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sábado, 7 de março de 2009

autárquicas 2009


Com a aproximação das autárquicas e o nervosismo que se vai instalando entre as hostes partidárias, natural é que surjam as mais variadas notícias e entrevistas em que os candidatos dos partidos quererão demonstrar que possuem um programa de continuidade, no caso do PSD, e de alternativa no caso dos restantes, principalmente o PS que, de facto, é o único que demonstra ter capacidade para eventualmente derrotar Macedo Vieira, tido já como o “candidato-fantasma” de 2009, face ao tabu que vem alimentando junto da opinião pública.

Não será de admirar que brevemente surjam as mais variadas entrevistas a incidir, naturalmente, sobre Aires Pereira e Macedo Vieira, que exercem um controle sobre a comunicação social poveira alimentada com o dinheiro dos contribuintes.

Já estou preparado para ouvir Macedo Vieira dizer que vai candidatar-se a um último mandato, porque as pessoas precisam dele, principalmente neste grave período de crise, em que ele é o homem certo para se dedicar às pessoas, porque ao longo dos seus mandatos sempre apoiou as instituições de solidariedade social e por isso tem o “know how”, como também estou preparado para ouvir Aires Pereira, no estilo desportista que o caracteriza, que em equipa ganhadora não se mexe e, portanto, a pedido do Dr. Macedo Vieira fará com ele uma equipa em que a característica fundamental será um misto de veterania com alguma juventude.

Isto é, com ligeira margem de erro, aquilo que vamos ouvir.

Mas eu quero saber mais coisas.

Da boca de Macedo Vieira eu quero uma cabal e definitiva explicação sobre as razões da constituição da sociedade de compra e venda de imóveis, a Mardebeiriz, Lda, qual o volume de negócios durante os anos em que esteve activa se é que já não está, e qual o papel do Gomes do Marinheiro como sócio.

Pretendo saber também se Macedo Vieira já devolveu ao Município os 190 mil euros conforme o IGAT recomendou em 2005, onde se diz que ele deve devolver metade do salário que auferiu até 2003, como pode ler aqui.

Na época, Macedo Vieira argumentou que o caso estava entregue ao Ministério Público, mas como os portugueses deixaram há muito tempo de confiar nessa estrutura judicial, é tempo de se esclarecer de uma vez por todas esta questão: tem Macedo Vieira de devolver os 38 mil contos ou não?

Isto tem de ser respondido antes da eleições autárquicas de 2009. Não quero, como não devem querer os poveiros, um tipo a candidatar-se a um cargo com um manto turvo e cinzento sobre a cabeça.

De Aires Pereira pretendo saber se já foi inocentado do crime de abuso de poder em que foi condenado no Tribunal da Póvoa de Varzim, juntamente com Dourado, a propósito da reforma compulsiva deste, e cuja decisão foi confirmada pelo Tribunal da Relação do Porto.

Não podemos permitir que um criminoso se pavoneie pelos corredores de uma casa que representa toda uma população. Não foi para praticar crimes que Aires Pereira foi eleito.

Qualquer entrevista que não aborde estes assuntos está condenada a ser tida como oca, comprada e apenas para servir os interesses dos próprios, colocando em causa a qualidade e verticalidade do jornalismo.









segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

olha quem manda!


Há documentos que são denunciantes por si próprios e quanto mais vezes leio este da Mardebeiriz, Lda, cujos sócios são os Macedo Vieiras e o Gomes do Restaurante Marinheiro, mais pormenores deliciosos encontro.

Repare o leitor na forma de obrigar a sociedade, como está sublinhado a verde: “pela intervenção conjunta de dois gerentes”.

Até aqui tudo bem. É o procedimento usual neste tipo de situações, em que os sócios pretendem exercer um certo controlo sobre as actividades do outro. Não vá o Diabo tecê-las.

O pormenor que faz toda a diferença é que João Gomes tem de intervir “obrigatoriamente”.

Porquê?

Se Macedo Vieira disse publicamente em entrevistas nas rádios que “a Mardebeiriz era uma empresa da família constituída para resolver umas partilhas”, que ele “não é empreiteiro, nem compra nem vende casas”.

A resposta é muito simples e vai de encontro ao que todos os poveiros sabem:

Foi João Gomes, indivíduo com grandes posses económicas, quem entrou com o dinheiro para a compra de terrenos na zona do Parque da Cidade, adquiridos como sendo para zona verde e vendidos como terrenos para construção.

Só que João Gomes, como todo o capitalista, nem na sombra confia.







terça-feira, 27 de janeiro de 2009

de quem é a bomba de gasolina?


