mas tens que levar computador.

Antão tu num tens computador?

Tenho mas é meu.

E as outras pessoas da freguesia?

Ai isso num sei.

Antão pra que serve ter entrenet sem ter computador?

Serve pra dizer que tem enternet.

Eh eh eh! Este Armindinho é muito esperto. Conto contigo prás próximas eleições. Eh eh eh!

Eu é que conto contigo.

Zé dormiu mal a pensar no que o Armindinho queria dizer com esta frase.











domingo, 8 de março de 2009

o caso quilores


Texto baseado no escrito pelo Arquitecto Silva Garcia:

Imagine-se num país real.
Quilores é militante do partido e funcionário do organismo público há muitos anos. Há tantos quantos os que partilha em diversas cumplicidades.Faz favores e recebe favores. Há muito que tira vantagem da sua posição numa instituição e noutra, e tudo ia correndo às mil maravilhas: ganhou horas extraordinárias fictícias para pagamento da fidelidade partidária; teve carro à disposição, à custa do erário público, fora do horário público; arrecadou lugares no mesmo organismo para familiares e amigos, desde que também o fosse do partido.

Em contrapartida, foi ininterruptamente cabo eleitoral, com dinâmica para todas as necessidades, e semi-serrou os olhos às irregularidades dos que lhe facultavam as vantagens.
Tudo ia correndo às mil maravilhas, até que a rotineira e perigosa sensação de impunidade, abriu brechas ao descuido, e Quilores, refém da sua própria ambição, exagerou na colheita.

De tal sorte que foi inevitável investigar.

Leal, por certo recebendo ordens dadas a contra gosto pelos responsáveis do organismo, acabou por concluir pelo desvio do pilim e de materiais comprados que não chegaram ao destino, que alegadamente o justificavam na encomenda exagerada, por terem sido desviados para o destino da merenda.Quilores, a quem cabia a gestão da obra orçamentada em 5, acabou por ficar com a diferença do custo que atingiu, inacreditavelmente, 5 vezes 5!

Cinco vezes qualquer coisa é coisa demais.

É uma tranca no olho que não pode ser disfarçada com a cor das lentes.

Vai daí, Leal nomeado investigou.

Encarregado de relatar, relatou.

O decisor que deve decidir ficou com duas opções que coloco ao leitor para decidir também ou tão bem!

Hipótese A
O decisor tem uma conversinha de trás da orelha com Quilores, encosta-o à prateleira, afasta-o do campo de outras oportunidades de delito antes que sobre para si próprio, promete-lhe uma saída sem alarido para que não fique sem a reforma, e abafa o caso para não ter que dar mais explicações.
Ah! Continuará a contar com a discrição de Quilores em relação a assuntos delicados, e com a sua colaboração em próximas campanhas.

Hipótese B
O decisor promove um sério e transparente inquérito disciplinar, enquanto determina a suspensão de funções de Quilores.

Vem a concluir, à face da lei, que tendo havido delapidação e apropriação indevida do erário público, deve ser aplicado ao infractor o mais alto castigo do estatuto da função pública, a expulsão.

Ao mesmo tempo, por ser um caso de polícia apresenta queixa ao Ministério Público contra Quilores e contra Sicrano, respectivamente, o mau funcionário e o fornecedor que fingiu vender materiais para a obra e que em vez de os entregar no estaleiro os descarregou no local indicado por Quilores.

Este é um caso real.

Qualquer semelhança com a fantasia é pura coincidência.

Por isso, como disse Eça de Queirós a Bulhão Pato, não se metam nas minhas personagens.

É apenas a realidade.

Um treino da capacidade decisória num Estado de Direito Democrático.

Ora, o que escolheria você?

A hipótese A ou a B?

Por mim, não tenho a menor dúvida, até porque a Boa iniciativa começa pela mesma inicial!





sábado, 7 de março de 2009

avec le temp


Regularmente acontece. Génios da música pop convidam antigas lendas para parcerias que resultam em trabalhos de superior qualidade.

Aconteceu com os The Smiths e Sandie Shaw com “Hand In Glove”, os Blur com Françoise Hardy com “La Comedie/To The End” ou com Pet Shop Boys.

