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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

as fotografias não enganam







Impressiona-me o facto de a entidade que faz e publica as análises à água do mar na Praia da Lagoa tenha publicado em todo o mês de Agosto os resultados dando-a como "BOA".

Foram inúmeros os dias em que o mar exibia uma mancha de poluição aterradora.

"BOA", dizem eles.

Nos dias 26 e 27 de Agosto o seu aspecto era este. Vamos ver no site do SNIRH qual o resultado. Andam a brincar com os frequentadores da praia da Póvoa de Varzim.




terça-feira, 1 de setembro de 2009

correu bem , correu bem!


Com a época balnear quase no final podemos afirmar, com elevado grau de certeza, que tudo correu bem a Macedo Vieira.

Desde a retirada dos avisos a informar os veraneantes de que as praias da Avenida dos Banhos não eram aconselháveis à prática balnear, passando pela conduta promíscua da Polícia Marítima e do seu comandante e das análises do SNIRH que deram, incrívelmente, todo o mês de Agosto a água da Praia da Lagoa como "BOA", até à declaração de guerra lida por Macedo Vieira à comparência desse “bicho" de estimação de nome salmonela, tudo estava dentro da normalidade, aquela normalidade de 16 anos, adormecida, trôpega, confusa.

O problema foi o Boticário, esse militante social-democrata de 20 anos, que anda sempre a fotografar tudo o que se relacione com a cidade.

Tudo aponta, pois, para que Macedo Vieira e Aires Pereira instaurem brevemente uma Providência Cautelar sobre o blog Impresssões de Um Boticário de Província, pela forma cobarde e anónima com que tem maltratado o bom nome dos autarcas e de toda a cidade.

Por tudo isto podemos dizer que correu bem, correu bem. Podia ter sido pior.

Voilá.







segunda-feira, 17 de agosto de 2009

praias da póvoa de varzim, a estória









No dia 15 de Junho de 2009 todos os concessionários das praias da Av. dos Banhos na Póvoa de Varzim foram avisados de que tinham que afixar um cartaz igual a este:


O motivo é que a praia estava definitivamente desaconselhada à prática balnear, pelo que nem sequer constava, a nível de instituições que procedem ao controle sanitário, como estância balnear, vulgo praia, ou seja, a praia da Póvoa de Varzim não é uma praia, é algo que está contaminado.

Leia-se o que diz uma representante da Administração Hidrográfica do Norte sobre a praia da Póvoa de Varzim:

Durante esta época balnear em curso, a legislação que regula a aptidão de águas balneares para a prática de banhos é ainda o Decreto-Lei nº 236/98, de 1 de Agosto, uma vez que o Decreto-Lei nº 135/2009, de 3 de Junho, só entra em vigor a partir do dia 1 de Novembro de 2009.
Relativamente à afixação de informação nas zonas balneares, a ARH do Norte, I.P., actua de acordo com o seguinte procedimento:
- No caso de se tratar de águas balneares designadas, os relatórios de ensaio são enviados para a Capitania do Porto da Póvoa de Varzim, com a qual possuímos um protocolo, para serem distribuídos localmente pelos diversos concessionários a quem compete proceder à sua afixação, juntamente com o cartaz correspondente ao estado de qualidade da semana a que se refere o boletim.
- No caso específico de águas balneares não designadas, encontrando-se nesta situação as praias da Avenida dos Banhos (marginal que vai do casino da Póvoa do Varzim às piscinas municipais), a ARH do Norte, I.P., procedeu, no dia 15 de Junho de 2009 (início da época balnear), com a colaboração da Capitania, à afixação do cartaz "Zona de Recreio e Lazer - Desaconselha-se a prática balnear" em todos os concessionários das praias referidas (ver foto exemplo em anexo).





Esta é a prova de que os cartazes estiveram afixados e foram, posteriormente, removidos pelos concessionários em comunhão de esforços e a conselho de alguém que se presume represente a autarquia.

