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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

a póvoa de varzim tem teatro


Contra todas as expectativas eis que a Câmara Municipal conseguiu colocar no ar a terceira edição do "É-aqui-in-ócio", um Festival de teatro por poveiros e para os poveiros.

Duas boas notícias acompanham a edição de 2009, muito embora uma delas seja "um pau com dois bicos":

1- O Festival vai ser mais curto, ou seja, de 15 dias vai passar para 11, porque nestas coisas de números a nossa autarquia não deixa os seus créditos por mãos alheias. Apesar da redução de tempo o Festival promete ser melhor do que os anteriores. Assim o descrevem.

2- As entradas vão passar de 8 para 5 Euros, ou seja, o leitor que se apresentar na entrada do espectáculo, de 2008 para 2009 vai poder poupar 3 Euros por cada sessão.

E agora dirá o leitor: é justo. 5 Euros dá para pagar o esforço do Faria e um tipo diverte-se a ver aquelas macacadas. É. Vou lá.

Pois leitor deixe que lhe diga uma coisa: se for ver uma peça vai pagar duas vezes.

Ora veja:

O Varazim Teatro, a entidade supostamente organizadora do Festival não tem existência corpórea, ou seja, não se trata de uma companhia de teatro, mas apenas de um tipo que se diz actor.

Esse tipo, o tal Faria, contacta companhias de outras cidades para apresentarem as suas peças no espaço de tempo delimitado pela Câmara.

Se o Varazim teatro no fundo não existe significa que nada produz, isto é, não angaria receitas que suportem a sua existência.

Este facto deduz-se dos subsídios que anualmente a autarquia entrega à Varazim Teatro, os quais servem apenas para o vereador dizer que existe teatro na Póvoa de Varzim.

De onde vem o dinheiro dos subsídios?

Não sabe o leitor?

Nem posso acreditar. É tão fácil a resposta.

És tu seu burro quem dá o subsídio à Varzim Teatro que ainda te quer cobrar 5 euros por cada peça.

Já viste a figura que fazes quando entras na sala?

Estás a pagar duas vezes o mesmo acontecimento e ainda tens o Faria a rir-se de ti.

Vai lá, vai!






sexta-feira, 11 de setembro de 2009

seally season (8)

Para estes tipos os avós servem para tudo. Quando eles lançam qualquer coisa que à partida vai ser um fracasso total, como é o caso da Biblioteca de Jardim da Casa do Manuel Lopes, ou o Parque da Cidade que deve ser um dos maiores fiascos de Macedo Vieira, contactam os Centros de Dia, Lares e Jardins de Infância e juntam lá tudo, velhinhos com crianças, a maioria das quais nem sabe para o que vai e depois vêm dizer que são "os avós com os seus meninos". Às centenas!!

Moral da história: é como quem limpa o cu a meninos.

Eh eh eh!














quarta-feira, 9 de setembro de 2009

seally season (7)

"A Póvoa é tudo isto que vêm aqui". São tiradas fabulosas estas sobre a cultura na Póvoa de Varzim. "E muito mais junto ao Passeio Alegre". Naquele Passeio Alegre foram organizados pela Câmara Municipal, durante Julho e Agosto, alguns dos espctáculos mais degradantes que se possam imaginar, como foi o caso da Festa do Emigrante que, no fundo, mais não foi do que apelidar publicamente os emigrantes como "parolos".















terça-feira, 8 de setembro de 2009

seally season (6)

"É o livro que vai à procura das pessoas". "A Póvoa é uma terra de escritores". Coitado do livro que tem de andar pelas freguesias onde impera a desinformação, o analfabetismo, a pobreza. São estas frases demagógicas que fizeram do programa da RTP1 "Verão Total" o expoente máximo da "seally season" poveira. Aliás, sempre pensei que a Póvoa era uma terra de pescadores.

Tem continuação... ...







quarta-feira, 2 de setembro de 2009

feira de stocks é o reflexo da crise


Com indisfarçável fracasso decorreu entre 19 e 23 de Agosto a 4ª feira de Stocks, uma suposta organização da Associação de Comerciantes "Comércio Ao Ar Livre", dissidentes da Associação Comercial por incapacidade de lutar contra a corrupção que por lá grassava. E escrevo "suposta" porque quem fornece toda a logística para o evento é a Câmara Municipal, o que me leva a pensar que isto de constituir uma Associação mais não passa do que estar sentado à espera dos dinheiros públicos.

Tal como no ano passado, a Comércio Ao Ar Livre aproveitou os stands que estavam montados para a famosa Feira do Livro e tratou de contactar os amigos da Associação para preencherem os espaços. Até uma loja de Gourmet, sita a 20 metros do local lá esteve.

O problema está na contratação de uma empresa privada para montar cerca de 6 pavilhões que a Câmara recusou patrocinar com a alegação de falta de dinheiro. É que essa montagem custou os olhos da cara, algo visível nas declarações de José Milhazes, o Presidente, quando diz que o Festival de Animação de Rua agendado para o dia 5 de Setembro está comprometido.

O que é mais caricato, porém, é que o custo dessas "barraquinhas extra" montadas pela tal empresa privada vai ser suportado por todos os associados da Comércio Ao Ar Livre, mesmo aqueles que não participaram na Feira de Stocks.

Como?

O dinheiro vai sair das quotizações de cada um.

Pagam os que lá estiveram e pagam também aqueles não puseram lá os pés.

É a democracia!





















sexta-feira, 21 de agosto de 2009

vergonha na póvoa de varzim!


