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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

parcómetros privatizados


Todos os poveiros devem ter reparado: Macedo Vieira não deu a conhecer publicamente o seu programa de candidatura, o que espera concretizar nos próximos quatro anos, que medidas pretende implementar no campo social, desportivo, cultural, urbanístico. Nada.

Macedo Vieira só tem uma medida para tomar e que vai interferir com a vida dos poveiros pela negativa.

Como a autarquia precisa urgentemente de dinheiro vivo, dadas as claras dificuldades financeiras que atravessa, nos limites da falência, a concessão a uma empresa privada da exploração dos parcómetros por um prazo alargado é a solução encontrada.

Vai acabar o estacionamento à superfície gratuitamente. Aí vem uma sobrecarga terrível para os bolsos dos poveiros.

Entendam leitores: o Parque subterrâneo da Avenida precisa de ser rentabilizado. A empresa que o gere, a Monte Adriano, está farta de chatear o Macedo Vieira para que este tome medidas quanto ao estacionamento de forma que toda a população, com medo das multas, passe a guardar o automóvel no túnel.

E Macedo Vieira cede facilmente a pressões dos empreiteiros. Oh não, não cede!

Os miúdos do CDS já tinham dado o mote quando pediram a suspensão imediata do funcionamento dos parcómetros com o argumento que as receitas obtidas eram irrisórias.

Perceberam?

Até avançaram com números fornecidos pelos senhores da Câmara.

Fotografias como esta vão acabar logo a seguir às eleições.


















quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

perspicácia empresarial


Macedo Vieira já se tornou conhecido pelo “incansável”, pela forma com que se interessa pelos problemas que afectam o concelho a que preside há 16 anos.

Desemprego? Carências económicas? Tráfico de Estupefacientes? Assaltos? Funerais?

Macedo Vieira está lá, na linha da frente.

E foi nessa perspectiva de procurar o bem de todos, naquele procurar filosofal, desinteressado, quase diria platónico, que Macedo Vieira avançou sozinho com uma nova e excelente ideia.

Macedo Vieira sabia que o Parque Subterrâneo da Avenida Mouzinho de Albuquerque tem estado às moscas, não porque o visite, mas porque o empreiteiro está farto de correr para lá a exigir que ele tome medidas.

Macedo Vieira não podia satisfazer as exigências do empreiteiro que pretendia a instalação de parcómetros em toda a cidade a preços superiores aos praticados no Parque, porque isso significaria a derrota nas eleições autárquicas de 2009.

Com a inteligência que o caracteriza, Macedo Vieira contra-propôs a ideia de utilização do Mercado Municipal, recentemente renovado, dizem, mas eu não vi nada de novo.

E então veio a ideia, por todos reclamada, mas que eu sei que é de Macedo Vieira. Disse ele às rádios locais:

“Se o senhor for ao mercado e fizer uma compra superior a cinco euros e só utilizou durante 45 minutos não paga nada. Isto vai potenciar, digamos, a utilização do parque, e vai criar hábitos às pessoas e vai publicitar o parque e vai fazer com que o constrangimento que as pessoas possam de ter que ir ao mercado municipal e demoram só 10 minutos agora não tem custo, até uma hora não tem custo.”


Entendeu o leitor?

Esta medida é para potenciar o Parque e não o Mercado.

Como a maioria dos frequentadores do Mercado Municipal deslocam-se a pé, porque vivem nas imediações, até porque os que vivem mais distanciados usam hipermercados como o Feira Nova ou o Modelo, dá para perceber a verdadeira dimensão desta medida, só ao alcance dos génios.











domingo, 22 de fevereiro de 2009

vamos encaixotar a avenida!


Em mais um aparatoso acidente de viação ocorrido na madrugada de 6ª feira, a “caixota” situada em frente à Igreja de S. José, que dá acesso ao Parque Subterrâneo, ficou severamente danificada.

Já são duas as “caixotas” danificadas em resultado de acidentes de viação.

Isto preocupa-me e quero aproveitar este meio que as novas tecnologias colocaram ao dispor do cidadão para fazer um novo apelo ao Macedo Vieira, que em breve apresentará a sua candidatura à Presidência da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, ele que já o é há 16 anos:

Macedo Vieira pá, você fale com o empreiteiro que é seu amigo, o Cardoso do Monte, perdão, o Monte & Monte, perdão, a Larlima, para encaixotar toda a Avenida de forma a proteger os cidadãos contra a imprudência dos condutores.