Dusty Springfield faleceu em 2 de Março de 1999 com 59 anos, vítima de cancro da mama.






autárquicas 2009


Com a aproximação das autárquicas e o nervosismo que se vai instalando entre as hostes partidárias, natural é que surjam as mais variadas notícias e entrevistas em que os candidatos dos partidos quererão demonstrar que possuem um programa de continuidade, no caso do PSD, e de alternativa no caso dos restantes, principalmente o PS que, de facto, é o único que demonstra ter capacidade para eventualmente derrotar Macedo Vieira, tido já como o “candidato-fantasma” de 2009, face ao tabu que vem alimentando junto da opinião pública.

Não será de admirar que brevemente surjam as mais variadas entrevistas a incidir, naturalmente, sobre Aires Pereira e Macedo Vieira, que exercem um controle sobre a comunicação social poveira alimentada com o dinheiro dos contribuintes.

Já estou preparado para ouvir Macedo Vieira dizer que vai candidatar-se a um último mandato, porque as pessoas precisam dele, principalmente neste grave período de crise, em que ele é o homem certo para se dedicar às pessoas, porque ao longo dos seus mandatos sempre apoiou as instituições de solidariedade social e por isso tem o “know how”, como também estou preparado para ouvir Aires Pereira, no estilo desportista que o caracteriza, que em equipa ganhadora não se mexe e, portanto, a pedido do Dr. Macedo Vieira fará com ele uma equipa em que a característica fundamental será um misto de veterania com alguma juventude.

Isto é, com ligeira margem de erro, aquilo que vamos ouvir.

Mas eu quero saber mais coisas.

Da boca de Macedo Vieira eu quero uma cabal e definitiva explicação sobre as razões da constituição da sociedade de compra e venda de imóveis, a Mardebeiriz, Lda, qual o volume de negócios durante os anos em que esteve activa se é que já não está, e qual o papel do Gomes do Marinheiro como sócio.

Pretendo saber também se Macedo Vieira já devolveu ao Município os 190 mil euros conforme o IGAT recomendou em 2005, onde se diz que ele deve devolver metade do salário que auferiu até 2003, como pode ler aqui.

Na época, Macedo Vieira argumentou que o caso estava entregue ao Ministério Público, mas como os portugueses deixaram há muito tempo de confiar nessa estrutura judicial, é tempo de se esclarecer de uma vez por todas esta questão: tem Macedo Vieira de devolver os 38 mil contos ou não?

Isto tem de ser respondido antes da eleições autárquicas de 2009. Não quero, como não devem querer os poveiros, um tipo a candidatar-se a um cargo com um manto turvo e cinzento sobre a cabeça.

De Aires Pereira pretendo saber se já foi inocentado do crime de abuso de poder em que foi condenado no Tribunal da Póvoa de Varzim, juntamente com Dourado, a propósito da reforma compulsiva deste, e cuja decisão foi confirmada pelo Tribunal da Relação do Porto.

Não podemos permitir que um criminoso se pavoneie pelos corredores de uma casa que representa toda uma população. Não foi para praticar crimes que Aires Pereira foi eleito.

Qualquer entrevista que não aborde estes assuntos está condenada a ser tida como oca, comprada e apenas para servir os interesses dos próprios, colocando em causa a qualidade e verticalidade do jornalismo.









sexta-feira, 6 de março de 2009

caros poveiros da minha terra


Caros poveiros da minha terra!

Aqui estamos nós, um mês depois da última vez, para esta tertúlia sobre a nossa Póvoa, a Póvoa do mar, a Póvoa dos poetas, a Póvoa dos músicos, a Póvoa dos artistas em geral, e dos artistas em particular, com é costume dizer-se, e fica bem.

Este mês de Novembro vamos começar o nosso querido folha municipal com uma dissertação do Presidente candidato Sargenor, homem de palavra solta, escrita fluente e ideias inovadoras.

O assunto respeita à área dele, que sempre ousou preservar,muito embora o forte abraço que deu à causa pública o impeça de esganar mais uns quantos.

Força Sargenor!
CERVEJA FAZ BEM AO CANASTRO!

Por Sargenor.

