
Do Bloco de Esquerda da Póvoa de Varzim sabe-se que é uma coisa desgarrada, sem qualquer estrutura doutrinária, sem qualquer programa de acção, sem militantes, sem simpatizantes, sem inimigos até.
O seu (aparente) líder chega até a merecer alguma simpatia por parte de Macedo Vieira que vê nele um tipo inofensivo, quer porque não diz nada que afecte a sossegada caminhada do autarca déspota, quer porque sabe que a representatividade do grupelho é nula na cidade.
Independentemente destes aspectos, gostaria de poder escrever que o Bloco de Esquerda ao longo dos últimos 3 anos até foi uma força interventiva, participante, crítica do poder estabelecido, mas seria desonesto para com os meus leitores afirmar uma mentira desse calibre.
O Bloco de Esquerda foi zero. Como foi o CDS e a CDU, salvaguardando as inevitáveis diferenças históricas de intervenção local.
Leiam o que o seu chefe, o carismático Rocha Pereira, disse a um jornal local sobre a preparação das autárquicas:

Está tudo dito sobre a inexistente estratégia de preparação do partido.
Mas, em 2005 eles conseguiram
764 votos.
Com os votos do Bloco de Esquerda o Partido Socialista da Póvoa, cujo candidato foi o Arquitecto Garcia, obteria um quarto vereador, o que representaria o total estremecimento dos alicerces há muito tempo montados por Macedo e Aires.
O leitor sabia que por cada voto obtido os partidos políticos recebem do Estado 3,16 Euros? Leia
aqui.
Pois o Bloco de Esquerda da Póvoa de Varzim recebeu 2 292 Euros, o que deixou revoltado Macedo Vieira que sempre pensou, mas não disse publicamente, que esse dinheirinho fazia falta para o seu próximo objectivo local que é “dedicar-se às pessoas”.
O que fez Rocha Pereira com esse dinheiro?
Foi para o café Torreão comer natinhas com canela e meias de leite.
Como entretanto o dinheiro acabou… …
… …aí o temos.