Qualquer despiste automóvel seria aparado pelas “caixotas” espalhadas pela dita artéria.

E depois mais “caixota” menos “caixota” também ninguém ia reparar.

Aqui está uma sugestão para o seu programa de candidatura.

Força nisso!








sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

sou o herói da póvoa


o caso povoaonline/povoaoffline
71 (59%)

a renúncia ao mandato como autarca do Arquitecto Silva Garcia
16 (13%)

a absolvição de Ilídio Pereira e Silva Garcia das queixas-crime
3 (2%)

o tabu de Macedo Vieira quanto à sua recandidatura
2 (1%)

a inauguração da Avenida Mouzinho de Albuquerque
10 (8%)

a notícia de que “Vem Aí o Garrett”.
18 (15%)

Votos até o momento: 120 Enquete encerrada
Num ano em que o acontecimento mais relevante da cidade foi, considerado pelos leitores do blogue, o fecho e consequente abertura dos blogues povoaonline/povoaoffline, é eloquente quanto à pobreza de eventos que caracterizaram os passados 12 meses.

De facto a Póvoa de Varzim atravessa um dos mais negros períodos da sua história.

Nada de particularmente relevante acontece. Não há cinema, não há teatro, não há exposições, em suma, não existe uma política cultural planeada. Tudo é realizado “às três pancadas”, resultado de situações que são criadas por promotores de eventos e não pelo Departamento Cultural da autarquia.

O próprio Presidente da Câmara atravessa o seu mais crítico período. Não há café, esquina, bar, restaurante onde não se critique aberta e frontalmente a mediocridade dos seus pseudo projectos.

Veja-se a remodelação da Avenida Mouzinho de Albuquerque que o próprio caracterizou como a “Obra do Século” com um planeamento de engenharia só ao alcance de alguns, tanto assim que vários presidentes de Câmara já lhe tinham pedido a receita, como quem faz rabanadas e depois entrega o produto à Beneficiente, no montante de 500 Euros e agenda uma cerimónia solene para entrega do dito valor. Camelos!

Pois a obra da Avenida apenas obteve 10 votos correspondentes a 8% da sondagem. Isso revela a importância diminuta que os poveiros atribuíram à sua remodelação que, como todos sabemos, arde de vazia, vindo agora o Macedo Vieira todo preocupado com o facto de o Governo não ter pago ao empreiteiro. Eh eh eh!

Oh pá, eles que deixassem a FDO ganhar aquilo como estava planeado e como era natural com a Providência Cautelar. Eh eh eh!

Os da FDO é que se riem agora. Mijam-se de tanto rir.

Tudo isto é tão ridículo que eles fazem de uma obra que deveria estar pronta desde sempre, o Cine-Teatro Garrett, como uma das mais importantes do corrente ano 2009.

Até já o anunciaram, pela décima vez. Só que o Tribunal de Contas não despacha aquilo. Pois. Tudo o que é concurso público desta Câmara cheira a ajuste directo. Ou melhor, despacharam mas para a Câmara rectificar. Dr. Macedo Vieira, eu sei que consigo rolam cabeças e desta vez alguma tem que rolar, nem que seja a sua. E tem que por mão nisto pá. De uma vez por todas.

Vai-te embora Sócrates! Tu mais o teu ajuste directo, deve pensar Macedo Vieira.

Mas os poveiros confiam no “Vem Aí o Garrett” e cotaram-no como o segundo evento mais importante de 2008 com 18 votos e 15%. Que nem foi evento nenhum. Eh eh eh!

Isto é uma demonstração salutar do bom humor poveiro. Entendam: o “Vem Aí o Garrett” que não veio, foi o segundo mais importante evento do ano 2008.

Só para rir. Até o Bertinho "Raia Seca" se ri.

Pena que o Arquitecto Garcia tenha renunciado ao seu mandato. Incapacidade para fazer política como todos nós, cidadãos, a entendemos: falsa, desonesta, traidora, de compadrios, de nepotismos, de facadas nas costas. Tudo atributos que não se enquadram na personalidade do vereador desistente.

Pois é. De pouco lhe valeu o teatro, porque os poveiros apenas lhe deram a importância de um terceiro lugar no ranking, com 16 votos e 13%. Foram os socialistas da Póvoa, alguns, que votaram nele. Apenas.

E eis que chego eu. O herói do ano. Primeira página de vários jornais, duas vezes no Público com entrevista exclusiva levada a cabo por João Pedro Pereira, notícia de abertura da TSF, notícia em todas as televisões, milhares de citações em páginas da internet, alvo de estudos doutrinários.