Agora que a nossa Câmara está com poucas massas e já num é possível ver as figurinhas do “Le Monde” e do “El Pais”, dei por mim a ler o raio do Boticário.Eh! Eh! Eh!

E num é que a cerveja faz bem ao gargomilo?

Está lá. É para quem quiser acreditar.

Como os poveiros sabem, porque os poveiros num são burros, ao contrário do que alguns afirmam, fazer exercício faz bem à tripa.

Parece que uma cervejinha por cima é milho pró galo.

E prontos, Já num tenho mais nada pra escrever.

Obrigado e muita saúde prós poveiros!

Ass. Sargenor.

Deus me livre Sargenor. Foste tu que escreveste isto?

Fui. Onte à noite estava na cama com a minha mulher, e ela ressonava, até que me lembrei da ronca quando está nevoeiro. E fiquei inspirado.

Deus me livre! Haja sempre inspiração desta. Bem é melhor chamar a Florbela para isto rodar sobre rodas.

Oh Buenos, pensei que já não me querias para assessora?

Se fosses Buena eu dizia-te para que te queria.


ETAR EM 2010!


Para todos os poveiros que admiram as águas do nosso mar, tenho uma excelente notícia:

Já vamos ter a tal ETAR de que tanto se fala e poucos sabem o que dizem.

O Governo já adjudicou a obra. Perceberam? A obra já está adjudicada.

Falta só fazer os estudos prévios, de impacto ambiental, escolher o sítio e lançar o conscurso.

Oh Buenos! Assim sendo falta tudo.

Também me parece. Mas o Sargenor diz que falou com o Governo. Como é Sargenor?

Pá falei com o sub-secretário de estado do Ambiente. Encontrei-o na rua. Perguntei-lhe sobre a ETAR e ele disse-me: É Trengo a Reinar! E começou às gargalhadas.

Antão achas que estará pronta quando? Isso é que os poveiros querem saber.

De certezinha antes do Verão do ano de 2010, mesmo ali no Maoizinho, princípio de Junho, está tudo pronto prá acabar em grande.

Poreiro, poreiro! 2010 é quando?

Daqui a três anos.



NOVO HOSPITAL QUASE PRONTO!


Temos notícias fresquinhas vindas dos nossos camaradas do CDS que dão conta de que o novo Hospital estará pronto em 2010, conforme disse o Pedro de Braga.

Isso é que são boas notícias Buenos.

Pois são. Mas o PIDDAC foi madrasto com a Póvoa.

Madrasto não. Padrasto.

Padrasto ou madrasto é igual. Agora mandar só cem mil euros é gozar com o povo da Póvoa.

Estou revoltado Buenos!

E estás bem Sargenor. É que só cem mil euros vão pró ciclismo, e agora percebo porquê que a Maia num os quis lá mais. Espanhóis nem vê-los. Mas isso puxa muito turismo.

Isso é que ainda vamos ver.


COMUNISTAS OFENDIDOS POR SILVA GARCIA!


Continua na senda vitoriosa o julgamento em que esse senhor está a ser julgado porque me ofendeu a mim, em geral, e ao Sargenor em particular. E vai pagá-las se Deus quiser.

E para prova de que fomos ofendidos está aí o testemunho dos comunistas Aurora Cunha Machado e do Vitorino Carpinteiro que também demonstraram publicamente a sua revolta pelas palavras desse senhor.

Deculpa Buenos mas o Garcia não disse nada sobre os comunistas. Foi a dupla Renan e Renato.

Deus me livre! E agora? Temos que telefonar ao Aurora antes que ele vá fazer outra corrida para Lisboa contra a fome ou contra o desemprego. Coitado do Ghandi que o teve de aturar.

O Ghandi já morreu.

Antão foi outro prontos!


CULTURA EM ALTA NA PÓVOA


Como todos os poveiros já sabem a Póvoa é a capital da cultura, fruto de um trabalho honesto e empenhado do nosso vereador Tino, um homem que passa a vida a ler livros para depois os criticar.

Entra Tino! Diz lá aqui aos poveiros o que houve de cultura nos últimos trinta dias.

Num houve nada!

Num quê? Antão tu ganhas 600 contos pra num fazer nada. Nem uns livrinhos lestes?