Pessoalmente já tinha o assunto como encerrado. A sua solução seria igual a muitas outras desta cidade e deste país: a justiça não funciona e as coisas acabam por ser resolvidas nos corredores do poder, seja ele central ou local.

Muito se falou por essas ruas da cidade sobre os proprietários da nova e polémica bomba de gasolina junto ao Modelo. Inclusive um deputado da Assembleia Municipal questionou o Macedo Vieira sobre a propriedade da referida e o próprio queixou-se nas rádios que “andavam a dizer que a bomba era dele”.

Não sei se é, não sei se é da esposa ou de outro político da cidade. Sei que tenho as minhas desconfianças resultantes do carácter pouco sério de políticos no poder há 16 anos.

Porém, já tinha o assunto arrumado na prateleira até que o sempre atrasado “Folha Municipal” veio lançar alguma luz sobre as minhas desconfianças.

Não é que lá vem um esclarecimento da Câmara sobre a parcela de terreno doada pelo tal Eugénio Lopes, que demandou a Câmara em Tribunal?

Mas era necessário esse esclarecimento? Julgo que não.

Agora sim, estou muito desconfiado.










quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

vem aí o garrett!


Afinal a obra mais aguardada do século que se avizinha não foi aprovada pelo Tribunal de Contas.

Falo do “Vem Aí o Garrett”. Na realidade, parece tratar-se de mais uma obra maldiçoada da era Macedo Vieira, a juntar à Via B que teve uma obra de arte extremamente original e à obra da Avenida que para além das várias contingências, acabou por se tornar um “elefante branco”, dada a pouca adesão dos poveiros à ideia de meter o automóvel no túnel.

Instado a pronunciar-se sobre as quesões colocadas pelo Tribunal de Contas, Macedo Vieira respondeu com a forma ardilosa que o caracteriza, comparando-se a Paulo Bento:

“Estou mais preocupado com a situação financeira do país.”

Muito bem. É com homens destes que Barack Obama pode contar para tornar este mundo melhor.














sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

deixem-me dormir







Zé detestava aborrecimentos, odiava problemas, tinha aversão a reclamações dos munícipes, fazia um esforço sobre-humano para estar presente nas barulhentas sessões da Assembleia.

Zé gostava das reuniões com os empreiteiros, no silêncio entre um copo ou dois, no sussurro da noite, onde se falava do que realmente interessa: obras.

Para se sentir feliz Zé nem precisava de ouvir o som do dinheiro, bastava-lhe o nome e, ocasionalmente, o cheiro das notas, ainda que de peixeiras.

Recordava-se do momento em que o sacana do Tone, com um semblante carregado, entrou pelo Gabinete com um assunto muito sério em mãos que colocaria em causa o bom-nome da empresa:

Zé pá, trago-te aqui um assunto muito delicado.

O quê Tone? Um conjunto de luxo em porcelana?

Não Zé.

Uma jóia oferecida por algum empreiteiro?

Não Zé.

Antão trazes-me o quê?

O teu filho anda a roubar dinheiro aos professores lá.

Como Tone?

É. E pior ainda. Pega na massa e vai para Abermar espetar umas cronhadas nas brasileiras.

Como é que tu sabes Tone? Vistes?

Viram-no a comprar o Jornal de Notícias, ler os anúncios de compra de casa e chamar um taxe.

Ai sim?

Sim. O que faço com este assunto Zé?

Oh Tone, num fui eu que roubei.

Temos que resolver este assunto ZéZéZéZéZé!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Zé acordou. Tudo não passava de um sonho. O som da Onda Viva com a canção “Sobe Sobe Balão Sobe” havia-o despertado.

Ai meu Deus! Que soneira.


Ao lado, a mulher ainda ressonava. Tapor só dorme. Deixa-la estar prá aí. Pensou Zé.

30 minutos depois já estava a entrar no carro, dirigido por Doro, o motorista que não falava, só ouvia.

Pi! Pi! Pi! Era o sinal horário das 10 horas da manhã.

Zé nunca gostou de chegar cedo. Quando chegava cedo tinha sempre um munícipe à espera dele para o ameaçar de pancada, daqueles que nem dormem de noite, a pensar na vida desgraçada de dívidas atrás de dívidas.

São os mais perigosos, pensou ele.

Às 10 horas já estavam a dispersar, cansados de tanto esperar.

As notícias eram boas.

Eh eh eh! É lá em Vila do Conde. O T-Rex que se desenrasque. Lá com o do PS, o “pensem nisso”, eh eh eh! Deixa-me ligar ao Buenos pra ver o que ele diz:

TRIIM TRIIM!

Buenos? Onde estás?

Estou a caminho.

A caminho de onde?

Daí.