Porquê? Porque a tive a coragem de fazer aquilo que poucos teriam: reagir ao fecho de um blogue com a abertura de outro.

E depois novamente com o fecho do povoaoffline, em que os documentos davam conta de um processo-crime.

É preciso estar muito consciente do que se escreve, é preciso ter informações fidedignas, é preciso ter credibilidade para aguentar uma escrita durante anos, sem vacilar, sem fuga de leitores e com constante aumento de audiência.

Sinto que o fim se aproxima, mas será porque eu quero e não por vontade de um qualquer general fascista.





















sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

é o túnel que nos vai salvar!



“Os carros não podem ser impedidos de chegar ao centro da cidade, o que devemos evitar é a sua circulação dentro da cidade”.

Destruo a minha inteligência a tentar descortinar o sentido das palavras do Macedo Vieira nesta, já de si famosa, entrevista à Porto Canal.

Recordo com saudade o soninho que me dava a ver as obras da Avenida Mouzinho de Albuquerque, em companhia dos meus camaradas de reforma que, na falta de cuidados das entidades responsáveis, nos entretínhamos a ver as máquinas destruírem aquilo que os nossos antepassados haviam construído com tanto gosto.



“É preciso tê-los no sítio”, gritava eu das duas vezes que o Macedo Vieira visitou as referidas obras (uma com o CDS e outra na inauguração), ele que tem receio de circular nas ruas e ver-se confrontado com insultos de um qualquer poveiro revoltado com o estado degradante a que chegou o burgo.

Eh eh eh! Ria-se ele, pensando que de um elogio se tratava, tanto que até foi para o jantar dos velhinhos contar essa estória que já deu volta ao mundo.

Parei os meus pensamentos para exteriorizar uma sonora gargalhada com tão desprezível ser, quando a minha mulher veio com mais uma das suas brilhantes ideias:

Passear na dita Avenida.

Eu já estava com os olhos postos no tom ameaçador do tempo. É sempre assim: quando os dias estão solarengos vem sempre um qualquer profeta da desgraça dizer que “alguém vai pagar isto” ou “este ano num há Verão”. A tempestade vem de imediato.

Como eu não sou homem de dizer “não” à minha mulher lá acedi à sua proposta.

Tal e qual. Após cinco minutos de passeio desata a chover copiosamente. Puxei do guarda-chuva comprado no chinês por cinco euros, mas ele voou à velocidade do sudoeste que se fazia sentir.

Amanhã vou trocar isto na cabeça dele! Disse cá para mim. Que dizes homem? Perguntou a minha mulher. Eu puxei os olhos pus a língua de fora e imitei um chinês. Sem xenofobia, mas gosto mais das chinesas do que dos chineses. Fosda-se!

De repente, lembrei-me do post do Arquitecto Silva Garcia, um homem culto, inteligente, conhecedor da cidade, enfim um ex-autarca de luxo que a Póvoa não merece.

Eh eh eh! Ri-me sozinho. Anda daí chopa! Disse eu para a minha mulher.

Descemos para o túnel.

Um silêncio maravilhoso, entrecortado pelo eco das vozes dos que, tal como eu, se refugiaram da chuva invernosa.

Um carro ali, outro a 50 metros, outro perto do Tribunal e dois ou três junto à Igreja de São José.

Só falta umas lojinhas dos chineses para a gente comprar uma roupinha para oferecer no Natal, disse a esganada da minha mulher.

Por acaso, e se tivesse aqui café tomava um, cheio. Respondi eu.

Passei pelo Bicudo, pelo Tone Sapateiro, pelo Rojão, e mais uns quantos amigos de infância.

É o que está a dar, disse o Catrica, enquanto apontava para o imenso espaço vazio.

Temos que reconhecer:

Anda aí uma série de macacos a elogiar o Agonia, que vai fazer um novo hospital, que é o maior, que é o único que investe, o verdadeiro empresário, e ninguém reconhece o trabalho, a obra do Macedo Vieira, esse visionário da cidade.

O Agonia quer é dinheiro. Esse nunca deu nada a ninguém. Investe, mas vai buscar depois. No lucro.

Agora um Presidente que oferece um túnel à população para se abrigar da chuva, sem custar um cêntimo ao município, esse homem merece o céu, e merece-o imediatamente para não se candidatar em 2009. Fosda-se!

Quando subi, apercebi-me do inferno em que se encontra a cidade.




Os poveiros estão condenados a viver debaixo da terra.