Estive ali no Diana-Bar a jogar ao dominó com os velhotes e a pensar no Correntes.

Só pensas nisso. Tu num pensas em sexo minguinhos?

Pensar penso, mas num tenho vuntade.


GARCIA PISGOU-SE!


É assim poveiros. Nós já tínhamos avisado. Esse senhor era um balão que furou e agora fugiu. Aqui o vemos vergado perante nós.

Poreiro Buenos. Agora temos o cocó da obra no Varzim e assim num temos o gaijo a espiar.

Boa ideia Sargenor. Como é que te foste lembrar dessa ideia?

Por isso poveiros:


SARGENOR É O MEU CANDIDATO!


Estou em condições de revelar aos poveiros, em primeira mão, que Sargenor é o meu candidato.

Com a ideia de que o próximo Presidente teria de se dedicar às pessoas, o meu camarada Sargenor andava triste como a noite.

Mas eu disse-lhe: Caurma que ainda temos o cocó do Varzim e do Desportivo. Foi uma chama que se lhe despertou. O home anda feliz da vida e viu-se no aniversário. Foi ou num foi Sargenor?

Eh! Eh! Eh! Impecável. Até caí da cadeira!

Oh Buenos! Aquele Disque Faria é que estava pior keumapiça!

Eu até acho, sabes Florbela, que foi o gaijo que assaltou a Câmara, porque aquilo foi feito de dentro para fora e não de fora para dentro.

Aquele champanhe que bebemos no salão nobre estava meio azedo. Fosda-se!

Oh sargenor. Tinha que o gastar. Já estava no armário desde a festa que tínhamos preparada para a nossa absolvição, deu e do Tone.

Por isso…é que eu só arrotava à sardinha!


MOMENTO MUSICAL


Christopher Cross


Prontos poveiros. É desta forma cultural, recreativa e melancólica que terminamos este Folha Municipal com a promessa de voltarmos no mês que vem para festejarmos todos juntos o Natal lá na minha Quinta em Ponte de Lima.

O que vais fazer Buenos?

Vou dar aos poveiros uma música da minha vida, que me levou a descobrir que a vida esconde coisas que a vida não descobre, como é o caso do amor.

Estás muito romântico hoje Buenos.

Lembrei-me da sapatilha que namorei durante 10 anos. Coitada!

Aqui vai leitores o Christopher Cross com o tema do meu amigo Artur Batata.



Ass. Buenos

Com a assessoria de Florbela Espanca os Poveiros








descarga


É com felicidade que vejo o nascimento de um blog poveiro, o “descarga” do professor Luís Castro.

Espera-se inteligência, espírito crítico, intervenção cívica e bom sentido de humor.

Já não lembro se o Prof. Luís Castro foi meu professor ou eu professor dele.

Pode ser que com o tempo essa dúvida se possa dissipar.

Um pequeno extracto:

“Incomoda-me viver numa terra em que os adversários políticos não se respeitam mas conseguem lançar pétalas brancas para o mar. Incomoda-me ver autarcas vestirem, por altura do Natal, a pele de anjos quando no decorrer do ano declaram guerra a quem tem a coragem de pensar diferente.”

“Descarga” para ler aqui.





paz, pão, habitação, saúde, educação


Quase tão penosos como os 48 anos de fascismo foram os seguintes após o 25 de Abril, muito por efeito do surgimento em catadupa de políticos medíocres, corruptos e sem escrúpulos.

O estudo do falhanço da democracia, nas suas principais vertentes: paz, pão, habitação, saúde e educação (para utilizar o título de uma canção de Sérgio Godinho), é uma das mais difíceis empreitadas intelectuais dos tempos modernos.

O exercício da liberdade de expressão só se tornou efectiva com a utilização dos novos meios tecnológicos, vulgo internet, onde cada cidadão de forma descomprometida pode escrever sobre o que mais o apoquenta.

Foi preciso, no entanto, ser uma empresa americana, a Google, a permitir que essa liberdade fosse exercida de forma efectiva e sem qualquer tipo de repressão.

Sei do que estou a falar porque vi dois blogues em que escrevia serem apagados, apenas porque dois autarcas inqualificáveis se lembraram de dizer que o que estava lá escrito supostamente ofendia a sua honra.