De facto estranhei que nas análises semanais do SNIRH não constassem as praias da Avenida dos Banhos. Há jogada, logo pensei.
E aqui é que vem a parte mais hilariante da questão:

Na reunião de Câmara de 5 de Julho Macedo Vieira, vestindo a pele do Dr. Pet, encarrega-se de ler uma declaração política que o leitor pode ler no cabeçalho deste post, num estilo que faz lembrar o padre Mindinho de Rates, que é também Presidente da Junta e assessor do Dr. Pet desde 1994, depois de ter passado pela Câmara como vereador do PSD na época em que Manuel Vaz era eleito pelo CDS.


Deste Mindinho, a quem Manuel Vaz por compaixão atribuiu o pelouro das Feiras, se diz que entrou para a Faculdade de Direito de Coimbra no mesmo ano do José Cid (depois de repescado devido à má nota a inglês como se pode verificar pela utilização da palavra "seally" que não existe em vez de silly que significa tonto), os quais foram os únicos que apenas fizeram a cadeira de Direito Constitucional, logo abandonando o curso, o José Cid para abraçar a carreira de cantor e Mindinho a de Doutor de Rates, e colaborador da missa também.
Pois o Dr. Pet leu uma declaração sobre praias que como tal não estão designadas, isto é, a praia da Póvoa de Varzim não existe.

Anedota para ser contada por muitos e muitos anos. Isto é o que se chama uma seally season! Eh eh eh! Não posso mais de tanto rir.









sexta-feira, 14 de agosto de 2009

onde está o macedo vieira pá?


É um grande "golpe". Se as águas das praias não têm qualidade, então "apagam-se" as águas. A Póvoa, uma cidade de praia, não tem praia!!! Genial!
Assim não se fazem análises, logo está sempre tudo bem! Genial!
Os banhistas é que não sabem de nada, porque numa acção concertada e premeditada os concessionários rasgaram os cartazes que desaconselhavam a prática balnear. Genial!

O Macedo Vieira tem que fazer uma declaração pública a explicar aos poveiros como conseguiu que a praia da Póvoa desaparecesse como estância balnear.

Já veio do Algarve o Macedo Vieira? Aparece pá!
Até ouvi dizer que anda aí armado em Dr. Pet.



























quarta-feira, 12 de agosto de 2009

sá coutinho deve ser responsabilizado

Tal como escreve Peliteiro pude hoje verificar que os concessionários das praias da Avenida dos Banhos na Póvoa de Varzim, zona de excelência da cidade, voltaram a afixar os avisos iguais a este:

Avisos que desaconselham a frequência balnear.

Foi no início de Junho que os mesmos foram afixados e, pouco tempo depois, removidos ao que tudo indica de forma concertada pelos concessionários, os quais de forma concertada também voltaram a afixá-los após notícias vindas a público, quer pela TVI, quer pelo diário "Público".

É óbvia aqui a colaboração da Polícia Marítima no sentido em que não denunciou como devia tais actos ao Ministério Público para serem apuradas responsabilidades criminais e civis.

Sá Coutinho, o comandante, tornou-se assim cúmplice de um acto criminoso sobre o qual deve ser responsabilizado.

Entretanto e porque os poveiros têm memória curta passo a transcrever as palavras de Macedo Vieira que constam de um documento anexo à reunião de Câmara de 5 de Julho, conforme notícia do JN:

"O presidente da Câmara da Póvoa acusa a delegada de Saúde de "irresponsabilidade" e incita os concessionários a pedirem-lhe responsabilidades pelos prejuízos causados com a interdição de várias praias durante o Verão."

É o Dr. Pet, no seu melhor.










terça-feira, 11 de agosto de 2009

golpe sujo nas praias da póvoa de varzim

Segundo notícia da TVI transmitida no "Jornal da Uma" as praias da Avenida dos Banhos estão interditas a banhos e, de facto, os concessionários terão retirado as placas que continham o respectivo aviso. O vídeo da TVI pode ser visto aqui a partir do minuto 26m25s.

Isto é um caso de polícia e deve ser remetido ao Ministério Público para se proceder à respectiva investigação.

Atenção: não enviem ao Ministério Público da Póvoa de Varzim. Enviem à Procuradoria Geral da República em Lisboa.

Aqui "o mar enrola na areia".












praias da póvoa de varzim poluídas



Ao que tudo indica os concessionários das praias da Avenida dos Banhos na Póvoa de Varzim estão a agir de forma concertada e com a indiferença das autoridades, no sentido de retirarem os avisos que foram afixados como «Desaconselhada a Prática Balnear».