Ah pois é, nem me lembrei. Olha, ouvistes as notícias sobre a ETAR?

Ouvi.

E que achas?

Que estamos fodidos.

Achas mesmo?

Claro. Se aquilo num anda onde vamos deixar os calhabotos dos poveiros?

No mar.

No mar já nós lançamos.

E continuamos lançar.

Mas temos que lançar com estilo. Vai ser uma barracada Zé.

Zé ficou branco. Telefonou de imediato ao Montanha, o empreiteiro de serviço.

Montanha meu, agora num vai ser preciso concurso público. Vamos poder fazer obras até num poder mais. Tens alguma ideia?

Vou ter de falar com o Buenos Zé.

Sempre o Buenos, sempre o Buenos, pensou Zé. Esse gaijo quer-me fazer a cama.

As notícias continuavam:

Este gaijo queima o dinheiro todo. Já lhe disse que o apoiava na redução de gastos, assim sempre ficava com algum e ele é sempre a estourar.


Este gaijo da Onda Viva parece o Voz da Kizomba, o boca rota do carago. Num podia abafar isto. Isto num é notícia. Vou ligar ao Malvado.

TRIIM TRIIM!

Malvado só pões as notícias a dizer mal da cidade. E as exposições pá? E o teatro pá? E o cinema pá?

E o Correntes d’Escritas pá?

Quem disse isso?

Foi eu Zé?

Estás debaixo do banco porquê Tino?

Pá ontem tive de fugir de várias professoras que andam atrás de mim.

E tu num aproveitastes?

Uma de cada vez.

Num tarda muito estás no Viagra.

Vou telefonar ao Gugu a dizer que precisas de ajuda. Eh eh eh!



quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

macedo vieira recua



Aparentemente, mas só aparentemente, Macedo Vieira parece ter recuado na sua intenção de utilizar o Restaurador Olex como arma eleitoral.


Antes



Depois





Agora















































quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

um motivo para macedo vieira


Todos os poveiros já perceberam as razões pelas quais Macedo Vieira está indeciso para uma possível candidatura em 2009.

Passou todos estes 16 anos com a palavra “obra” na boca, pelo que sabendo que as que estão em curso, Parque da Cidade e ETAR, não estarão prontas antes de 2013, Macedo Vieira sente que lhe vai faltar conteúdo nos próximos São Pedros, acontecimento tão do agrado para novas inaugurações.

Pois eu tenho um forte e sério motivo para Macedo Vieira se decidir pela positiva, algo que muitos poveiros desejam mas não manifestam:

O Comunicado do Conselho de Ministros de 30 de Dezembro.

Nesse documento que pode consultar aqui, está prevista “a possibilidade de ser escolhido o procedimento de ajuste directo, no âmbito de empreitadas de obras públicas, para contratos com valor até 5 150 000 euros e, no âmbito da aquisição ou locação de bens móveis ou da aquisição de serviços, para contratos com valor até 206 000 euros”.

Se Macedo Vieira e Aires Pereira já nadavam em águas calmas num regime normal, fácil se torna imaginar a felicidade que lhes vai na alma.

Oh Zé tenho aqui uma obra, amigo.

Quanto dás? Quanto dás?

Dou mais que o outro.

Também queres pra ti Buenos?

Eu já estou governado noutro lado.









sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

filhos de macedo vieira gastam pouca água!

Já sabemos que Macedo Vieira fica possesso quando se fala nos filhos dele. Pois a propósito da sessão da última Assembleia Municipal, em que foi discutido o Plano de Actividades e Orçamento para 2009, ao contrário da argumentação “mentirosa e demagoga” da oposição que diz que uma família poveira gasta 45 euros de água por mês sendo desta forma a mais cara do país, Macedo Vieira declarou:

“Nós somos quatro, tomamos banho todos os dias, os quatro, e os meus jovens rapazes às vezes até se esticam no banheiro, gastando água a mais e eu gasto 35 Euros por mês.” Ouvir Rádio Mar, noticiário do dia 19.

Mas será que se pode falar dos filhos ou não?

Aqui fica uma foto do site da Câmara. Ele expõe-nos e depois queixa-se.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

é o túnel que nos vai salvar!



“Os carros não podem ser impedidos de chegar ao centro da cidade, o que devemos evitar é a sua circulação dentro da cidade”.

Destruo a minha inteligência a tentar descortinar o sentido das palavras do Macedo Vieira nesta, já de si famosa, entrevista à Porto Canal.

Recordo com saudade o soninho que me dava a ver as obras da Avenida Mouzinho de Albuquerque, em companhia dos meus camaradas de reforma que, na falta de cuidados das entidades responsáveis, nos entretínhamos a ver as máquinas destruírem aquilo que os nossos antepassados haviam construído com tanto gosto.