Era a cereja em cima do bolo: os tipos roubam o povo que os elege e ainda querem tornar-se imunes a críticas utilizando a Justiça que devia defender o próprio povo.

Pelo Peliteiro recebi a informação de um post do Blasfémias que pode ler aqui, sobre um Acórdão da relação do Porto esclarecedor sobre as fronteiras entre a liberdade de expressão e o direito à honra.

Extracto:

Os direitos fundamentais em jogo (por um lado o direito ao bom nome e reputação e, por outro, o direito de expressão), que têm peso igual na hierarquia dos valores protegidos constitucionalmente[23], estando sujeitos a determinadas restrições (no caso da liberdade de expressão, estando as limitações também previstas no art. 37 nº 3 da CRP), não podem ser considerados como direitos absolutos[24]. O conflito que pode resultar do confronto entre o “direito ao bom nome e reputação” e o “direito de expressão” ou “direito de informação em sentido amplo”[25], só poderá ser resolvido com a ponderação dos respectivos interesses, fazendo intervir critérios como o da proporcionalidade, da necessidade e da adequação (art. 18 nº 2 da CRP), salvaguardando, porém, o núcleo (alcance e conteúdo) essencial dos preceitos constitucionais em jogo. Nesse caso, há que introduzir limites a esses dois direitos fundamentais, de forma a preservar o núcleo essencial de cada um deles, com o fim de alcançar a necessária composição (“«harmonização» ou «concordância prática» dos bens em colisão, a sua optimização”[26]) dos interesses em conflito.

Concorda-se, como acima já se adiantou, que os limites da crítica admissível são mais amplos quando se está em face do homem político, que actua na sua qualidade de personalidade pública (ou personalidade conhecida) do que quando se está em face de um simples particular[27].



Pode ler a decisão aqui.







quinta-feira, 5 de março de 2009

o diana bar


Um dos poucos edifícios poveiros que resistiram à voracidade da destruição autárquica.

Palco, ao longo das décadas, de tristes histórias ligadas ao consumo de estupefacientes, intercaladas com utilizações mais ou menos bem sucedidas, mas sempre dependentes de um livre arbítrio próprio da época vivida, o Diana-Bar tornou-se com o camarada Macedo Vieira uma suposta Biblioteca de Praia.

Um redondo e feliz falhanço!

O Diana-Bar alberga, nesta altura, alguns dos idosos poveiros que não encontram melhor local para o seu entretenimento.

Jogos de cartas, de dominó, leitura de jornais, revistas, Internet, tudo acompanhado com o maravilhoso pôr-do-sol poveiro e o cheirinho do oceano ali ao lado.

Eis o que, inconscientemente, o poder autárquico proporcionou aos nossos idosos.

Um doce passar de tempo, esporadicamente (felizmente) interrompido por eventos de qualidade medíocre, como foi o caso do VIMUS, idiota festival de vídeo, onde apenas se viram meia dúzia de cabeçudos, os componentes dessa associação em fim de vida, de nome Octopus.

Para além de outras que nem merece a pena recordar.

Resta esperar que a Câmara Municipal tenha o bom senso de proporcionar o lanche aos idosos.

Tenho a certeza que muitos deles pagariam o valor correspondente.









nazis do reboque


O Restaurante Farol, na Avenida dos Banhos, foi visitado pelos amigos do alheio esta madrugada, depois das duas horas.

Os assaltantes partiram o vidro do estabelecimento e foram directos ao escritório, de onde levaram o cofre com o apuro do fim-de-semana.

A gerência acredita que a verba no cofre poderá facilmente ultrapassar os 20 mil euros.

Não satisfeitos com este valor, os assaltantes levaram ainda a viatura de serviço do Farol, que se encontrava numa garagem perto do restaurante.

A Polícia Judiciária está a investigar o caso, mas a gerência admite que o assalto pode ter sido cometido por algum antigo funcionário ou alguém que conhece bem o funcionamento da cervejaria.


Outro caso, aconteceu no final da tarde de sábado nas imediações do Modelo da Póvoa de Varzim.