Trata-se de uma situação gravíssima e vem na sequência da intervenção de Macedo Vieira na reunião de Câmara de Julho passado, onde criticava a actuação da Delegada de Saúde e do Partido Socialista no denominado «Caso Salmonela».


Não foi, pois, uma intervenção incidental. Foi, sim, algo programado para conseguir que nenhuma autoridade de saúde interditasse as praias da cidade. Aliás, uma conduta típica da autarquia vilacondense que dá instruções aos concessionários para remover as placas de interdição.


Pasme-se que as praias da Avenida dos Banhos nem sequer constam das análises efectuadas pelo SNIRH.


Estão a brincar com a nossa saúde.


Leia tudo no Peliteiro.
 
 






 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 17 de junho de 2009

estão bonitos pá!




Um leitor enviou estas fotos argumentando que o Arquitecto Rui Binachi, que o Macedo Vieira apelida de "... do regime", ter-se-á inspirado no Pinhal de Leiria.

Não me conformo com estes insultos à obra do Dr. Macedo Vieira, até porque acho que esta é uma das que vai durar 100 anos.










terça-feira, 24 de março de 2009

barracas e barraquinhas


De um leitor revoltado:


Depois da destruição da Avenida dos Banhos os corruptos não param e vão destruir o areal poveiro.
Ao falar-se de “Bares de Apoio”, não estamos a falar de umas barraquitas sem importância para vender gelados ou língua da sogra, estamos a falar em milhões de euros e milhares para corrupção.


Senão vejamos:


Café de “La Plage”, Enseada, Discoteca IT, do Fernando Vieira cedido à exploração a um francês por 300 mil euros, valor das obras 200 mil euros.


Diana-Bar, valores de oferta ao "Preto", que não soube aproveitar, 250 mil euros.


Guarda-Sol, valor de passe, 350 mil euros.


Barraca de Gelados, do “Malcriado” da EDP, passa-se 75.000 euros.


Budha; renda mensal paga pelos Espanhóis ao Ferreira da Costa, 15.000 euros.


BAR-Náutico, valor de construção 150 mil euros.


Bar da Praia, do Alex Arriscado, valor de passe 250 mil euros, gasto em corrupção para os três alargamentos, 50.000 euros.


Todos eles pagam irrisórias rendas ao Estado, roubaram o areal aos Poveiros, e ganham-se fortunas, a começar pelo Arquitecto do regime recomendado para toda a obra do género.


E o fim a que foram destinados? Cumprem com o seu dever?


Haja vergonha!


Amigo leitor, quero-lhe dizer que estou comigo, quer dizer, consigo.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

esclarecimento de um leitor


voz da póvoa-o embuste!









O que a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim está a fazer na praia é uma violação do Plano de Ordenamento da Orla Costeira, aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 25/99 (D.R. n.º 81, Série I-B de 1999-04-07) e pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 154/2007 (D.R. n.º 190, Série I de 2007-10-02).
E o que o jornal Voz da Póvoa veio fazer com a notícia publicada na sua edição de 19 de Fevereiro último foi tentar branquear a entrega da construção de apoios de praia ilegais a empreiteiros da confiança dos autarcas, como é a Cardoso do Monte, SA, nascida das cinzas da Avelino Gomes do Monte, SA, ainda por cima com a chancela do "arquitecto do regime" que agora é Presidente da Concelhia social-democrata.
Uma vergonha!
Ninguém de bom senso pode pensar que o Ministério do Ambiente impõe a construção de tais mamarrachos.
Foi aprovada legislação (os POOC) que, após estudo e ponderação das Câmaras Municipais, se pudesse enquadrar em cada praia, consoante as suas características.
Isto é óbvio.
O que na Póvoa de Varzim se fez foi aprovar “apoios de praia” denominados “completos” que se caracterizam por terem uma área máxima de 140 m2 (70 m2 por 70 m2).
Ora, segundo o artº 54 do Regulamento do Plano de Ordenamento da Orla Costeira de Caminha-Espinho, que pode consultar aqui, “as instalações de apoio à praia localizar-se-ão junto aos acessos ao areal”.