Com a justificação de que estavam a fazer concorrência às vendedoras do Mercado Municipal, a Câmara Municipal colocou as forças policiais, Polícia Municipal, PSP e Polícia Marítima a perseguir as vendedoras que apenas faziam aquilo que é tradição de dezenas e dezenas de anos: vender peixe no porto de pesca acabado de chegar nos barcos.

Se tudo é uma questão de concorrência porque se permite organizar Festivais de Marisco e Pescado quando existem restaurantes na cidade?

Porque se permite Feiras do Livro quando existem livrarias?

Porque se permite Feira de Stocks quando todos os lojistas o podem fazer no seu próprio local?

Porque se permite a presença de bolivianos a comercializar produtos quando há comerciantes que também o fazem?

Porque se permite a leitura de jornais gratuitamente em pseudo "bibliotecas de praia" quando há locais próprios para a sua venda que ficam prejudicados?

Não. Não foi razões de saúde pública ou sanitárias.

Não. Não foi chamada a ASAE.

Pelo que se pôde ler as vendedoras foram perseguidas até o pescado ser apreendido, para depois ser distribuído pelos pobres da Santa Casa. Sim porque o pescado estava bom. Eu tenho quase a certeza que o Silva Pereira levou uma pescada para casa depois de confeccionada na cozinha e ainda telefonou ao Macedo Vieira para levar outra.

Segundo o semanário local Voz da Póvoa tratava-se apenas do exercício de um direito conferido a quem anda na faina piscatória: poder vender o seu quinhão correspondente a 2,5 quilos de peixe.

Atendendo às dificuldades por que muitos pescadores passam, essa é uma forma de poderem fazer algum dinheiro para outras necessidades.

Mas não. Veio o vereador da cultura e do turismo, o tal que diz que a Póvoa é uma terra de escritores (bardamerda!) reivindicar publicamente um enorme sucesso nessa perseguição.

É desta forma que eles tratam os pescadores!

Haja vergonha na cara.










terça-feira, 18 de agosto de 2009

a feira do livro da póvoa de varzim-um caso raro de sucesso!


Um leitor indignou-se por eu ter escrito que só existem duas Feiras do Livro em Portugal, a de Lisboa e a do Porto.

Obviamente existem mais, mas estas duas são as únicas que merecem referência na imprensa nacional. Penso que não existem dúvidas sobre esta matéria.

Mesmo durante o período em que decorreu a já famosa da Póvoa de Varzim, o hipermercado Modelo lançou a sua, provavelmente com os mesmos méritos, ou superiores, da organizada pela autarquia.

O que a mim me deixa espantado é os próprios organizadores tecerem elogios sobre o que organizam. É sempre assim.

E são os jornalistas locais a transmitirem essa mensagem, deixando a ideia de que se tratou de um enorme sucesso. Nada mais errado.

Um enorme fracasso.

Perante o que escreve Ana Trocado Marques, uma jornalista do Comércio da Póvoa com alguns méritos, devo ou mão pensar que só existem três Feiras do Livro em Portugal, sendo que a da Póvoa é a terceira melhor?











quarta-feira, 12 de agosto de 2009

feiras do livro só existem 3



Imagine o leitor que num qualquer trajecto diário lhe colocavam uma Feira do Livro com meia dúzia de barracas. Todos os dias e durante 15 se cruzava com essa Feira na qual pousava os olhos apenas por curiosidade, dado que o seu trajecto está definido.
Como o leitor muitas outras pessoas se cruzavam, por necessidade, com essa Feira do Livro, qualificada como a terceira maior do país apenas porque só existem duas, de facto. A de Lisboa e a do Porto.
Uma semana antes do seu término a Feira já é considerada um sucesso absoluto com milhares de visitantes.
Um evento que é montado para favorecer dois figurões: o Alfredinho Vigia do Farol de Regufe e o Bago d'Uva que segura a mulher na Câmara a todo o custo.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 21 de junho de 2009

é verão povo!




Bob Marley & The Wailers - Waiting in Vain
Found at skreemr.com

terça-feira, 5 de maio de 2009

eu nem queria acreditar... ...




Doeu-me no âmago do meu ser saber que em 2009 Festivais que usam colocar o nome da cidade no topo da agenda cultural internacional iriam ser cancelados devido, segundo o vereador com o pelouro do turismo, à falta de entrega de verbas pelo Turismo de Portugal.

De imediato, a minha raiva dirigiu-se, como é hábito nestas ocasiões, para o Sócrates, esse desgraçado que tem empurrado o país para o abismo económico e financeiro e, ainda por cima, não conseguiu evitar a entrada da gripe dos porcos.

Ainda pensei contactar o Aurora Cunha Machado para ele ir a correr para a Assembleia da República reivindicar perante o Jaime Gama, que está de partida para a China, a continuidade dos eventos.

Sim, porque estes festivais poveiros, o Vimus, o Festival Internacional de Músicas do Mar, o Portugal Radical, etc, etc, têm o dedo da CDU e quem fala em CDU fala em Aurora Cunha Machado, esse intelectual de esquerda que leva o cão a cagar nas areias da praia, quando não está em Lisboa, é preciso dizê-lo.

Não estava porém só, neste meu sentimento de revolta.

Os moradores do Largo do Passeio Alegre ficaram bastantes tristes. Era ver o seu semblante quando os vereadores da Câmara vinham do Guarda-sol no fim do almoço. Ooooh! Exclamava o Diamantino.

Soube, no entanto, pelo Jornal de Notícias, que afinal é a própria Câmara da Póvoa que resolveu prescindir de organizar os referidos Festivais.

Motivo: falta de dinheiro.

É que já nem o Turismo de Portugal consegue salvar a falência da autarquia.

Que bom! Vamos ter mais sossego este Verão.