Uma mulher que circulava na zona do estacionamento foi abordada por um individuo que a ameaçou e obrigou a entregar a carteira.

O assaltante pôs-se de imediato em fuga na direcção da rotunda, onde um comparsa o esperava num automóvel.


Fonte Rádio Onda Viva.

Enquanto os assaltos se multiplicam ao ritmo vertiginoso de um por dia na cidade da Póvoa de Varzim, e quando todos os seus habitantes precisavam de mais e melhor policiamento, principalmente à noite e de madrugada, o Comando da PSP, através do Ministério da Administração Interna, dá instruções para que dois tipos com ar de nazis, que circulam pela cidade num reboque, multem o cidadão “a torto e a direito”, em operações STOP efectuadas nos locais mais inesperados como são as rotundas.

É de facto lamentável que o cidadão que durante o dia se desloca para o local de trabalho, que exerce a sua profissão ao volante do seu veículo, que circula na cidade para obter aquilo que necessita no seu dia-a-dia, se veja confrontado com situações insólitas criadas por dois indivíduos sem escrúpulos que mais não fazem do que assaltar o já depauperado bolso dos cidadãos, através de multas pesadíssimas passadas por tudo e por nada.

Esses mesmos agentes são os que de noite têm medo dos assaltantes, refugiando-se nas suas casas e deixando a cidade entregue ao caos resultante de uma criminalidade que cresce desmesuradamente.

É fácil colocar-se num cruzamento, fazer espectáculo e multar o cidadão que se enganou num sinal, que tem um problema num farol, ou o limpa vidros avariado. Muito fácil.

Difícil é encontrar quem nos assalta as casas, quem nos rouba os estabelecimentos comerciais, quem nos ameaça com armas, quem trafica estupefacientes, quem danifica o património, quem nos incomoda com barulho de madrugada.

Esta PSP eu dispenso.










quarta-feira, 4 de março de 2009

isto num é milão nem tóquio!



Eh eh eh. Foi boa esta num foi Rambo?

Deus me livre Magala. Foi de génio do mal.

Vou começar com esta frase a entrevista ao “Marés Mortas”.

Vais mesmo? Vais partir a loiça toda. Mas eu já conhecia essa frase. Quem foi que a disse?

Foi eu.

E vais repeti-la?

Antão vou dizer o quê?

Coisas novas.

Vou começar assim:

A Avenida Mouzinho é uma via estruturante que vais rasgar a Povoa ao meio.

Num fales em rasgar que assustas as pessoas.

Antão vou começar assim: Fui sufocado pelo povo.

Sufocado não, sufragado. Mas essa também já tinhas dito. Atira-te ao Garcia.

O Garcia tem que se convencer que foi eu que ganhei as eleições. Tá bom assim?

Está melhor.

O Partido Socialista é um partido esquizofrénico.

Essa está porreira.

Gostaste?

Deus me livre Magala. Foi a melhor do ano.

E esta assim: estamos a construir parques periféricos prás pessoas não trazerem os carros pró centro da cidade. Boa num é? Eh eh eh.

É melhor escreveres essas frases que é pra num te engasgares na entrevista.

Lá estás tu Rambo a dizer mal de um homem. Eu sou defensor da cidade sem carros. Tenho estudos nesse sentido, para que se faça um fenómeno de escala. Eu sou gestor da cidade e das finanças da Câmara.

Enervaste-te Magala. Deus me livre.

Os carros não podem ser impedidos de chegar ao centro da cidade. O que devemos evitar é a sua circulação no centro da cidade. As pessoas têm de lá chegar e num podem chegar a pé nem de autocarro. Têm de chegar de carro.

Muito boa essa frase. Nem o catitinha fazia melhor.

A Avenida Mouzinho hoje num é uma avenida de comércio nem habitacional e há que definir a sua vocação que é fundamentalmente a de escritórios e comércio.

Agora é que fiquei baralhado. Explica lá isso.

É o que eu te tou a dizer. Já que se vai gastar o dinheiro, faz-se um subterrâneo, senão é um inferno nas horas de ponta.

Num digas nada sobre a FDO.

Num te preocupes. Mando o entrevistador perguntar-lhes. Resulta sempre.

Boa. Boa. Assim vais lá.