Não em pleno areal como se vê na nossa cidade.

É preciso que a oposição denuncie esta situação ao Ministério do Ambiente.

Artigo 52.º
Instalações em área de domínio público hídrico
1 - As instalações permitidas na área do DPM assegurarão, funções de apoio à utilização da praia, subdividindo-se em apoios de praia e equipamentos.
2 - A manutenção instalações existentes é definida em função da tipologia da praia, da sua localização. das suas características construtivas e do seu estado de conservação.





Artigo 53.º
Tipologia dos apoios de praia e equipamentos
1 - Os apoios de praia subdividem-se em:
a) Apoio de praia mínimo;
b) Apoio de praia simples;
c) Apoio de praia completo;
d) Apoio de praia recreativo;
e) Apoio balnear.





2 - Os equipamentos permitidos em área do DPM correspondem a instalações existentes e subdividem-se em:
a) Equipamentos;
b) Equipamentos com funções de apoio de praia.


Artigo 54.º
Localização e quantificação das instalações de apoio de praia
1 - As instalações de apoio à praia localizar-se-ão junto aos acessos ao areal, fora das áreas sensíveis (zonas húmidas e áreas de vegetação rasteira e arbustiva), garantindo a sua implantação a compatibilização entre a protecção dessas áreas e a qualidade de serviços aos utentes.
2 - A implantação de instalações de apoio à praia no areal só será permitida a apoios de praia não infra-estruturados, como sejam o apoio de praia recreativo, o apoio balnear e o apoio de praia mínimo.
3 - Os apoios de praia infra-estruturados situar-se-ão na proximidade de vias infra-estruturadas, preferencialmente no passeio marginal e na frente urbana, podendo estas construções ser fixas ou indesmontáveis. As instalações cuja implantação, por inexistência de alternativa fora das áreas referidas, seja na antepraia (face do passeio marginal) ou em áreas de vegetação rasteira e arbustiva serão do tipo desmontável e construídas sobre estacas.
4 - As instalações de apoio à praia infra-estruturadas são os apoios de praia simples, os apoios de praia completos, os equipamentos com funções de apoios de praia e os equipamentos.
5 - O número de unidades de apoio será estabelecido, para cada praia, em função da sua capacidade de utilização, de acordo com o quadro n.º 4 do anexo II ao presente Regulamento.
6 - Nas praias em que existam equipamentos na face do areal, estes passarão a equipamentos com funções de apoio de praia, substituindo, sempre que possível, a unidade de apoio completo referida no quadro mencionado no número anterior.
7 - Aos equipamentos com funções de apoio de praia será exigida uma área de apoio à praia, correspondendo a 10% da superfície coberta actualmente ocupada. O serviço de apoio proporcionará as seguintes funções e serviços:
a) Informação e assistência a banhistas;
b) Instalações sanitárias;
c) Balneários/vestiários;
d) Comunicações de emergência;
e) Recolha de lixos e limpeza da praia.




quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

pooc que os pariu


Tinha em mente fotografar o escândalo, mas os energúmenos do costume colocaram o Kilores de plantão à porta da minha casa para me espetar um arraial de porrada.

Aguardei pacientemente.

Não sei as razões que estão por trás da aprovação disto que se convencionou chamar POOC (Planos de Ordenamento da Orla Costeira) que permite a construção do que denominaram “Apoios de Praia”.

Sabemos que grande parte das leis é aprovada com deficiências. Cabe a quem tem de as aplicar verificar se o texto se enquadra na situação concreta. É uma questão de racionalidade.

Sabemos também que, desde há muitos anos, nada do que esta Câmara poveira aprova se apoia em critérios de inteligência e defesa do interesse público.

Por isso é com grande revolta que assisto à construção de enormes mamarrachos no areal poveiro, espaço privilegiado da cidade e, esse sim, o seu melhor cartão postal.

Nos últimos dias vi o mar bravo, com intuitos destruidores. Ansiosamente pedi que galgasse o seu humanamente limitado território e limpasse aquilo que mãos sujas edificam.


Aliviava a enorme vontade de exteriorizar a crescente raiva interior.