“É preciso tê-los no sítio”, gritava eu das duas vezes que o Macedo Vieira visitou as referidas obras (uma com o CDS e outra na inauguração), ele que tem receio de circular nas ruas e ver-se confrontado com insultos de um qualquer poveiro revoltado com o estado degradante a que chegou o burgo.

Eh eh eh! Ria-se ele, pensando que de um elogio se tratava, tanto que até foi para o jantar dos velhinhos contar essa estória que já deu volta ao mundo.

Parei os meus pensamentos para exteriorizar uma sonora gargalhada com tão desprezível ser, quando a minha mulher veio com mais uma das suas brilhantes ideias:

Passear na dita Avenida.

Eu já estava com os olhos postos no tom ameaçador do tempo. É sempre assim: quando os dias estão solarengos vem sempre um qualquer profeta da desgraça dizer que “alguém vai pagar isto” ou “este ano num há Verão”. A tempestade vem de imediato.

Como eu não sou homem de dizer “não” à minha mulher lá acedi à sua proposta.

Tal e qual. Após cinco minutos de passeio desata a chover copiosamente. Puxei do guarda-chuva comprado no chinês por cinco euros, mas ele voou à velocidade do sudoeste que se fazia sentir.

Amanhã vou trocar isto na cabeça dele! Disse cá para mim. Que dizes homem? Perguntou a minha mulher. Eu puxei os olhos pus a língua de fora e imitei um chinês. Sem xenofobia, mas gosto mais das chinesas do que dos chineses. Fosda-se!

De repente, lembrei-me do post do Arquitecto Silva Garcia, um homem culto, inteligente, conhecedor da cidade, enfim um ex-autarca de luxo que a Póvoa não merece.

Eh eh eh! Ri-me sozinho. Anda daí chopa! Disse eu para a minha mulher.

Descemos para o túnel.

Um silêncio maravilhoso, entrecortado pelo eco das vozes dos que, tal como eu, se refugiaram da chuva invernosa.

Um carro ali, outro a 50 metros, outro perto do Tribunal e dois ou três junto à Igreja de São José.

Só falta umas lojinhas dos chineses para a gente comprar uma roupinha para oferecer no Natal, disse a esganada da minha mulher.

Por acaso, e se tivesse aqui café tomava um, cheio. Respondi eu.

Passei pelo Bicudo, pelo Tone Sapateiro, pelo Rojão, e mais uns quantos amigos de infância.

É o que está a dar, disse o Catrica, enquanto apontava para o imenso espaço vazio.

Temos que reconhecer:

Anda aí uma série de macacos a elogiar o Agonia, que vai fazer um novo hospital, que é o maior, que é o único que investe, o verdadeiro empresário, e ninguém reconhece o trabalho, a obra do Macedo Vieira, esse visionário da cidade.

O Agonia quer é dinheiro. Esse nunca deu nada a ninguém. Investe, mas vai buscar depois. No lucro.

Agora um Presidente que oferece um túnel à população para se abrigar da chuva, sem custar um cêntimo ao município, esse homem merece o céu, e merece-o imediatamente para não se candidatar em 2009. Fosda-se!

Quando subi, apercebi-me do inferno em que se encontra a cidade.




Os poveiros estão condenados a viver debaixo da terra.









terça-feira, 9 de dezembro de 2008

de quem é a bomba de gasolina?


Aos microfones das rádios locais e para todo o mundo ouvir, sobre a Bomba de Gasolina instalada junto ao supermercado Modelo, Macedo Vieira declarou:

"Andam aí a dizer que a bomba é minha!"

Sinceramente, nunca ouvi ninguém dizer algo parecido, e até me disponibilizo, se o Macedo Vieira quiser, para ser sua testemunha.


No entanto, fico com uma dúvida:


Se a bomba fosse realmente dele será que poria lá o seu nome, preto no branco.

Macedo Vieira é o blogueiro das gasolinas.









terça-feira, 18 de novembro de 2008

crise mundial afecta póvoa de varzim!

Depois dos gloriosos tempos da informação privilegiada, da constituição de “sociedade de compra e venda de imóveis” e do convite a um grande empresário poveiro para integrar a equipa de gestores, eis que de repente a crise mundial que veio para se instalar nos mercados bolsistas e financeiros acabou por afectar a cidade da Póvoa de Varzim e das suas gentes.

Depois da praga do desemprego que afectou várias empresas poveiras, a última das quais foi a Maconde, cidadãos bem mais seguros do seu currículo não conseguiram escapar a esta peste que veio para ficar.