E se ele te perguntar sobre o Centro Comercial? O que dizes?

Eu já cortava o trânsito há seis ou sete anos de uma forma sustentada. Num foi o Sócrates que inventou.

Muito bem Magala. Assim passas no teste, Deus me livre.

vai rui dias, vem rui dias!


Fascina-me a facilidade com que se despedem e contratam treinadores, a esmagadora maioria das vezes como pretexto para um redondo falhanço do corpo directivo do respectivo clube.

Parece, ao que tudo indica, que a mesma situação se repetirá esta semana com Rui Dias, treinador do Varzim.

Rui Dias enquadra-se naquele tipo de treinador que nunca conseguirá atingir um patamar elevado de sucesso na sua carreira. Escrevo isto com toda a frontalidade. Se Rui Dias fosse muito bom não viria treinar o Varzim.

Treinar um clube que está no limite da falência, que tem três meses de salários em atraso, que tem dívidas de todo o tipo por liquidar, que tem uma gestão que se pretende apresentar como ambiciosa mas não tem meios para motivar os seus quadros.

O descontentamento e frustração entre jogadores e equipa técnica acabam por se expor no terreno de jogo.

Qual é o jogador profissional que se pode sentir motivado para entrar em campo quando a entidade patronal não paga o seu salário há cerca de três meses, nem lhe diz quando esse pagamento será feito?

Recorde-se que o Varzim esteve à espera das verbas do Fundo de Turismo para liquidar um de três meses.

Acabado esse dinheiro como vai pagar os outros dois, que agora serão novamente três?

Mas ninguém analisa a questão neste prisma. O treinador é sempre o culpado.

O Varzim até nem está a fazer má carreira.

Está em 10º lugar a 10 pontos da subida e a 10 pontos da descida.

Querem melhor?

Paguem os salários em atraso aos jogadores.

Por que não se despede a Direcção que já lá está há 5 ou 6 anos, sendo que o clube nada evoluiu, socorrendo-se, como estratégia para o futuro, do falso milagre da mudança do estádio?

Rui Dias até pode ser despedido, mas outro Rui Dias virá para o seu lugar.

O Varzim tem o que merece.















terça-feira, 3 de março de 2009

lopes de castro no mercado


Lopes de Castro, aproveitando a campanha lançada por Macedo Vieira de uma hora gratuita no Parque da Avenida, se fizer compras no Mercado Municipal no valor mínimo de 5 euros, já lá se encontra à procura de treinador para substituir Rui Dias que apesar de ainda não estar despedido sente a corda na garganta pelo facto de alguns sócios mostrarem o seu descontentamento por mais um empate caseiro do clube que garantiu a permanência na “Liga Vitalis” não obstante os 3 meses de salários em atraso dos jogadores.












operação festinha




IA ENFERMEIRA. IA DOENTE. IA TUDO!!!! AU AU!

dourado invade caminha!

Photobucket

Recordo, como se fosse hoje, o dia em que António Dourado resolveu comparecer na sessão da Assembleia Municipal, para justificar perante os deputados presentes que era um homem doente e, nessa qualidade, teria dado as famosas cinco faltas injustificadas que lhe valeram o processo disciplinar que conduziu à sua reforma compulsiva e posterior nomeação como Presidente da Varzim Lazer.

Tudo isso enquanto Macedo Vieira e Luís Diamantino gozavam umas retemperadoras férias no Rio de Janeiro, na companhia de um séquito de parasitas poveiros, alguns dos quais ainda hoje têm vergonha de dizer que lá estiveram à custa do erário público.

Era um doente o homem. Estava doente. Deu cinco faltas porque estava doente. Não estava capaz fisicamente de comparecer no serviço, ele que jogava ténis 3 vezes por semana.

Ninguém compreendeu isso e o homem foi enxovalhado publicamente. Um homem doente.

Peço a algum leitor que tenha esse jornal para me enviar a foto do António Dourado, com cara de pau, sentado nessa Assembleia para:

povoavarzim7@gmail.com

António Dourado continua igual a si próprio e recuperado dessa súbita doença ei-lo em força na Câmara Municipal de Caminha.

Pormenores aqui.
"Júlia Paula já, por duas vezes, tentou impôr à oposição o nome de António Dourado para a equipa que representará o município de Caminha na empresa responsável pelo parque de estacionamento em Caminha e das piscinas em Vila Praia de Âncora."










segunda-feira, 2 de março de 2009

compadrio na póvoa de varzim (parte 2)


Uma bomba de gasolina.

Claro leitor. Não está ao alcance de qualquer um obter a licença para instalação de uma bomba de gasolina.

Que o diga o Jacinto dos Talhos que veio para o Voz da Póvoa dizer que tinha o último grito em tecnologia, na bomba que o leitor pode ver na foto, junto ao hipermercado Feira Nova.

Pois este Jacinto foi o mesmo que financiou a campanha do PSD para as autárquicas de 2005 e ainda pagou o jantar dos 1 500 marmanjos no Restaurante Aqueduto, o tal que despejava o óleo para a Rua e depois chamava o camarada Macedo Vieira para ele reciclar aquilo na Lipor e fazer biodiesel.

Favor com favor se paga. Não acha o leitor?

Sempre foi assim.

Então se o homem pagou tudo que era laranja tinha que obter um benefício da Câmara que é do PSD. Certo?

O pior disto tudo é que os homens que estavam na Garagem da Avenida e se viram forçados a sair, estavam à espera de obter a respectiva concessão.Quilharam-se!

O camarada Macedo Vieira disse-lhes que era tudo por concurso público.

O financiamento ilegal de partido político é passível de multa, para além de outras consequências legais penalizadoras.

Veja AQUI.








macedo vieira é o bush português



























Como todo qualquer cidadão sempre fiz um esforço ao longo destes anos para tentar saber com quem Macedo Vieira mais se assemelhava como político.

Muitos concordarão se disser que Lula da Silva é o Macedo Vieira brasileiro.

A mesma dificuldade em discursar em público, o conhecimento superficial dos dossiers, o mesmo populismo de comportamento, o bom relacionamento com a esquerda intelectual que vê nele o triunfo de um indivíduo vindo do povo.

Recorde-se que o vice-presidente de Lula, José Dirceu, envolvido no escândalo do “mensalão”, era um tipo que viveu directamente as réplicas brasileiras do Maio de 68, comportando-se como um revolucionário tal como Durão Barroso e outros que por aí pululam em partidos do poder.
José Dirceu em Maio de 68 e com Lula

Macedo Vieira é um pouco essa imagem, de um tipo algo ignorante, aclamado pelos mais pobres e suportado por uma esquerda que vê nele a utopia da tomada do poder pelo povo, em sentido figurado é claro.

Esta semelhança já a tinha há vários anos. Nunca senti que estava a insistir num erro.

Até um destes Sábados, em que a RTP2 apresentou o filme de Michael Moore “Farenheit 9/11”, género documentário sobre a eleição do George Bush em 2001.

Há vários anos que o filme me batia na consciência, mas nunca havia obtido a oportunidade de o ver.

Foi visionando as imagens que dei conta do erro: Macedo Vieira é o George Bush português.

Desde a falsificação das eleições no estado da Florida, até à recusa do Senado, presidido pelo candidato perdedor, Al Gore, em subscrever as reclamações de cidadãos que viram o seu voto ser excluído da contagem final, passando pelos longos meses que esteve de férias até à data dos atentados às Torres Gémeas de Nova Iorque, e as relações privilegiadas, que envolviam milhões e milhões de dólares, que mantinha com a família Bin Laden e os sauditas, principais suspeitos de estarem por trás dos ataques terroristas, tudo me fez lembrar Macedo Vieira.

Na devida proporção, é claro.

Basicamente o que identifico de Bush em Vieira, é aquele estilo meio sonso de aparecer em público, como quem não sabe de nada, ou se comporta como um anjo justiceiro quando aparece nas instituições a distribuir dinheiro de todos nós, e por trás, nos meandros do poder, está envolvido em fortes negociatas que envolvem milhões e milhões.

Gostei muito do filme e particularmente da banda sonora, que me fez recuar um bom par de anos através desta canção que reúne duas bandas da minha geração, REM e The B-52, com 3 minutos de felicidade total: